segunda-feira, 10 de setembro de 2007

AVEnturas ou restos de estação

Há de tudo um pouco;

os guarda de Jan


são talvez como eu

gostam de misturas!

Gaivotas em terra...

sem tempestade no mar

como são belas,

lá no ar.

POSTuras

Tudo é relativo, Carlo que o diga.

Dão nozes os deuses

que alguém desatará,

tal como Bob

ou os que passam

para onde, não sei.

domingo, 9 de setembro de 2007

Sou chegado de oito – 8 – oito dias de “alienação”.
Na TV “sic” os McCann ocupam horas, porque, implicitamente, se baldam.


Recordo que há uns tempos discordava, sem convicção, da opinião de um amigo que confidenciava achar a atitude de Kate McCann um pouco estranha. Na verdade também a achava, mas… Mas uma mãe não pode fazer mal a uma filha, por isso, o meu amigo é maluco. O comportamento estranho que eu reconhecia advinha de uma forma diferentre de cultura. Uma cultura que não leva, perante a dor, a arrepanhar os cabelos e a lançar gritos alucinantes, só, só isso.

Na primeira visita que faço, tropeço em: Ainda filhos da mãe.
Mãe é mãe. Carrega no ventre, amamenta, super-protege, é leoa, pode até ser louva-deus mas… se não o for, não há Édipo que lhe perdoe.

São assim os filhos da mãe.
***
Entretanto, se há que assinalar algo de triste, é a perda de um enorme peso de simpatia.




quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Vou de férias

vou-fazer-me a terra, terras d'àfrica, já ali Marrocos, uns dez dias.
adeus até ao meu regresso


Está tudo programadinho, deixo o melhor para o fim, uma semanita de “farniente”, que é como quem diz, uma cancêra:

8:30 Pequeno almoço – ovos bacon wurtz-qualquer coisa sumo de laranja natural, café com leite, pão fiambre manteiga, café cruzsanta e fico-me por aqui para manter a linha.
9:00 - Lições do que não digo pois pode parecer mal a um tipo com pretensões de qualquer coisa de esquerda (democrática).
11:30/12:00 – Banhoca na piscina, abanar o cú ao som de Schumaker vruum, vrumm, mirada para as GMs: esta não celulite a mais, aquela livra! fala demais, aquela ía mas é demasiado chavalita, é tudo demais! Que s’a lixe logo vejo o que se arranja.
13:00 – Almoço, uma merda, três voltas às mesas troca de pratos sujos para provar mais isto e aquilo, contenho-me um pouco para manter a linha.
14:00 – hobby Convenço o GO que nem almocei, amonto-me num e faço-m’ao mar, dou uma ratada num francês que tem a mania qu’é bom e bom há só um: Eu e mais nenhum, né?
15:30 – Lições, vou de novo para aquilo que vos não digo, no caminho concentro-me no que é importante: a pega, o calcanhar, não flectir perna nem braço, rodar o tronco, não tirar os olhos da bola, folow-thru, etc…
18:00 – Piscina de cima, costuma parar por lá uma bifa bemfeitota, não nada, só lê, hei-de mandar uma carpa ou um anjo cagaja logo até s’agacha.
18:30 – Quarto banho, 20 minutos de cama em pelota, TVnews, calcita de linho e camisita de seda negligé, mont-blanc (pouquinho que não sou como labrego do espanhol)
19:30 – Bar cuba-libre ou gin-tónico, alcagoitas, papos páli sorriso pácolá, encolho um pouco a barriguita cagaja até t’á olhar.
20:00 – Jantar, escolha estratégica de mesa guardanapo atravessado para o galifão do italiano saber como é, marcado o lugar, umas entraditas p’ábrir, o pêxito até tem boa cara, a carnita tem que ser pa nunca faltar a tesão, conversa à esquerda e à drêta, puxar d’assunto que… vocês imaginam a táctica, né?
21:30 – Bar de noveau, café uma aguardentita, espera-se pelo espectáculo, insinuo-me aqui e mais ali, estás aqui estás lá querida, poisa poisa que já vês, nã tenho pressa.
22:00 – Especáculo. Já vi melhor mas nã foi mau, cá pa mim a bailarina atá olhou duas vezes có pó meu lado.
23:30 – Está na hora de dar às ancas: Schumaker vruum,-vruum, caralho, cadê tangos, pasos dobles, valsas, et je.t’aimes.móis.non.plus?
01:15 – Gajas! cambada de fufas, pata-cas-lambeu que só gostam de yé-yé. Vou-me mas é deitar camanhã tenho golf logo às.9:00



