Não é verdade que tenha estado para aqui de pau ao alto, pelo contrário, tenho-me espremido para ver se invento uma história; na verdade aprontei até duas ou três, mas Gracinda, felizmente, tem-me cortado as vasas, poupando-me à vergonha de vos apresentar coisas que, segundo ela, são mais velhas que o cagar.
Não fora ela e, salvo a vossa infinita tolerância, arriscava-me à denúncia de plágios, muito mal amanhados, da Agatha, de La Fotainne ou de um tal Xenofonte, ou será Xequepoint, nã sê bem como se escreve! Pois é, não fora ela e andava eu para aqui de orelhas aquecidas.
Quem é a Gracinda? Bom, é a minha prima, filha do Zeca, dois anos e picos mais nova, minha guia desde sempre. Gracinda, tem feito o favor de pôr e tirar virgulas, meter assentos nos sítios sertos e, por vezes trocar-me os esses por cês, quando as gralhas me ocorrem, ao longo da existência intermitente deste blog. Muita coisa mais há para dizer dela e provavelmente assim farei, mais tarde e... adiante.
Na verdade, para mal dos meus pecados, nã me sai nada que outros não tenham já, há muito, rabiscado. Resta-me, se para tanto tiver engenho e arte (esta, também não é daminha lavra, acho que é do Sócrates), resta-me, dizia, contar-vos a História da Minha Vida” .
Papem lá isto como prólogo e passemos à proposição.
Vou contar a minha vida à maneira do Hergé: Timtim por Timtim, não no estilo comics, qu’ela, minha vida, nã é para rir, muito pelo contrário; contá-la-ei à minha manêra, fielmente, com nomes preto no branco, sem a treta de que qualquer semelhança com… blá blábá.
Ficará, o que ficar, aqui tudinho escarrapachado, sem aleivosias literárias cerventianas. Recorrerei contudo a figuras literárias, e é certo que poderei fazer incursões por, sei lá… hipérboles e redundâncias mas eufemismos não, cá comigo, mesmo metáfora e alegorias são como as pernas de mulher, são coisas de pôr pó lado.
Nomes, locais e tempo ficarão aqui, fidedignamente registados, para sempre ou, pelo menos, até ao big crack final.
Não fora ela e, salvo a vossa infinita tolerância, arriscava-me à denúncia de plágios, muito mal amanhados, da Agatha, de La Fotainne ou de um tal Xenofonte, ou será Xequepoint, nã sê bem como se escreve! Pois é, não fora ela e andava eu para aqui de orelhas aquecidas.
Quem é a Gracinda? Bom, é a minha prima, filha do Zeca, dois anos e picos mais nova, minha guia desde sempre. Gracinda, tem feito o favor de pôr e tirar virgulas, meter assentos nos sítios sertos e, por vezes trocar-me os esses por cês, quando as gralhas me ocorrem, ao longo da existência intermitente deste blog. Muita coisa mais há para dizer dela e provavelmente assim farei, mais tarde e... adiante.
Na verdade, para mal dos meus pecados, nã me sai nada que outros não tenham já, há muito, rabiscado. Resta-me, se para tanto tiver engenho e arte (esta, também não é daminha lavra, acho que é do Sócrates), resta-me, dizia, contar-vos a História da Minha Vida” .
Papem lá isto como prólogo e passemos à proposição.
Vou contar a minha vida à maneira do Hergé: Timtim por Timtim, não no estilo comics, qu’ela, minha vida, nã é para rir, muito pelo contrário; contá-la-ei à minha manêra, fielmente, com nomes preto no branco, sem a treta de que qualquer semelhança com… blá blábá.
Ficará, o que ficar, aqui tudinho escarrapachado, sem aleivosias literárias cerventianas. Recorrerei contudo a figuras literárias, e é certo que poderei fazer incursões por, sei lá… hipérboles e redundâncias mas eufemismos não, cá comigo, mesmo metáfora e alegorias são como as pernas de mulher, são coisas de pôr pó lado.
Nomes, locais e tempo ficarão aqui, fidedignamente registados, para sempre ou, pelo menos, até ao big crack final.
Denunciarei os que me atormentaram e envolverei em névoa suficiente os que brilharam, salvaguardando assim a sua natural modéstia.
Para proposição acho que já chega. Passemos aos finalmentes:
A História da Minha Vida
O meu nome é Veiga, Jaime Veiga...
PS. Sultões e Sultanas, desculpem lá, por agora nã sê que mais dizer, façam o favor de imaginarem-me um Xerazade e voltem cá mais tarde, pá semana.
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Geni e o zepelim - Chico Buarque












