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sexta-feira, 30 de março de 2007
terça-feira, 27 de março de 2007
Sócrates o maior deste curto século
Independentemente do estímulo de que possa servir o resultado desta dita brincadeira, para uma franja saudosista e veneradora de um ditador, servirá também de aviso à navegação dos políticos responsáveis pelo descrédito do regime democrático.
Lamento dizer, mas o assalto ao poder através de programas eleitorais não implementados, é tão infame como um golpe militar, talvez ainda mais, porque é torpe.
Reconhecer que não se está a cumprir o programa eleitoral por antecipadamente se desconhecer o estado da Nação é revelador de falta de capacidade para governar. No mínimo, nesta situação, o vencedor deveria preparar de imediato um novo sufrágio remetendo-se a GOVERNO DE TRANSIÇÃO, anunciando a verdadeira situação do país e as medidas necessárias para a resolver.
Sei que sou ingénuo, lorpa até, mas é isto que penso.
segunda-feira, 26 de março de 2007
Coisas boas
E as muito boas?
domingo, 25 de março de 2007
Cá o rapaz é assim III
Enquanto descia as escadas, pensou que deveria reforçar o programa no ginásio pois, ou muito se enganava ou estava a ficar menos tónico. Decidiu também que os sábados ficariam destinados ao ténis, o golf ficava reduzido aos domingos.
Chegado á sala de jantar, cumprimentou com um beijo na testa a mulher e jovialmente sem olhar para ela: -Bom dia Guta, dormiu bem?
Sentou-se e procedeu ao trivial pequeno almoço: Torrada com ligeiro doce + sumo de laranja + Jornal Económico. –Desculpa, disse ele levantando os olhos para a mulher quando se apercebeu que dizia qualquer coisa.
-Como quer fazer?
-Fazer, o quê, amor?
-Levamos os dois carros?
-Não querida, vou consigo no seu. O motorista leva o Volvo directamente para a assistência e nós podemos ir pela Marginal. Acha bem?
-Perfeito querido.
Saíram com o pequeno Audi 4 pelos portões de ferro forjado que se abriram automaticamente, ela sorriu ao leve apertar de joelho. Contornaram a o Forte da Cidadela, passaram pelo mercado, estação, Jumbo e só a partir daí o trânsito começou a fluir. Gustavo ligou o rádio,
Director Geral
Foi até à secretária sem naquele dia reparar no verde de Monsanto nem no azul do Tejo.
Guta foi conduzindo pela cidade, desceu a Calçada de Campolide, passou pela Praça de Espanha, perdeu-se em pensamentos e viu-se na 2ª circular estranhamente perdida. Parou no parque de estacionamento exterior. Quando ali entrou, pela segunda vez, interrogou-se se estaria bem pois abominava Centros Comerciais. Eram quase 11:30.
sexta-feira, 23 de março de 2007
quarta-feira, 21 de março de 2007
Um dia ele chegou tão diferente
do seu jeito sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente
do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto
era seu jeito sempre falar
E nem a deixou só num canto,
para seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita
como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado
cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços
como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça
foram para a praia e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança
que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade
que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que todo mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz
Música: Vinicius de Moraes
Letra: Chico Buarque
Equinócio
Do Sono
Da arvore
A primavera veio para ficar!
O calor desperta no sangue ardores,
Os dias em constante alongar.
Luz inimiga de clandestinos amores,
Afinal o que há para festejar?
segunda-feira, 19 de março de 2007
sexta-feira, 16 de março de 2007
Não há direito
Fiquem numa boa que o Erecteu vai para uma fossa.
Três noites e dois dias dias de mar: caç'á vela, orça, não, não, arriba porra, arriba...
Desculpem lá qualquer coisinha mas lá terá que ser.

o mimo sabe bem, obrigado
Tristeza não tem fim
Felicidade, sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do Carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
E tudo se acabar na quarta feira
Tristeza não tem fim
Felicidade, sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor
Tristeza não tem fim
Felicidade, sim
Tom Jobin
quinta-feira, 15 de março de 2007
quarta-feira, 14 de março de 2007
Erecteu à Brás