***
Uma semana depois, em casa, casa de banho, ao entrar pá banheira:
Parece que estou mais gordo e não comi nada, nadinha, nem uma.


Foda-se!



PS- Se pensam que é assim, enganam-se é bem pior.

domingo, 26 de agosto de 2007

36 linhas - II

d'aqui
-O dedo?
-Nã tenha medo.
-Olh’a esperteza
-Vej’á dureza
-Querem lá ver!
-Vejo, vejo tremer.
-Purinha indignação!
-Ou purinha paixão…
-Malandreco…
-Chegue-se perto.
-Cá por mim…
-Vá lá… assim.
-Ai a cantiga…
-Não é minha amiga?
-Amiga sou.
-Ah! Melhorou…
-Meu estuporzinho…
-Rancorzinho?
-Nã, rancori.
-É mas’é amor.
-Pois veremos.
-Comadri… avinguemos.
-Mas o quê?
-Mas… você!
-Ensadeceu…
-…Mais eu.
-Ora! O que sabe?
-O compadre…
-O meu Zé Maria?
-E aminha Bia…
-Oh! Pode lá ser!
-Andam-se a entreter.
-Ah! Ele é isso?
-Juro, sob compromisso.
-Compadri, avinguêmos.
-Com o que temos.


Picasso, O Beijo

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

36 linhas

Picasso, Old man
-Olá compadri.
-Olá comadri.
-Como vaí?
-Ãh
-Vai mali!
-Nã.
-Atão… vai bêm!
-Nã tambêm.
-Heim!
-Nêm bem… nêm Mali…
-Hiii! Podi lá sêri.
-Mas pois’éi.
-Encismado?
-Nêm por isso.
-Vá lá! Coitado.
-Bêm, o chouriço…
-Qu’é isso?
-Atormenta-mi…
-Nã percebo!
-Vai um aconchego?
-Ai Jasus!
-Foi o que supus.
-Credo!
-Faz-se luz?
-Esteja quedo.
-Um safanão?
-Já vi…
-...que não.
-Oh! Toleirão.
-Fico quedo?
-Faça com’ó Semedo.
-Com’então?
-Compadri… use a mão.
-E vocemecê o dedo.

Conclusão: Haja mão e dedo
E ninguém tenha medo.






Terra a terra

Problemas técnicos forçam-me a uma paragem. Uma fuck'n guia de valvula, retorcida. Volto a casa e tropeço no tempo, no tempo que não dá para nada, nem para pôr as contas em dia.
Lá, de doze horas em doze e picos a água some-se. Os cientologistas lá saberão porquê. Eu só olhava e via à minha volta.

Quem vai para o mar avia-se em terra, e os prós sabem-no;
melhor do que ninguém,
os contras:
rondam com o vento, encostam a barriga ao chão, às vezes, muitas, ao balcão;
há-os que elegeram um pouco de areia e de mar como sua pátria,não querem saber de informações de transito ou de remodelações governamentais, quando as há.

Em breve voltarei por uns dias às preocupações de ventos e marés e suas amplitudes, para fingir sonhar que sou feliz. Depois, qualquer dia... Moroco.
Talvez eu conte as contradições, qualquer dia... qualquer dia.
Até lá vou deixando algumas impressões digitais.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

SOLdaduras

Os dias podiam ser iguais,
mas como as horas,
e até os minutos,
não são.
é demais!

O que fiz eu para merecer isto?

