sábado, 28 de agosto de 2010

Se não existisse teria que ser inventado

Omnipotente, debitando mais cavalos que um Ferrari e um Porsche juntos; Omnipresente deixando o Bip-Bip a léguas, Omnisciente ofuscando Sócrates...


Primeiro moldou no barro o homem à sua imagem e semelhança entregando-lhe o paraíso, depois. porque se entediava, a partir de uma costela deu-lhe a mulher e, pedagogicamente, advertiu-o de que não deveria tocar no fruto apetitoso... Foi o bastante para receber quase de imediato uma acção de despejo desterrando-o para a terra onde crescemos e nos multiplicamos sujeitos à dor para aprendermos a não sermos lambões.

Na sua infinita bondade desceu à terra para nos redimir do pecado original que com o tempo foi evoluindo acrescentando à pouca original posição do missionário nuances bem mais divertidas, na minha modesta opinião.

É impossível um mundo sem deuses. A quem atribuir a culpa das catástrofes que se abatem sobre nós? Como explicar eclipses, chuvas de sapos, coriscos ribombantes, o escapar in extremi às garras de um felino ou o simples desabrochar de uma flor, se não a Ele ou a eles, consoante o fuso horário de que se trate?

Se para uns nos vale o “ai Jesus”, para outros o Salvador ainda está para se vir não passando o presumível Filho de um arauta profético. Quem tem razão não sei mas não custa nada ficar cada um com a sua e deixarem-se de merdas quezilentas e muito menos de andarem à lambada por coisa de pormenor. Culturas e as suas derivadas crenças podiam muito bem coexistir em paz na terra, fossemos nós homens de boa vontade e menos picuinhas.

Se uns com o tempo deram a volta ao véu, não será de esperar sentado à espera que a moda das burkas passe? Basta lembrarem-se daquela do fruto mais apetecido, sim o tal originalmente proibido e que hoje consumimos, à fartazana, com ou sem casca...

Mutilações e subserviências, cada um toma as que quer e deixemo-nos de paternalismos porque crenças são afinal querenças, né? Não? Temos o dever de proteger os menos esclarecidos, tá beeeem!...

Pronto vamo-nos a eles e pespeguemos-lhe os devidos correctivos acabaram-se as Excisões e a népia de burkas e outras tretas quejandas, “mai nada”... pó camano, quem aceitar fica quem não quiser vai desta para melhor, geograficamente falando, claro.

Já agora aproveita-se a ocasião e convertem-se todos em bons chefes de família, tá?

Viv’ó Benfica.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

felicidade


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Para que promessas incumpridas não fiquem por celebrar, sugiro que façam as adaptações que considerem pertinentes a esta magnífica canção, nesta versão atrevidamente erudita...


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O primeiro nunca se esquece

A ordem de comando, denunciando irritação de noite mal dormida, se dormida veio cava e rouca: -OUTRO...

Não importava quem, alto ou baixo, magro ou gordo, loiro ou moreno

-OUTRO, Nnnnnão ouviram? Se o primeiro outro pusera em marcha todo o serviço de apoio que se resumia a uma míope que não fazia inveja a uma petinga seca, fará a um carapau, o segundo, acrescido Nnnnnão puseram a senhora a bater as socas de madeira em passo de corrida acelerado.

-Entrem, entrem disse assistente multifunções, contorcendo-se, com a expressões de quem quer ir à casinha de banho.

Pela mão de minha mãe entrei; no meio de um cenário no mínimo estranho, pelos objectos estranhos que não prenunciavam nada de promissor mas sobretudo pelos cheiros dei; com ele de costas oferecendo à vista um pescoço de rodes sobressaindo de uma bata pretensamente branca

-Sente-o. o homem não falava, comandava.

Com as devidas ajudas lá amarinhei cadeira acima e me instalei desconfortavelmente naquela imensidão sem saber onde pôr os braços face ao desajuste ergonómico.: Enorme, tez morena, nariz achatado semeado de pelos, manápulas de onde saíam umas excrescências travestidas de dedos, avançando para mim pôs-me de boca aberta que nem foi preciso receber instruções complementares. Sentando-se a minha frente foi pegando em objectos: espelhinhos percorriam-me todo por dentro enquanto ele fazia uns “hunms”, chegou a vez de uma espécie de anzolinho que ora percutia ora ia escarafunchando até que dei, simultaneamente, um salto e um urro.

-Assim não posso trabalhar, foi o bastante para a mutifunções me manietar; face ao insucesso... entrou minha mãe na lide não me restando outra hipótese do que recorrer, em legítima defesa, ao espernear face ao ataque de um sinistro aparelho do tempo dos discos de 45 rpm que zumbia e agia como martelo pneumático.

-Traga o lençol raios...

E foi assim que me sacaram o primeiro dente, pelos vistos com processos que nem eram exclusivos do Dr, Qualquer coisa de Matos, ex- boxeur, jogador inveterado em noites longas no Automóvel Clube.

Com agradecimentos ao Abílio que me enviou esta foto, amigocom quem partilho afinal mais padecimentos passados do que ele imagina.

domingo, 22 de agosto de 2010

Feitio

Quem não o tem? “Do marisco à bifana, há de tudo.” – como diz o mê Paulinho da Vila, nome que lhe ficou embora o burgo tenha sido promovido a cidade.

São feitios. Diz-se com condescendência mas sempre acompanhado de um franzir de qualquer coisa. Mas, cá pó je e para nous, que ninguém nos lê, o dele é tramado. Teso com’é, mais fácil cede dinheiro do que passagem se lha quiserem forçar; é o seu espírito, feitio, de contradição que não o deixa ver ninguém à rasca sem que lhe valha, ou que mete velhinha na linha, se dissimulada se faz à caixa do Mini, não fora isso e outra galinha cantaria: -Faz favor minha senhora, passe lá, tem tão pouca coisa e eu tanto tempo tenho...