6h33: uma mijinha e volto para a cama para fumar. Ligo a TV ponho os auscultadores e vejo notícias.
7h00: Ligo o compudador, vou fazer o pequeno-almoço, e como kuskando e comendo, simplesmente Bolachinha
7h15: Vou fazer um café expresso, assalta-me uma ideia e volto para escrever meia dúzia de frases no doc1, o café arrefece.
7h35: Vou fazer outro e já não me deixo enganar. Volto para o computador mas já não largo a chávena. Escrevo umas frases com a mão esquerda enquanto beberrico.
8h35: Já passou mais de uma hora! Vou largar a chávena e sigo directo para a casa de banho, para fazer o que melhor sei.
8h39: Feita a cagada, lavo cu e as mãos à maneira árabe, os dentes à maneira e enfio a roupa do dia anterior.
Qual banho ou barba! Porque hoje é sábado…
8h45: Volto ao computador, vejo se há comments, que sei não poder haver, vou ao mail , sou assaltado por um ataque de ansiedade, largo tudo e piro-me.
9h10: Entro no mercado e passeio pelas bancas cumprimentando quem me olha. Compro carne, pão, feijão verde, pimentos e acabo na banca da D. Ana que me aconselha o peixe que de melhor tem para grelhar, atendendo ao custo qualidade. Da sarda ao robalo vale tudo, ela é que sabe.
Aproveito para comprar o Expresso que eu já sei que não lerei um quarto sequer.
10h10: Volto para casa, deixo o avio na cozinha.
Chega o Custodio. Arranco para a reforma agrária. É dia de poda no pomar, sim que tenho um pomar constituído por uma laranjeira e um limoeiro. O Custódio poda e eu acarreto os ramos para o lixo. Aproveito os limões que distribuo DIScriminadamente pelos vizinhos.
11h30: Bebemos uma cerveja que o sol aperta.
12h00: A poda tá feita. Decido que a relva também vai de co, digo, vai de cana, agarro na máquina e atiro-me aos 24 m2 de relvado que nem um rambo atacando hoste comunista.
12:25: Vencedor e convencido da minha superioridade moral, chamo o puto para pôr a relva no lixo.
O puto resiste e eu cedo.
-Tá bem, vai acender o lume que eu vou ao lixo.
Ele cede.
-Tá beeeeem, eu vou, acendes tu o lume.
12h45: Lume aceso, pimentos a assar, panelas ao lume com água a aquecer,
13h00: Vou tomar um banho e acabo por fazer a barba.
13h15: Sinto-me seis horas mais novo.
Enfio batatas e feijão verde nas panelas. Sim em panelas diferentes que, se eu gosto de misturas, não é na cozinha.
Duas generosas douradas escaladas, untadinhas com uma marinada de alhos coentros, sal e azeite estão prontas para o sacrifício do fogo e redimirem os pecados do mundo em lume brando.
13:35: Escorridas as panelas, pelados os pimentos, as douradas acabam em lume forte.
13:45: Aberta uma garrafa de vinho tinto da Comporta e uma garrafa de trina laranja, começamos a comer.
14h30: Dou mais uma vez uso à DeLonghi, reforço a dose, encho um balão com CRF, acendo um purito e esparramo-me no sofá.
15:00: Hora de desporto. Ligo o canal 2, e puxo o saco cama.
16:00: Acordo. Já chega de desporto, vou aos blogs e concluo que deve andar toda a gente na galderice, não há comentários que se vejam.
Escrevo indisciplinadamente, kusko, vou ao google, ao goear.
18h00: Já! Hesito. Vou ou não vou dar uma volta?