***
mais uma vez no balanço de yó-yó passo para deixar algumas impressões e lá me vou, coitado, eu.

domingo, 5 de agosto de 2007

a preguiça doi-me de prazer

o mundo mágicoda funtasia feito de pequenos nadas,
labuta à conquilha
"ameaças"

e promessas

***

feito yó-yó, ariba e abajo, vou deixando aqui as conchas onde tropeço

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

parafraseando

O tempo ruge renovo o prazer de atolar os pése desatolar a cabeça pois não há nó que não se desfaça
Um pouco mais de azul e tudo seria perfeito

porque busco o que tarda em chegar

***

foi o tempo de descarregar uns apontamentos, de resto uma espreitadela ao meu ciber-amor e cá vou eu de novo

até já

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Chega-se

desembarca-se

e é assimou assim
o sol nasce para todos, a sombra também até já

não falta muito

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Sem titulo

Congratulemo-nos com o esforço do governo para dotar os organismos de uma eficácia enquadrada no rigor e transparência.
A partir de agora com o Zé já não se brinca. Os servidores do Estado serão avaliados pelo seu desempenho, os incompetentes serão sancionados com medidas que afectarão as suas carreiras e poderão mesmo vir a ser dispensados. Assim é que é. Acabaram-se as baldas, ou se bule ou se vai de escova.
Médicos, até aqui uma classe intocável, vão assinar o ponto. Parabéns.
Os professores, que cumpriam vinte e duas horas lectivas e depois… casa, com o argumento de que tinham de preparar as aulas, fazer e ver testes, já começaram a alinhar e mais alinharão. Acabou-se-lhes a mama, agora têm de preparar as liçõezitas a sério, porque serão objecto de inspecções rigorosas: verificação dos planos de aulas e terão aulas assistidas. Acho muito bem, só espero é que tenham condições de trabalho nas escolas, como por exemplo: uma secretária, computador, scaner, e um armarito à mão com os seus livritos.
Mais, a partir de agora, só se será professor depois de certificadas as competências através de vários exames onde não se poderá obter em qualquer deles menos de 14 (catorze) valores. É a garantia da qualidade.
Acresce que nas escolas, os professores velhinhos, os titulares, é que ocuparão os cargos. Melhor? Nem na farmácia! Está tudo planeado, concursos feitos, só falta começar.
Aqui, mesm’aqui, numa pequena escola, ficaram de fora da provisão de titular alguns professores dado que somente foram criados quatro lugares para dez concorrentes. Porquê? Certamente porque não são necessários mais professores titulares e o Estado, pessoa de bem, não é esbanjador. Mais uma vez parabéns.
Decerto que está tudo devidamente planeado, de outra forma haveria incompetência ou outra coisa qualquer.
Se acontecer os professores titulares não serem suficientes para os cargos existentes como é? Os responsáveis pelo concurso irão de escova como irão os funcionários incompetentes, ou não tendo havido incompetência, haverá a outra coisa?
A outra coisa poderá ser coagir os excluídos a aceitarem o trabalho sem terem as contrapartidas devidas, ainda que se lhes dê um suplemento salarial por desempenho de função. Neste caso estar-se-á perante a utilização de mão-de-obra barata impedindo que esses trabalhadores progridam na carreira. Mais, existirá coacção porque, mesmo contrafeitos, aceitarão face à possibilidade de num futuro concurso serem ultrapassados por outros que aceitem fazer o frete, pois o futuro… só aos deuses pertence.
É impossível esquecer uma boa foda.
E cá para mim foi a melhor em 36 anos, embora fodido e mal pago.
Por este andar ainda ouvirão de novo a velha música "Pra melhor, está bem está bem" e verão para aí um Lorpa a gritar de bandeirinha na mão:


Trabalho igual salário igual


Fascismo nunca mais


25 de Abril, sempre

Qualquer Dia




No inverno bato o queixo
sem mantas na manhã fria
No inverno bato o queixo
Qualquer dia
Qualquer dia
No Inverno aperto o cinto
Enquanto o vento assobia.
No inverno aperto o cinto
Qualquer dia
Qualquer dia

