terça-feira, 20 de maio de 2008

De Vossa Excelência, atenciosamente

Não fica lá muito bem gabar-me mas já que ninguém o faz, desculpem lá, faço-o eu.
Confesso que tenho dificuldade em fazer tal coisa, não por qualquer questão de modéstia ou de limitações éticas, -qual quê!- mas pela simples razão de que o meu cesto de tão roto, tão rotinho, não há quem o queira na vindima, só isso.
Ficamos onde, então? Porque sou perseverante, embora me vejam mais teimoso, na gabarolice, tá claro. E com isto voltamos ao mesmo: de que me gabo eu? Bem, aqui é que o rabo torce a porca e para gabar, gabar… à falta de melhor, desculpem lá, não há nada como começar por me pôr a nu antes que outros o façam e que se perceba que pelo peixe morre a boca, sim que burro de todo não sou, e de parvo não vos quero fazer evitando assim o efeito de ricochete.
Abreviando: bom, bom mesmo, como eu não há muitos. Como eu, a fazer merda, não há quem, pena é que me falte a flexibilidade para sair em fic-flac à retaguarda como bons artistas da nossa praça, que por sinal tanto eu invejo. Deste modo, na falta de unhas e de guitarra, não há nada como agachar-me até ao limite da visão da cuequita, consciente de ter calos e da sua inconveniência para apertos.

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4 comentários:

maria_arvore disse...

Ó homem,
gaba-te mesmo. :) Porque não és ignorante nem tratas os outros como tal. ;)

robina disse...

Por mim estás à vontade, até te empresto um babete :-))

Maria disse...

Ai, este Sócrates... Ai, este Erecteu... Ai, estes meninos crescidos...


:P


beijinhos

Maria disse...

Pois está tudo muito bem... mas afinal não te puseste a nu...

(E na arte de não cumprir promessas é que NÃO ganhas mesmo ao mestre)



E já agora, como é um desgraçado de um blogger do Sapo consegue vir aqui deixar pérolas, hem?

The F Word