Chateio o puto que resiste e não quer.
Não vou.
18h30: Pego no Expresso, leio um pouco. Dou pelo findar do melhor dia da semana.
18h55: Vou aviar a minha receita: Duas latinhas. Uma, FUMAR MATA a outra, Fumar preju…
É pra isto que um homem anda a pagar impostos?
Vou até ao rio e fico a ver o subir da noite.
Telefono para casa a desafiar o puto para ir jantar fora que resiste mas desiste.
20h00: Vamos jantar. Conversamos um pouco, picamo-nos um ao outro que é a nossa forma de dizermos que nos amamos.
21h05: Voltamos a casa.
-Vou sair com os amigos.
-Precisas de dinheiro?
-Ainda tenho.
-Não voltes tarde.
-Meia noite, se me atrasar telefono, já sei.
Ponho-me no meu bLUGAR
23h55: -Olá, chega o puto, tenho o último beijinho do dia, -Vou-me deitar.
Não fiques até tarde.
Que descaramento! Onde já se viu, isto?
… continuo blogando
2h00: JÁ!?
Vou-me deitar.
Porque hoje é sábado, comprei um violão para minha filha Susana, a fim de que ela aprenda dó maior e cante um dia, ao pé do leito de morte de seu pai, a valsa "Lágrimas de dor", de Pixinguinha – e seu pai possa assim cerrar para sempre os olhos entre prantos e galgar a eternidade ajudado pela mão negra e fraterna do grande valsista...Porque hoje é Sábado, desejarei ser de novo jovem e tremer, como outrora, à idéia de encontrar a mulher casada, de pés de açucena; desejarei ser jovem e olhar, como outrora, meus bícepes fortes diante do espelho...Porque hoje é Sábado, desejarei estar num trem indo de Oxford para Londres, e à passagem da estação de Reading lembrar-me de Oscar Wilde, a escrever na prisão que o homem mata tudo o que ele ama...Porque hoje é Sábado, desejarei estar de novo num botequim do Leblon, com meu amigo Rubem Braga, ambos negros de sol e com os cabelos, ai, sem brancores; desejarei ser de novo moreno de sol e de amores, eu e meu amigo Rubem Braga, pelas calçadas luminosas da praia atlântica, a pele salgada de mar e de saliva de mulher, ai...Porque hoje é Sábado, desejarei receber uma carta súbita, contendo sobre uma folha de papel de linho azul a marca em batom de uns grossos lábios femininos, e ver carimbado no timbre o nome Florença...Porque hoje é Sábado, desejarei que a lua nasça em castidade, e que eu a olhe no céu por longos momentos, e que ela me olhe também com seus grandes olhos brancos cheios de segredo…Porque hoje é Sábado, desejarei escrever novamente o poema sobre o dia de hoje, sentindo a antiga perplexidade diante da palavra escrita em poesia e como dantes, levantar-me com medo da coisa escrita e ir olhar-me ao espelho para ver se eu era eu mesmo...Porque hoje é Sábado, desejarei ouvir cantar minha mãe em velhas canções perdidas, quando a tarde deixava um alto silêncio na casa vazia de tudo que não fosse sua voz infantil...Porque hoje é Sábado, desejarei ser fiel, ser para sempre fiel; ser com o corpo, com o espírito, com o coração fiel à amiga, àquela que me traz no seu regaço desde as origens do tempo e que, com mãos de pluma, limpa de preocupações e angústia a minha fronte imensa e tormentosa...
segunda-feira, 12 de março de 2007
Por tudo e por nada