Quem bem o tope, como eu, se o gajo se esforçasse mais um bocadinho até lhe poderia ser atribuído o diploma de bi ou até mesmo de tri-polar. Mas na verdade vos digo que o cabrão não é mau tipo, pecando só por ser um pouco, demais, naif levando a vida demasiado a sério.

Há uns tempos comecei a vê-lo macambúzio, nã lhe via ameaça de saltar um dentinho com as suas piadinhas, joco-irónicas com que brinda os mais próximos... - Olá, pensei eu pó meu fêxecler, a depressão dos Açores deslocou-se pó Bº do Castelo.

-Então Martírio –é o nome qu’herdou da mãe- como vai isso?

-Hã...

-Vá lá, desembuxa, diss’eu, a medo.

-Tou chateado. E o sacana não desenvolvia, parecia uma carripana movida a gasoil low-cost.

-Tás chateado porquê?

-Estou preocupado, disseram-me que tenho um feitio do caralho, não acho justo.

-Não ligues Martírio.

-Se calhar, até têm razão e agora percebo porque me chamam judeu.

-...?

-Sim, tenho espelhos em casa, chamam-me judeu e desde que me disseram que tenho um feitio do caralho comecei olhar-me melhor. É uma porra ter uma cabeça com um feitio do caralho e não ter prepúcio.

sábado, 21 de agosto de 2010

Peace ao Quadrado


Composition:

“Peace is in the waves at sea. Peace must begin with you and me!”
- Student, Gander Middle School, Gander, Newfoundland, Canada

“Why destroy when we could create, Keep the peace, erase the hate.”
- Normal Community West High School, Normal, IL, US





(des)Composição:

.roubada d'aqui


Já começo a ficar farto desta merda, men, I wich piss all over the world

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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ippon


Era uma vez... e fujam que lá vem história, né seus trastes?


Já não se lembram, meus, do tempo em que os bichos não liam... até arregalavam os olhos em cada pausa metida a tempo certo, ou em arrastar de frase colocada no registo dos graves, dos protestos de quando o final ficava para o dia seguinte ou, quando curta suplicavam – vozinha, conta lá mais uma, conta...

Mais tarde as histórias foram outras. Acho que, lá pela quarta, comecei a meter-me na vida de uns fidalgotes franceses que acabaram enrolados com uma Tareja e uma Urraca e a partir daí foi uma coboiada, ora contra moiros ora contra castelhanos, varríamos tudo à rambada, digo, à lambada. É verdade que a par foram entrando o Buck Rogers, Kit Carson e à socapa do bando mais alargado, os mais íntimos trocavam Mickeys e Donalds, enfim concessões a gostos mais de meninas.

Mais tarde a coisa piou mais fino e afinfaram-nos com melodramas de Diniz, dramas de Herculano mas aquilo que eu gostaria de ter lido era mesmo aquele em que o herói era um padre, acho que de nome Amaro, mas esse era mais difícil de arranjar do que aquele cromo que não deixava acabar a colecção; mudei de colégio várias vezes mas ou não tinham ou não podia ser requisitado, coisas da vida... mas acho que um dia ainda pego nele.

Depois, depois passamos a fazer histórias; umas de amor outras cómicas, outras ainda tristes, essa deveriam começar por: “Once ipon a time...” especialmente as que acabam, connosco a lamber feridas, sem forças para praguejar.

Ippon Seoi nage, ou melhor ippon sayonara.

Ippon é um termo japonês comum no judô. Pontuação utilizada em competições de judô, atribuída quando um golpe, desferido de forma correta, resulta na projeção do oponente, com queda, desde que este fique com as costas por completo no tatame Com esta pontuação a luta termina, podendo assim a luta resolver-se em um único golpe. Este pode igualmente ser atribuído em caso de imobilizações, dentro do tempo regulamentado, desistência do adversário em caso de chaves, de estrangulamento, e em resultado de dois wazari.



quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Estou encantado

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Vocês sabem lá, contado ninguém acredita, só vos conto a vocês porque sabem que sou pessoa séria, puro, purinho.


Atão não é que ontem acordei encantado?

Sorte, dirão vocês, mas não, já viram o qu’é uma pessoa deitar-se como sempre e acordar transformado em príncipe? É verdade que daria jeito a muita gente mas vejam lá a pouca sorte que havia logo de ter, ao invés dos das histórias, esbelto e formoso, não é que sou um canastrão? Bom, não me imaginem logo um Schreck, sou até mais bem apresentável que o do Mónaco: tenho mais cabelo, sou mais desenrascado e não, passe a publicidade, ressono tanto e dou pulos na cama, isso posso garantir-vos que a minha senhora me disse que lhe tinha dado uma noitinha santa. Vá lá... príncipe e com massa a vida não me há-de correr mal, julgam vocês né?

Vá lá uma porra, nã lhe contem, mas estou enrascado, atão não é que tinha uma escapadinha apalavrada com a Dra. Noémia, jurista acessora do vereador da Cultura da Cambra? E agora com’é que vai ser, com’é ca convenço que eu sou eu? Azar do camandro tudo já tão acertadinho! Íbis de Portimão reservado e pré pago, carro alugado e fornecido de viagra, não fosse o diabo tecê-las, porque já dizia o padre Cron “água benta e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Com’é agora chego ali às bombas da Galp, como combinado, e digo entra, bute pá bagnole e ela sem mais entra, é? Entra o caraças, ainda pensa mas’é que sou algum detective privado que o manso do marido, administrador da TELÉLE - EP lhe lançou às canelas.