No Inverno vou pôr lume
Lenha verde não ardia.
No inverno vou pôr lume
Qualquer dia
Qualquer dia

No Inverno penso muito
Oh que coisas eu já via
No inverno penso muito
Qualquer dia
Qualquer dia

No Inverno ganhei ódio
E juro que o não queria
No inverno ganhei ódio
Qualquer dia
Qualquer dia

(F. Miguel Bernardes/ José Afonso)

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Assim vai o mundo

Forças politicas são os partidos? Não há politica para além deles, é o que pensam os líderes partidários, como é o caso dos do PCP que se reclama a terceira força política de Lisboa, malgrado, ter visto o seu resultado superado por quatro listas concorrentes.
Terá sido precipitação nas declarações, talvez! E se disso se tratou, não lhe ficaria bem emendar a mão, digo, a boca?
Não pode passar despercebido o que de comum tem o discurso dos diferentes partidos:

Amigas, amigos, camaradas, realizado o acto leitoral…. Que ocorreu em condições particularmente difíceis, 12 candidatos, férias, (risca a praia que o sol não ajudou para a invocar)… Quero agradecer – e segue-se a referência aos que votaram, aos mandatários, à JOTAS, e aos INDEPENDENTES, para concluírem regozijando-se com a excelente campanha do candidato, a promessa de uma acção eficaz no desempenho do mandato, blá blá blá + blá blá + blá.
Mas que é isto? Todos diferentes mas todos iguais?
Política a la Beneton?
Isto revela o que de pérfido se inculcou na nossa vida.
Houve um momento politico em que os partidos se apropriaram da acção em detrimento da participação massiva, ou de massas, noutro foram, por meio de “estados gerais” piscando o olho aos “desenquadrados” e compondo o ramalhete das listas com os chamados independentes; noutro momento ainda reconheceu-se a virtude de abrir a participação a listas de independentes.
Listas Independentes, serão na medida em que não se suportam em estruturas partidárias, mas… continuarão independentes ou jogarão o inequívoco peso dos resultados para lançarem as bases de partidos. Partidos que são avessos aos independentes?

Bom, é bom não esquecer que a maior fatia do queijo, ficou para os abstinentes, ou abstencionistas. Retire-se os mortos, incapacitados, emigrados e amorfos, ainda assim 62,6% supera as projecções e,
os ABSTTENCIONISTAS são verdadeiramente os vencedores, não sei é quantos são..
Cá para mim bom resultado foi o de Carmona que estracassou o PSD e o CDS, seguido de Roseta que comeu toda a gente, e me deu a alegria de pôr Sócrates cinzento fazendo um triunfalista discurso amarelo.

***

(PS) Costa obteve 6 dos mandatos, com 29,54 por cento dos votos
(Ind.) Carmona obteve 3 lugares com 16,70 por cento,
(PSD), Negrão, obteve 3 lugares com 15,74,
(Ind.) Roseta, obteve 2 mandatos, com 10,21 por cento,
(CDU), com Ruben de Carvalho, obteve 2 mandatosque com 9,53 e
(BE) com Sá Fernandes, obteve 1 mandato com 6,81 por cento,

Não colheram o número suficiente de votos para eleger qualquer vereador:
(CDS/PP) co Telmo Correia, ficando-se pelos 3,70 por cento, s
(PCTP/MRPP), Garcia Pereira do que atingiu 1,59.
(PNR) (0,77)
(PND) (0,61) (MPT) (0,54)
(PPM) (0,38)