Por tudo e por nada
Deixei-te parada
Na berma da estrada
Usei o teu corpo
Paguei o teu preço
Esqueci o teu nome
Limpei-me com o lenço
Olhei-te a cintura
De pé no alcatrão
Levantei-te as saias
Deitei-te no banco
Num bosque de faias
De mala na mão
Nem sequer falaste
Nem sequer beijaste
Nem sequer gemeste,
Mordeste, abraçaste
Quinhentos escudos
Foi o que disseste

Dezasseis, dezassete
Cheiravas a mato
À sopa dos pobres
A infância sem quarto
A suor, a chiclete
Saíste do carro
Alisando a blusa
Espiei da janela
Rosto de aguarela
Coxa em semifusa
Soltei o travão
Voltei para casa
De chaves na mão
Sobrancelha em asa
Disse: fiz serão
Ao filho e à mulher

Acabei a ceia
Larguei o talher
Estendi-me na cama
De ouvido à escuta
E perna cruzada
Que de olhos em chama
Só tinha na ideia
Teu corpo parado
Na berma da estrada
Eu que me comovo
Por tudo e por nada
Acrílicos Tania Leal
BOLERO DO CORONEL SENSÍVEL QUE FEZ AMOR EM MONSANTO
sábado, 10 de março de 2007
Cá o rapaz é assim
Dói-lhe a cabeça da noitada e pelo que de si deu, para além do estabelecido e consensualmente convencionado.
Hesita mas acaba por se levantar. Atravessa o quarto vai até à kitchnet, aquece no microondas uma xícara do café que sobrara do dia anterior, liga a TV a que não presta a atenção, puxa dum Marlboro e senta-se à janela do quarto olhando nada.
O dia tá lindo, o sol sobeja caté met'inveja. Perdido em vagos pensamentos, dá por si a filosofar se um dia daqueles é ou não bom para a caça. Acaba por concluir que de caça não percebe nada. Deriva para a pesca e conclui que não, pois tem de ouvido, que a sombra na água espanta o peixe. Afinal actividades ao ar livre não são a sua especialidade; de captura de espécies não percebe patavina, tirando aquela a que amiúde se dedica nos centros comerciais, com técnicas apuradas em muitos anos de prática - tiro ao borracho. Para essa arte é preciso mais saber do que têm esses amadores domingueiros, de sequeiro ou de águas lusas.
As técnicas podem assemelhar-se: o engodo, a espera, o cerco ou o arrastar, mas para a sua arte há que dominar o canto e encanto à distância; é preciso o golpe de asa rasante, a abordagem subtil e o desconcertar para atacar com audácia temerária, mas acima de tudo há que ter calo e calma.
Quantas vezes não teve de enfrentar o insucesso? Aí, no infortúnio, é que se faz a diferença, se vê a classe do rapaz: retirada elegante e sorriso convincente impõe-se, pois fair-play não é só pá bola. Sobretudo nada de desatinos ou despeitados insultos entre dentes que cada peça que foge é uma lição a não esquecer e a juntar ao património acumulado para posterior tratamento de dados e correcção da acção.
Por fim esticou as pernas, entrelaçou as mãos atrás da nuca e estirou-se gozando um longo bocejo acompanhado de um som vagamente semelhante a loba com o cio. Levantou-se energicamente e dirigiu-se à pequena casa de banho. Passou água pela cara e pelo cabelo, escovou rapidamente os dentes e entregou-se por fim ao sagrado ritual de se barbear. Espalhou o foam pela cara, foi buscar a Wilkinson de três lâminas, mirou-a hesitando se as renovaria; decidiu que ainda não era altura de as trocar, esse prazer ficava adiado para posterior altura face ao agravamento do custo de vida. Colocou-se em frente ao espelho de pernas entreabertas em pose que adoptara do Saturday Night Fever. Em movimentos disco foi talhando e remirando-se ao espelho contornando lentamente o bigode e acertando as patilhas. Passou a máquina por água corrente e aspergiu a cara com água fria. Cheirou os sovacos e resolveu-se a levar mais longe a higiene, tendo o cuidado de não molhar a camisola interior. Dirigiu-se para a porta e antes de a fechar fez um exame rápido decidindo que deixara tudo em impecável ordem fechou a luz e a porta.

Decidiu que era altura de partir.
Fechou o apartamento a duas voltas de chave e lá foi pela galeria do sétimo piso: passada enérgica, arrastando ligeiramente os tacões, em direcção às escadas, enquanto ajeitava o lenço no pescoço assobiando.
sexta-feira, 9 de março de 2007
6 meses depois
Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar
Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar
Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei
Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só
Eu Vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar
Mafalda Veiga

quinta-feira, 8 de março de 2007
Mais um desafio!
A continuar assim perco o fio e não há pedra d’amolar que me valha.
I. 7. Coisas que faço bem
1. Não ignoro desafios,
2. lanço-me facilmente à descoberta,
3. na cozinha é um descanso,
4. oiço e não calo,
5. uso o coração e poupo a cabeça
6. guardo para amanhã o que posso fazer agora
7. brinco a sério
II. 7 Coisas que não faço ou não sei fazer
1. Arrumar
2. Contornar, poupar e poupar-me
3. Cantar, assobiar ou tocar o que quer que seja,
4. Rever
5. Planear
6. Joguinhos
7. Limitar
III. 7 Coisas que me atraem no sexo oposto
1. O sexo oposto... com boa conversa
2. Franqueza
3. Sorriso
4. Elegância
5. Olhos faladores
6. Simplicidade e informalidades
7. Peitos pouco generosos
IV. 7 Coisas que digo
1. Portanto
2. O quê ou hã
3. Né?
4. Com’é qué
5. Vamos
6. Já?
7. Nunca t’enganei nem te torno a enganar
V. 7 Actores
1. Robert De Niro
2. Dustin Hoffman
3. Jack Nicholson
4. John Travolta
5. Michael Caine
6. Al Pacino
7. Hugh Grant
(se houvesse lugar para mais um era Erecteu ou Clint Eastwood, estou na dúvida)
7 Actrizes
1. Meryl Streep
2. Penélope Cruz
3. Jodie Foster
4. Renée Zellweger
5. Júlia Roberts
6. Catherine Deneuve
7. Juliette Binoche
terça-feira, 6 de março de 2007
a dor de preterir quem amo