Telefona-lhe primeiro disse-me o mê gand’amigo Abílio das finanças, cusca de primeira mas que eu tenho curto pela arreata pois se ele deu comigo mais a doutora na Mata do Guizo, por sorte minha trazia agachada no carro a sonsinha da Libélula, professora e diácona catequista em rgime pós-laboral.

O Abílio ou é parvo ou estava a ver se eu fazia a espargata; quem não sabe que os telemóveis só não apanham gente graúda e ainda assim porque os investigadores e outros curadores gerais podem menos que a rainha d’Inglaterra? Fiz-me de mula e deixei passar a conversa da treta, - o Feio esteja lá em paz onde quer que esteja, embora que, com ele lá, aquilo deva estar em polvorosa, pior que a 25 de Abril em final de mês de férias; se do céu se tratar, que os deuses protejam Deus que o imagino dobrado de riso, com dores maiores que as de pedra em rim.

Não há volta a dar, de qualquer forma, se a figura se me avantajou, em proporção inversa os tomates minguaram de tal forma que fariam os tomatinhos-cereja da minha amiga Jaquina, rebolarem de gozo se vissem o estado da minha pobre horta: mato não lhe falta mas os legumes coitados... fossem peixe e não passavam, de certeza, na lota tal é o seu tamanhinho.

Colhei a lição: tou bem encantado mas não m’alegro.

-Erecteu acorda, tens qu’ir ao pão e vai de me pespegar um safanão, a minha senhora. Despertei de supetão, nem resmunguei, agarrei-me aos tomates e agradeci aos deuses e rogando-lhes que o meu sonho de criança nunca se venha a cumprir.

d'aqui


The moment I wake up
Before I put on my makeup
I say a little prayer for you
While combing my hair now
And wondering what dress to wear now
I say a little prayer for you

Forever and ever
You´ll stay in my heart
And I will love you
Forever and ever
We never will part
Oh how I´ll love you
Together, forever
That´s how it will be
To live without you
Would only mean heartbreak for me

I run for the bus dear
While riding it I think of us dear
I say a little prayer for you
At work I just take time
And all through my coffe break time
I say a little prayer for you

Forever and ever...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Marmelar

Mas quem é que nã gosta de marmelar? Só quem não provou, claro! Marmelar é bom, e quem vo-lo diz sabe, imodestamente, do que fala.


Marmelar é já ali, para uns no cu de judas, é verdade, mas isso é relativo porque o cu sempre há-de ficar perto de alguma coisa, mais palmo, menos palmo. Cá para este vosso humilde, humilíssimo, humildessissimo até serviçal, Marmelar, dizia, fica a partir d’ontem a um palmito do meu coração e tenham em consideração que não sou homem de mãos largas nem de vistas grossas, juro-vos. A falar verdade, cousa que muito prezo, ainda que muito me custe e de que maneira, entrei por um lado, dei a volta à igreja e saí por outro, ah! Fiz uma paragenzita, pelo meio, na da Tereza Joaquina e já agora, precavendo, da do Paulo e do João, gente quentinha, como pão saído do forno, não desfazendo em V. Exas.
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Mas porqu’é qu’um cristão, não praticante, se mete ao caminho para destino desconhecido? Olhem, asseguro-vos que nã tenho vocação de Marco Pólo e se nã fora o Gerinho desinquietar-me não tinha passado pela Vidiguêra –Alô Vidigueira- para ver uma exposição da, ou do, Homocenter, que... nã comento, que, dizia, não tinha enfim, Marmelado, entenda-se: devassado uma casa tranquilamente vivida e trabalhada, não teria matado a fome a saudade esquecida, não teria comido melão disputado naco a naco, queijos de amolecer na boca, nao me teria inebriegado com bom vinho e amizade, não teria risos... e, por isso, marmelar é bom. Visitar o Alqueva, também; lavam-se os olhos na paisagem desenrolada por estradas que serpenteiam colinas, branqueia-se a alma.
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Depois, a noite cai e volta-se sem revoltas, com promessas muitas de até 30.
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WEHAVEKAOSINTHEGARDEN: Super-bactéria já em Portugal

WEHAVEKAOSINTHEGARDEN: Super-bactéria já em Portugal:
"Li a noticia que a Super-bactéria já foi encontrada em Portugal. Fiquei surpreendido porque pensava que já por cá nadava a contaminar o pa..."

Quando uma pandemia se vai há outra que se vem... em defesa da economia de mercado; o que seria da procura sem oferta?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

very britishly & polish

Têm por hábito, circunstancialmente, os britânicos falarem do tempo quando mais nada de substante ocorre.


Pois bem, hoje está um magnífico dia.

Pois está, retorquiria o interlucutor, very britishly & polish.

A minha alma lusa perante factos e sem argumentos, diria que ficaria parva e, complicada como é, pôr-se-ia a lucubrar se estaria um magnifico tempo para ocupar soldadinhos de fogo, secar o tomatal, aquecer a pele prenunciando uma corrida aos dermatologistas com direccionamento para o IPO ou se simplesmente os subidtos de sua majestade quereriam dizer que faz sol. Não sei nem me ocorre ir perguntar, lá longe, à entronada Elisabeth. Mas, pensando bem, poderíamos perguntar ao PGR que, segundo opinião sua, dele, se sente com poderes similares aos seus, dela.

But... porque não investigar? Consulte-se o tempo, AccuWeather.

Oh diabos! Estamos a ser invadidos por uma onda laranja e se nos ativermos exclusivamente a Portugal podemos apercebemo-nos de um triangulo vermelho de base irregular!

Não sabendo lidar com búzios nem ossinhos, estando a Maia de férias, não vos restam outras altenativas se não dar corda aos miolos ou auscultarem o Professor Erecteu, formado na escola da vida em para-psico-tudo-e-mais-alguma-coisiologia.