"«Os Cinco na Ilha do tesouro ", de Enid Blyton; il de Eileen Sopé (Notícias, D.L. 1991)
"A Catedral do Mar", de Ildefonso Falcones (Bertrand)
“A obra ao negro”, de Marguerite Yourcenar (PÚBLICO, Colecção Mil Folhas)
"O Nome da Rosa" de Umberto Eco (Público, colecção Mil Folhas)
"A Um Deus Desconhecido ", de: JOHN STEINBECK (DOIS MUNDOS)
Os Cinco na Ilha do tesouro foi o primeiro, não que li, que esse não sei qual foi, mas o que li ao meu primeiro filho, e o que ele primeiro começou a ler, A Catedral do Mar é o último, o que eu estou a ler arrastadamente, por causa da "escrita"; A Obra ao Negro”, e O Nome da Rosa, fazem parte de uma triologia, à qual subtraí O Memorial do Convento,Blimunda e Sete-Sois me perdoem que Saramago tem coração maior que o nome; A Um Deus Desconhecido li-o no final da adolescencia e foi este que ofereci a uma jovem mulher que nunca tinha lido um romance.
segunda-feira, 5 de março de 2007
domingo, 4 de março de 2007
Há jogos a doer B VI
Serei como até agora objectivo com enquadramentos de grande plano. Recorrendo a um ou outro close-up, não será com certeza para eliminar figura menos composta ou ambiência menos favorável.
-Nã pod’o quê? Rochinha até bufava.
Nã pecebes né? Ist’é a sério, e muita sorte têm vocês em eu apitar sem fiscais de linha.
Só faltava mais esta! O Silvinha a lembrar-se dos preceitos.
-Não têm um suplente? Vêm pá’qui armados em heróis de equipamento e tudo, mas…
-É um equipamento sem equipa, eheheh, mordeu reforçando o Senfim.
Os do USA, sentados no chão, apoiados nos braços ou em flor de lótus, já maldiziam Rochinha.
-O gajo punha o Biegas à baliza e tava tudo resolvido. -A simplicidade da solução ao alcance de qualquer um, não é?.
-Oh Rochinha cheg’aqui. Lá veio ele parlamentar, com os seus.
–Entra o Biegas saio eu. A equipa tá feita e da ultima vez nã havia suplentes. E lá voltou para o conciliábulo.
Silvinha que já sentia a falta do apito nos beiços, lá teve que ceder, -Se assim querem, assim vão ter, cada um joga com o que tem, e o ISP se quiser usa o suplente, e o USA se tiver lesões, ou alguém se for abaixo das canetas, aguenta a tormenta.
Puxa da sua moeda oficial,