Oiçam pois a reportagem da Cêéneéne:

-Bom dia prof, queríamos...

-Já sê, saber como tá o tempo, né? Tá maravilhoso.

-E...

-Que vêja esse papeli, né? Nã preciso de veri, nem preciso de concentrar-mi. É o mapa de portugali onde está anexo uma futura nossa, província.

-Mas professor...

-O triangulo? Oh homi, qual triangulo, qual carapuça, aquilo é mas’é um losango, um losango assim com’a modos do triangulo das Bermudas. Trará muito afundamento, de fortunas fáceis, topa?

-Oh professor...

-O mê amigo se se tivesse dado ao trabalho de ler a mensagem...

-Que men...

-A de Pessoa, carago, como dizem lá os sês amigos galegos do norti. Aqui ao lemi sou mais do qu'eu, nã ta dou aquilo que n'é teu... e por aí a fora.

-Desculpe...

-Pois olhi, o losango prenuncia que o império se estenderá até ao Brasili, Portalegri assumirá o papeli da antiga Portucal, mas de manêra muito mais rênadêra...

-Reinadeira, quer dizer, a brincar?

-Nã, a rênar à força toda, mas alegremente.

-E quem vai reinar?

-D. Loição I, o Reinador d’aquém e d'alem mar

-Professor, diz isso com um ar tão sério...

-Então já nã posso eu reinar? Estou teso mas em férias, homem dum cabrão.


PS- Menos doutoralmente direi que é a imagem estilizada de um riso de escárnio a mal dizer sinas de quem não limpa florestas municipais ou nacionais, de quem apadrinhou o abandono dos campos subscrevendo PAC's ou Pec's, de quem guardou na gaveta, até à última, projectos de veículos eléctricos e, por ventura, guarda os de sintetização do hidrogénio; de mim que cortei aquele arbusto e aquela arvore, de ti embora não saiba porquê...


domingo, 15 de agosto de 2010

QI 30 / IQ 0

-Desculpa lá, Avozinha, mas exageras.


-Pronto, não faças essa cara, estás a dramatizar um pouco...

-!...

-Tá bem tens razão, não dês demasiada importância às palavras, mas c’os diabos, desculpa a expressão, o tempo passa e não queiras que eu seja o mesmo.

-!...

Claro que ainda gosto de ti, te adoro.

-!...

Não sejas assim, com’é que queres que ache piada às mesmas coisas? Claro que me ria quando me espetavas o dedo no umbigo, claro que adorava aninhar-me ao teu colo!!!

-!...

Não, ainda gosto muito de te ouvir, se bem que a história da Carochinha não me deixe hoje extasiado nem a sorte do João Ratão me cause pesar, não compreendes?

-!...

Desobediente? Oh Vó? Mas querias qu’inda andasse com as botas da “Chico”, por amor de deus! Se não deixei de ser chato, até aos quinze anos querias tu que o pé fosse ao sítio aos trinta e cinco?

-!...

- Surdo? E depois não queres que te diga que exageras! Se estou p’áqui a falar contigo, sou surdo, é?

-!...

-Que nem uma porta? Ok, mudemos de conversa, tá?

(finalmente a bucha)

-!...

Tá bem, não me fica bem, mas que queres que faça ao olho torto?

-!...

Que o endireite? Mas como?

-!...

Que não vire a cabeça, pó lado? Que olhe em frente? Mas se assim não consigo ver!!! E , já agora,olha, se andei dois anos com o olho tapado à pirata e nem os óculos me deixavas tirar enquanto dormia, porque os sonhos me podiam entortar os olhos...

-!...

Qual teimosia, qual quê? A Lagos, já te disse que não vou, quero lá saber dessa sumidade de médico Holandês, chiça! Desculpa, tenho qu’ir embora.

-!...

Tá bem, não volto tarde.

-!...

Tá bem, só bebo refrigerantes.

-!...

Tá bem, guio com cuidado.

-!...

Tá bem, já sei o qu’é cas raparigas querem. Tchau.

*

**


Mas afinal havia mais


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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ladislau I

Há quem diga que não, eu não posso garantir que nã tava lá mas, cá pa mim aquilo deve ter sido, não, foi mesmo amor à primeira vista e ponto.


Encontraram-se por acaso:

ele - vagueando à toa metendo o nariz ora aqui junto ao quintal com a nespereira, ora ali frente ao portão da escola olhando desinteressado para os catraios, encolhendo-se à passagem de uma perseguição desenfreada por causa de um boné surripiado; achou por bem atravessar a rua para que o outro lado, então descampado, que se oferecia menos confuso; iniciou a marcha observando por cima da espádua o momento em que o larápio era alcançado, sobressaltou-se com a chiadeira de uns pneus e...

ela - ouviu o estrondo, viu-o ser projectado para a berma, bater no lancil e ficar prostrado. Correu para ele enquanto nos seus ouvidos ecoava um “meu Deus” saído sabe-se lá de onde ou de que garganta; acocorou-se junto dele e os piores receios pareciam confirmar-se face à imobilidade e à estranha flacidez que apresentava; pegou-lhe na cabeça e desatou num incontrolado choro quando lhe viu os olhos a entreabrirem-se, depois... levou-o, combalido, para sua casa, fez-lhe a cama na sala e ele sem se fazer rogado aconchegou-se e, parece que, antes de fechar os olhos lançou-lhe um sorriso agradecido.


Foi pois o início de uma relação assente em recíproca amizade e ternura, ainda que entremeada com amuos e ralhetes, uma relação linda de mais, de mais de uma dezena de anos, vocês sabem com’é, né? Ainda lhe doíam os ossos e já ele estava enfiado no quarto dela, pois então! Ladislau era assim e, afinal de contas cá pa mim são todos iguais, enquanto não se enfiam na cama delas nã descansam e... pumba, bem feito, ah ganda Ladislau.

E ela? Ela como todas as outras, ao principio não se importou e até achou piada (ele também) mas com o passar dos anos ela lá lhe foi apontando o seu lugar e frequentemente, Ladislau, batia com o nariz na porta e lá tinha que se resignar ao sofá da sala, pois então, que sempre é melhor que colchão no chão. Atravessava as noites cismando que a má sina e os anos se vinham apossando dele. A dor nos ossos do atopelamento já lá ia , é verdade, mas outras de mansinho chegavam, a uma articulação, depois a outra, depois a outra ainda... não sei que idade tinha e até ela acho que também não. Mas se a safada lhe fechava a porta do quarto, outras, muitas, lhe abria quando necessário, não importa a que horas da noite fosse para o socorrer, ora do coração ora dos rins qu’isto da idade não perdoa! Resta a lição que amor não é só cama, né? Pois é! Não deixar um amigo sofrer é acto de amor grande.


Por uns tempos deixei de ver Ladislau, dantes ainda os via passearem pela frescura da noite, estranhei, consta que o mandou abater.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Jesuíta

Tinha começado, que eu me lembre, as primeiras incursões no domínio do sexo, calma aí, que se limitavam a pouco mais do que enrolar um pirolau no indicadorzito, quando me encantei por ele, pelo simples fascínio de o ver assobiar; seguia-o com os olhos no seu deambular p’la oficina, dentro de um fato-macaco pouco ortodoxo face ao tom de azul a descambar para o celeste. Noite dentro insuflava a s bochechas e vai de soprar, soprar sem parar, em aflitivo fluxo eólico mudo. Falhanços há muitos mais do que chapéus, marés e marinheiros, né?!!! Pois bem, fiquem sabendo que hoje assobio se bem que não dê para fazer parar um táxi, ou encrespar ombros de moçoila.

Mas saltando de fascínio em fascínio, não posso deixar de referir o que representou para mim aquela popa armada a bylcream sublinhada pelos acordes assobiados do Let´s twist again, isto para não referir o fascínio da camisa, cinza-claro, TV que era só lavar-secar-vestir, passe a publicidade serôdia, tão bem encaixada no “blaiser” marinheiro, herdado do morgado, em trespasse assertoado por botões dourados com a inevitável ancora negra reassaltando no meio e emblema, com escudo e dragões, pespegado no bolso.
Pequenino como nome e apelido- Zé Coelho, grato e eterno devedor ficarei pelo patrocínio de que fui alvo quando me franqueava as portas do cinema em filmes para maiores de dezoito, ou em sábados estivais me subtraía ao dever de pagar vincincotostões para aceder ao salão de baile do Associação Cultural, Desportiva e Recreativa Sebastião José de Carvalho e Mello, Conde de Oeiras, instituição pouco conhecida, ainda que bastas vezes agraciada com medalhas palmas e louros, mas vitima de quem a baptizou com tanta dignidade e maior extensão que nem a sigla ACDRSJCMCO valia para a libertar de tão injusto anonimato nacional, e que, talvez por isso, era para todos “A Jesuíta”, só. Não se sabia porquê, mas hoje, desconfio de que se tivesse ficado a dever ao mestre escola, personagem de mistério, ainda que de tola e conta bancária a descoberto, se intitulava de sorriso mordaz quando se apresentava com garbo ou galanteria: “ João Silveira, um déspota iluminado, pouco esclarecido, um servo ao seu dispor”. Adianto-vos que poucos não lhe passaram pelas mãos do a ao u, da dos dois à dos nove, percorrendo linhas e ramais por pontes atravessando ora rios ora afluentes, num movimento perpétuo de dinastias, coexistindo com problemas de tanques a vazar, torneiras a pingar, em dias solarengos outros nublados consoante a bipolaridade do mestre ditasse.

Ah que bailes a dois conjuntos para distintos gostos! Clave de Sol, dava cabo de centos de meias solas com os seus tangos, valsas, marchas e uns quantos saltos de agulha lixou à menina Rita, especialmente, quando se finavam os passo-doble. Para a malta ou maralha, consoante a filiação na JOC ou na JEC, os Linces Ibéricos, indefectíveis seguidores dos Shadows. muito para a frentex na estética musical, tinham que se ater aos yé-yés francófonos de que os Les Chats Sauvage faziam largo consenso, fazendo, á revelia do gosto dominante, tímidas incursões ao novel Love Me Do ainda antes de Ringo reinar na bateria dos guys de Liverpool, mas já com as franjas debruçando-se sobre os sobrolhos e outros cabelos atropelando timidamente as orelhas, para desgosto de muito macho-pai que via voltar a casa, das escolas internas ou, raramente, da universidade, filhos comprometendo respeitáveis nomes de família.

Mas se era de Zé Coelho que dissertava porque é que me perco nos bemóis? Ah! os baile da colectividade. Gandas bailes, sim senhor! Não é que eu dançasse pois a coragem, que nem tintins, caía-me aos pés sem me permitir afoitar no clássico: -A menina dança? Ao invés abraçava-me ao pirolito, ainda não me serviam bjekas, remoendo pragas entre arrotos, pois bem mal me dou com ácidos e açucares. A inveja torcia-me o estômago, bloqueava-me o esófago a cada rupiadela de Zé Coelho subitamente estancada com a biqueira do sapato apontando, seguramente, o centro geodésico para, em seguida, num rompante, sair indiferentemente pela direita ou pela esquerda, despoletando frequentes interjeições vocais e aplausos até, amarfanhando entre os lábios e os dentes de muitos o tão natural e humano sentimento de despeito puro, purinho. Este pequeno Coelho com alma de lebre desmultiplicava-se no clube de porteiro a animador, aliás como compete a um competente dirigente, por agora tesoureiro, mas predestinado a ter, no salão nobre, o seu retrato perfilado entre outros que remontam a tempos da monarquia, como muito bem ilustram os bigodes retorcidos.