A jogada estava ensaiada. Ao estridente e autoritário apito, Metomê dá um pequeno toque para Bicho, Bicho atrasa p’ó, p'ó guarda redes, a bola rola devagar, Penas persegue a bola, o Invencível carreeEGA em bloco, Zé Galo consegue apanhar a bóoola, chuta em arco, fortíssimo… Garrincha adiaaantado recolhe a bóoola, passe em profundidade, Meialeca desloca-se, está of-side, não está, o arbito não apITA o Invencível ficou parado clama of-siiiide…
-Ofsaide, ofsaiiiide, gritavam em coro os Invencível, enquanto acenavam os braços.
Os do União: -Vai Meia vai, -Vai Leca guinchavam .
… aí vai Meialéeeeca, completamente isolado, infleeecte, inflete para o centro do terreno; sai Cagante, sai Cagaaante, faz a mancha, Meialeca puxaaaaá bola pó pé esquerdo , Cagante estira a perna Meialeca remata, a bola parte, passa por baixo das pernas do guarda redes e é, é. não é, é é é Golo, Goooolo do USA, Gooooooolo!!!
Cinco, dez? vá lá quinze segundos de jogo, confesso que não sei!
O Invencível corria em bloco direito a Silvinha, Meialeca em pose de avião corria para os companheiros que para ele corriam. Toda a gente corria! Silvinha, esse, corria às arrecuas terminando no chão, fruto de falta de treino com certeza. Levanta-se aos Pris-Pris improvisados, envolvido pela indignação do Invencível.
-Eu é que sou o arbitro, lembrava ele.
-Nã vali, nã vali; -É golo, é golo –gritavam ao desafio.
-Bol’ó centro, sentenciou assertivamente Silvinha.
-Gatuno, ladrão, pantomimêro –de um lado
-Respêtem o arbitro –do outro
-Gatu…, Silvinha mand’á mão ao bolso que, mandam as leis,, em contra ordenação grave tem de puxar do cartão, mas... vê a malta do Invencível a avançar pa ele e… volta costas a correr.
-Moços dum cabrão, se querem arbitro vão ao Totta. E pernas pa que te quero.
Sai o arbitro… mudam-se os tércios.
Sopapo e pontapé, pontapé e sopapo as coisas ficavam feias para uns e sorridentes pó Invencível. Uma forte e ousada investida dá jus ao nome de Invencível: quadrado roto, desnorte nas hostes uniuninas, aconselhava a retirada em regime disperso.
-Voltem, caralho, voltem ,oh que os gajos enfardam no Biegas.
Confesso que, na confusão, até a mim me tinha escapado que o jogo afinal terminava empatado doze a doze
SMS

Destroçou a minha auto-suficiência, encheu-me de atenções, tornou-me menos frias as noites.
Não dei pelo passar de quatro estações! Contei-as no momento em que a espera ansiosa pelo sms - Posso?; Queres?; Dás-me um copo? - se tornou na constante: -Vou a caminho.
Assim foi ou passou a ser. A merda da certeza destrói-me! Um rebuçado ou uma flor já não têm o mesmo cheiro ou sabor, envolvidos em papel de certezas. Irritam-me os seus cuidados, os silêncios contemplativos ou basta-me um: - Estás bem – para me revolver o estômago.
O aviso de mensagem ecoa na minha cabeça, tardo a lê-la, o tempo passa e esqueço-a, concedo-me a liberdade de viver o meu espaço descondicionada e descontraídamente.
Não apareço, Bjs
sexta-feira, 2 de março de 2007
Apito B V
O Silvinha, Sr. Silva, carteiro de profissão faz a volta logo pela manhã, depois é fácil encontrá-lo ao longo da muralha dando dicas a custo zero, a pescadores ocasionais e até aos de lugar cativo.

–Como é, estamos aqui pa jogar ou querem barraquinha?
A profissão de fé unânime dos capitães qu’era mesmo pa jogar, era comprometida pelos gestos de Lambuça que, dando às asas com os cotovelos e esgravatando a gravilha, ensaiava uma dança em círculos . Do outro lado o dedo espetado do Bicho, contagiava o resto do USA.
Sério e grave começou com os considerandos, qual preambulo de diploma, do que o levava a apitar, aquele jogo, ele que já apitara o nacional – diga-se que omitiu a terceira divisão - advertiu que não admitia – a lista é tão extensa que me coíbo de a enumerar, para quase por fim mostrar-lhes duas cartolinas mais um bloco por fim, por fim mesmo, lhes pedir a lista dos jogadores.
- Cagante
- Prego
- Cenoura
- Senfim
- Lambuça
- Carelhas
- Borrego
- Manhoso
- Dentinho
- Penas
- Galeira
- Careca
Com esta formalidade satisfeita, Silvinha dispensa os capitães, olha para o relógio e eis quando senão e de repente, saca das listas olha para uma e para a outra e volta a chamar os capitães.
-Isto assim nã pode sêri. Antão uma equipa tem onze e a outra dôzi? Ou há condições iguais ou nã há jogo
Assim não há pachorra, puta de vida, quem ainda acaba com esta merda de história sou eu.