Mas se pela memória e inveja puxo, não posso deixar de vos confidenciar a imagem que dele preservo fardado, já de caqui, aquando da sua licença; bivaque ao ombro, cigarro de filtro à banda, olhos semicerrados em perpétuo sorriso, relatava os exercícios preparatórios do Juramento de Bandeira, ou peripécias da marcha final, que tão vivos tornavam os valados cheios de água pestilenta, pórticos de fazer tremer as pernas ao mais valente ou a aspereza do solo mordendo os peitos imberbes dos rastejantes camaradas mancebos que, em menos de uma semana, estariam devidamente acondicionados num convés de um Pátria, Império ou Uíge, pouco importa, rumo a terras de Leões, de catanas e canhangulos, escondendo o medo-menino atrás de ferozes, ai Jesus, dentes arreganhados e gritos de Angola é nossa perdendo-se no cais da Rocha de Conde de Óbidos, enevoado por lágrimas aquém e alem amurada. Foi assim que partiu, disseram-me porque, eu confesso, não tava lá...

a canina é d'aqui


...tava, como hoje na Jesuíta; deste canto miro Zé Coelho avançando rumo à taqueira desabotoando os punhos, primeiro para depois folgar a gravata regulamentar e finalmente o colarinho livrando o gasganete de apertos. De posse de um taco displicentemente recolhido, como que ao acaso, antes de começar a jogar, ou perante jogada mais complexa, brandia-o como florete, qual Errol Flynn dominando no castelo da popa do Gavião dos Mares.
A tropa levara-lhe os cabelos até à raiz, mas a dignidade ficara intacta pois a nobreza de carácter em corpo plebeu é perene... Coube a abertura ao amigo ainda que adversário, Joaquim, da Pinta por parte da mãe, Maria Pinto, maldosamente cognominada, pelo sacristão Lopes, ajudante de escrivão de profissão, Legionário-bufo de vocação, de Maria Pito. Pois, o Pintarolas moço escorreito e trabalhadeiro, recém regressado das sortes de Coelho, até não seria mau partido não fora ser filho de pai incógnito e de mãe boa para toda a obras; e se o Pintas partira mudo voltara calado o que, após dúzia e meia de caramboladas, falhando por pouco, cedeu o lugar ao Zé com: -Desenmerda-te Zé que te sequei. Afinal os turras não lhe tinham cortado a língua, como já para aí se dizia! Zé Coelho deu a volta à mesa sempre olhando à esquerda, como se na parada estivesse desfilando, apontou com o taco matador à vermelha e sucessivamente:a tabela grande, a pequena, depois percorrendo-as todas até estacar o taco na preta. As conversas ao redor quedaram-se os olhares foram convergindo para o pano verde fortemente iluminado. –Nem que foras Tenente mais com todo o efeito do mundo vais lá, Zé, disse acertivo o Pintarolas. Zé arqueou a sobrancelha e, como vos disse, brandiu o taco arregaçou a perneira da calça deixando à vista a polaina, mudou a pega para a canha, alçou-se sensualmente para cima da mesa; espalmou a mão, visou, ensaiou a tacada, uma, duas vezes e á terceira disparou. Dois estalidos secos seguido de uns quantos impactos surdos nas tabelas novas foram marcando o percurso da branca que, como Zé no salão, rodopiava, animada pelo destino traçado em gracioso movimento uniformemente desacelerado deixando todos suspensos; tocou ao de leve na ultima tabela depositando, por fim, um tímido beijo na preta que lânguida só estremeceu.

-Ganda vaca, disse modestamente.
-Ganda vaca, o caralho, Zé
, disse o adversário na mesa, amigo nos olhos.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Princípio, meio e... enfim.


Se a vida não é uma gaita para que é que ela serve?
(Erecteu *sec XX, +secXXI)


Era assim, a palavra, no princípio: Mijou-se!

Toca de mudar fraldas, umas vezes cantando outras bufando e também rindo se, em plena tarefa, atingidos por inesperado e certeiro esguicho provocador de hilaridade geral e que deixa inevitavelmente atónito o pimpolho, completamente alheio à proeza de mijar para o ar, e que à falta de roca, vai brincando, com o que tem mais à mão: o pirilau esse companheiro para uma vida.

Depois, encurtando, vem a era do penico. Começando por dentro dele fazer, rapidamente se passa para, chegada a idade das trupes ou dos bandos, consoante a inserção sócio-geográfica, ser-se recorrentemente acusado de mijar fora dele, por dá cá aquela passa. É a idade da dúvida metódica mas em que a razão pouco importa cedendo à ao experimentalismo pouco, ou nada, científico, onde o comprimento tem a primazia, de pirilaus falando, sem atender a cumprimentos de satisfações alienígenas. Paradoxalmente é a idade de ouro do namoro do amor ou se preferirem do enamoramento.

Mas não há belas, nem feias, sem se nãos e chega o mijolítico. Primeiro os ardores intermitentes da uretra, a que corresponde o paleomijolítico, caracteriza-se por muita e curtas mijadinhas evoluindo para o neomijolítico onde a pedra se instala, like a rock… but doesn’t roll, nem à força de soros e sem valliuns que nos valham. Pelos corredores uivando houvem-se êxitos dos 80’s como por exemplo Stons leave the kidness alone. O mijolítico é pois a suprema merda em que se passa das quecas às pinguinhas para as não quecas de todo(s).

Olha o avô…- disse o puto para o pai que via o seu progenitor exalar em estertor um suspiro – mijou-se!
É assim a palavra no fim.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Carta à Berta


Querem os deuses, na sua infinita, julgo bondade, que eu lhes fale hoje das mulheres!!!

Isto só mesmo de deuses, porque tal nem ao Diabo lembrava, né? Mas pronto, façam-se-lhes as vontades e as comadres não se zangarão, qu’é como que a modos de se ficarem as verdades nas covas como se ficaram muitos a quem não lhes podendo ser atribuído títulos de herói, de parvos também não.

Mas adiante e voltemos às mulheres qu’essa é a incumbência e delas é o dia.

Eu gosto muito de mulheres. As mulheres são boas. As mulheres, as mulheres...
As mulheres, feitas à imagem e semelhança do homem, convenhamos, são muito melhor qu’os homens, atingindo níveis de competência que preocupa até um Sousa Tavares por mais descontraído que seja, mas, de competências falando, cuidem-se os homens pois as vindas da nossa costela, não bastava terem vindo a afirmar-se ambidextras quer no manejo de ferramentas, já ao tempo da guerra de quarenta, quer no de armas em campo de batalhas que remontam à santinha d'Arc, já são, calcule-se, maioritárias nas faculdades obtendo uma percentagem de sucesso superior à dos cavalheiros, louras inclusive.
Ainda há trinta anos se queimavam sutiens e se deixava crescer o buço para se reclamarem direitos e… vejam ao qu’isto chegou! Nã tarda nada e estes olhinhos que a terra há-de comer, verão ao preto, na Casa, por ironia, Branca, suceder mulher alheia, ou não.
Passados os tais trinta, o certo é que ainda há quem ache por bem em agitar o espantalho baptizado de feminismo, mas fará isso sentido quando a igualdade está quase, quasinha adquirida?
Parece que não; afinal só falta aparecerem por aí umas quantas violadoras de telheiras e mortos, por ano, uns oitenta marmanjos, vítimas de violência doméstica, para vermos o mundo, em fim, a mulherar à grande.
E… tendo dito, beijokas pa todas, e que de, ou do, futuro as "cotas" nos protejam. Xiça!!!

Erecteu

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Gente Perdida

Há três anos comecei assim, com este poema, e entretanto aprendi alguma coisa, como por exemplo, a pôr musica no blog, vejam lá!!!
Confesso que gostaria de esquecer outras coisas que aprendi. Fiquemos assim, até qualquer dia.
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Gente Perdida - Mafalda Veiga
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Eu fui devagarinho, com medo de falhar
Não fosse esse o caminho certo para te encontrar
Fui descobrindo devagar cada sorriso teu
Fui aprendendo a procurar por entre sonhos meus
Eu fui assim chegando, sem entender porque
Ja foram tantas vezes, tantas assim como esta vez
Mas mais fundo o teu olhar, mais do que eu sei dizer
um abrigo para voltar,
Ou um mar pra me perder

Refrão:

Lá fora, o vento, nem sempre sabe a liberdade
A gente finge mas sabe o que não verdade
Foge ao vazio, enquanto brinda, dança e salta
Eu trago-te comigo e sinto tanto tanto a tua falta
Eu fui entrando pouco a pouco, abri a porta e vi
Que havia lume aceso e um lugar pra mim
Quase me assusta descobrir que foi este sabor
Que a vida inteira procurei entre a paixão e a dor
Lá fora, o vento, nem sempre sabe a liberdade
Gente perdida balança entre o sonho e a verdade
Foge ao vazio, enquanto brinda, dança e salta
Eu trago-te comigo, e sinto tanto tanto a tua falta
(3x)
Lá fora, o vento, nem sempre sabe sabe a liberdade
Gente perdida balança entre o sonho e a verdade
Foge ao vazio, enquanto bebe, dança e ri
Eu trago-te comigo
E guardo este abraço só pra ti

domingo, 23 de agosto de 2009

Vai ser assim - BE (Bloco de Esquerda)


11 Faixa 11.wma -
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A vaga de fundo que se se fez sentir nas últimas eleições (Parlamento Europeu) estender-se-á pelo país fora. No que diz respeito a Alcácer do Sal, relativamente às ultimas eleições autárquicas o BE(AS) aumenta a fasquia apresentando-se a mais órgãos:

CÂMARA MUNICIPAL
ASSEMBLEIA MUNICIPAL
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DA COMPORTA
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTA MARIA DO CASTELO
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTIAGO

Ficam por "atacar" as Juntas de Freguesia de: S. Martinho, Stª Susana e a do Torrão, mas onde concorrem a expectativa fará roer unhas próprias e alheias, entretanto a esperança é expressa nesta (versão) música :


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Youkali - Patricia Ocallaghan & Jenny Crober

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Nas suas listas, quarenta e cinco candidatos são propostos a sessenta e cinco lugares.
ei-los, por ordem alfabética:·


Adelino João da Silva Lopes, 56 anos, Professor; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Ana Filipa Nunes Pacheco, 25 anos, Empregada de Balcão; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTA MARIA DO CASTELO

Ana Lúcia Santana dos Santos, 27 anos, Estudante Universitária; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DA COMPORTA

Ana Maria Caixeirinho Penas, 50 anos, Professora; CÂMARA MUNICIPAL
Ana Maria Caixeirinho Penas, 50 anos, Professora; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Ana Maria Pires Pereira, 25 anos, Auxiliar de Gereatria; ASSEMBLEIA MUNICIPAL
Ana Maria Pires Pereira, 25 anos, Auxiliar de Gereatria; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTIAGO

Bárbara Inês Vitorino Dimas, 26 anos, Vigilante; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DA COMPORTA

Bruno Miguel Pires Lavado, 28 anos, Actor; ASSEMBLEIA MUNICIPAL
Bruno Miguel Pires Lavado, 28 anos, Actor; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTA MARIA DO CASTELO

Carla de Jesus Vaquinhas Rocha, 34 anos, Assistente Técnica; ASSEMBLEIA MUNICIPAL
Carla de Jesus Vaquinhas Rocha, 34 anos, Assistente Técnica; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTA MARIA DO CASTELO

Carlos Luís Cordeiro, 43 anos, Empresário; CÂMARA MUNICIPAL

Carlos Manuel da Silva Pedro, 33 anos, Jardineiro; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Carmen Isabel Estevão Nunes, 34 anos, Empregada de Hotelaria; ASSEMBLEIA MUNICIPAL
Carmen Isabel Estevão Nunes, 34 anos, Empregada de Hotelaria; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DA COMPORTA

Cecília Maria Nunes Matias Oliveira, 43 anos, Empresária; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DA COMPORTA

Custódio Joaquim Pisco Correia, 41 anos, Recepcionista de Hotel; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTIAGO

Daniela Margarida Vitorino Bernardo, 24 anos, Estudante. ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTIAGO
Daniela Margarida Vitorino Bernardo, 24 anos, Estudante; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Filipe Coelho Bregieiro Pereira, 32 anos, Distribuidor de Gás; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Filomeno Herlander Vieira Braz, 49 anos, Solicitador; CÂMARA MUNICIPAL
Filomeno Herlander Vieira Braz, 49 anos,Solicitador; ASSEMBLEIA MUNICIPAL
Filomeno Herlander Viera Braz, 49 anos, Solicitador; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTIAGO

Flilipe Coelho Bregieiro Pereira, 32 anos, Distribuidor de Gás; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTA MARIA DO CASTELO

Florêncio José Cândido Santana, 34 anos, Operador de Logística; ASSEMBLEIA MUNICIPAL
Florêncio José Cândido Santana, 34 anos, Operador de Logística; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DA COMPORTA

Germesindo Maria Nunes, 34 anos, Camionista, ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DA COMPORTA

Henrique Manuel Rolo Carneirinho, 49 anos, Electricista; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

João Francisco Sobral Branco Campaniço, 32 anos, Professor; CÂMARA MUNICIPAL
João Francisco Sobral Branco Campaniço, 32 anos, Professor; ASSEMBLEIA MUNICIPAL
João Francisco Sobral Branco Campaniço, 32 anos, Professor; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTIAGO

José Gomes Sapinho, 55 anos, Professor; ASSEMBLEIA MUNICIPAL
José Gomes Sapinho, 55 anos, Professor; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTA MARIA DO CASTELO

José Pedro Casimiro Didelet, 21 anos, Estudante; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Lígia Alexandre Rito Vaquinhas, 27 anos, Técnica de Museografia Arqueológica; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Luís Jorge Casimiro Didelet, 23 anos, Estudante. ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTA MARIA DO CASTELO


Luís Miguel Pires Pereira, 36 anos, Professor; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Manuela de Jesus Parreira Correia Duarte, 46 anos, Ajudante de Acção Directa. ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DA COMPORTA

Maria Augusta Gervásio dos Santos Pedro Santana, 50 anos, Auxiliar de Limpeza; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTA MARIA DO CASTELO

Maria de Fátima Caixeirinho Penas, 47 anos, Funcionária Pública; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Maria de Jesus Vaquinhas, 65 anos, Cozinheira; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTIAGO

Maria de Lurdes Cardoso Gomes Santana, 48 anos, Assistente Operacional; ASSEMBLEIA MUNICIPAL
Maria de Lurdes Cardoso Gomes Santana, 48 anos, Assistente Operacional; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTA MARIA DO CASTELO

Maria Inácia Rosa Arsénio da Silva, 39 anos, Técnica Profissional de Biblioteca; CÂMARA MUNICIPAL
Maria Inácia Rosa Arsénio da Silva, 39 anos, Técnica Profissional de Biblioteca; ASSEMBLEIA MUNICIPAL
Maria Inácia Rosa Arsénio da Silva, 39 anos, Técnica Profissional de Biblioteca; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTA MARIA DO CASTELO

Maria João Fura Carraça, 41 anos, Professora. CÂMARA MUNICIPAL
Maria João Fura Carraça, 41 anos, Professora; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Mário Miguel da Silva Mota, 36 anos, Vigilante; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DA COMPORTA
Mário Miguel da Silva Mota, 36 anos,Vigilante; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Nádia Lopes Penas, 30 anos, Professora; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Natália Maria Abelha Casimiro, 54 anos, Assistente Social; CÂMARA MUNICIPAL

Natalino José Maltês Rosa, 45 anos, Agente de Viagens; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Otília de Jesus Vitorino Bernardo, 48 anos, Funcionária Publica; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTIAGO

Patrícia Manuel Severino Inês da Rosa, 33 anos,Esteticista; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DA COMPORTA

Paula Cristina Cavaco Fialho Rosa, 39 anos, Auxiliar de Geriatria. ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Paula Margarida Lourenço, 42 anos, Auxiliar de Acção Educativa; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DA COMPORTA

Ramiro da Silva Nunes, 34 anos, trabalhador da construção civil; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DA COMPORTA

Rita Isabel de Almeida Correia de Azevedo, 29 anos, Tradutora; ASSEMBLEIA MUNICIPAL
Rita Isabel de Almeida Correia de Azevedo, 29 anos, Tradutora; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTIAGO

Vanda Maria Damião Pereira Bregieiro, 29 anos, Recepcionista; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SANTIAGO
Vanda Maria Damião Pereira Bregieiro,29 anos, Recepcionista; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Vítor Manuel da Silva Bernardo 37 anos, Serralheiro; ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DA COMPORTA
Vítor Manuel da Silva Bernardo, 37 anos, Serralheiro; ASSEMBLEIA MUNICIPAL