Deve ser do nome

Erecteu Lorpa e pimba, aí vai disto.
Eu cá nã toquê no linki, s'alguém quiser aprovêtari... faça favori, mas depois conti tá?
THE UK NATIONAL LOTTERY COMPANY OFFICIAL PRIZE NOTIFICATION
We are pleased to inform you of the result of the just concluded annual final draws held on the (13th July 2007) by Uk National Lottery Board in conjunction with the British Lottery Affairs Commission Worldwide Promotion, your email was among the 20 Lucky winners who won £1,000,000.00 each on the THE UK NATIONAL LOTTERY ONLINE PROMO PROGRAMME However the results were released on the 15th July 2007 and your email was attached to ticket number (20511465463-7644 ) and ballot number (BT: 28142006/22).
However,you will have to fill the form below and send it to the Promotion manager of THE UK NATIONAL LOTTERY COMPANY for verification and then you will be directed to the courier company where a cheque of £1,000,000.00 has already been deposited in your favour.
NAME:.....................................
AGE:........................................
SEX:........................................
ADDRESS:...............................
EMAIL:....................................
PHONE:...................................
OCCUPATION:.........................
COMPANY:..............................
COUNTRY:...............................
(CONTACT PROMOTION MANAGER)
Name: Mr.James Boston,Fax:+44 7075055556,
Yours faithfully,Mrs. Mariam Wilcox
Executive (International Sweepstakes).

* link desactivado não vá o anjo tecê-las

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Não viveu a glória dos grandes como Dario ou Alexandre, não subjugou povos ou construiu impérios nem sequer acumulou ouro. As únicas batalhas que travou foram as do dia a dia da guerra da vida. Rapaz criado em casa deles, não recebeu por junto o afecto que distribuiu por cada um dos que o rodeassem, quando homem.
Viveu, isso sim, a magna glória da humildade e da amizade militante, pelo que pouco deixou para distribuir senão uma lágrima contida e uma enorme saudade.





Quando eu morrer batam em latas

Rompam aos saltos e aos pinotes;

Façam estalar no ar chicotes,

Chamem palhaços e acrobatas!


Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza:
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!...

Mário de Sá-Carneiro

terça-feira, 17 de julho de 2007

1º mandamento

agora que uns se vão e outros até já se vêm,
cuidado com as curvas

domingo, 15 de julho de 2007





Filho, onde é que tens a cabeça?
Quis a natureza, digamos assim para simplificar, fazer-nos diferentes, mas nós teimamos na quimera de sermos iguais.
Atentem na contradição: Sendo a natureza perfeita, teimamos em refazer o que ela fez. Não será isto o rosto da vaidade humana?
Liliputianos, leva a nossa fragilidade em teimar alcandorarmo-nos em tamanquinhas que nos tirem preocupações. Se recuarmos às origens da nossa civilização damos com os gregos que se suportavam numa plêiade de divindades, os seus herdeiros, os romanos, empreendedores construtores de um novo império, nada mais fizeram do que um restyling da velha mitologia. À semelhança dos homens os deuses eram detentores das suas virtudes e defeitos; para nosso deleite, souberam os “homéricos” naradores, em astuciosa verve de entretenga traduzir no papel os conflitos humanos de que Ilíada e Odisséia são belo exemplo. Mais tarde Virgílio num perspicaz jogo de promoção da imagem de César Augusto, presenteia-o com a Eneida.

Subjugada a “Helénia” por Roma, não interessa agora se dos latinos e sabinos ou dos etruscos., estiveram os deuses postos em sossego até que Pedro, percursor do assalto magrebino de hoje, aparece com a ideia bizarra de que deus há só um, o que lhe valeu o glorioso fim de bizarramente acabar crucificado.
Diz a tradição que exigiu que o fosse de pernas para o ar, já que não se considerava digno de morrer da mesma forma que Cristo. Mas de que é que estava à espera, ele e os 32 que se lhe seguiram, à excepção de dois para confirmar a regra?

Os números é que mandam tendo sido precisos o 33, tantos quantos os anos de vida de Cristo, para que dessem a volta ao Imperador que é o mesmo que dar a volta ao Império. Foi ele Silvestre I que durante o reinado do imperador romano Constantino I, viu instaurado o cristianismo como religião do Estado. Vá lá, safou-se como um dos primeiros santos canonizados sem ter sofrido o martírio.
Desculpa lá Louçã, que lá são não sou e me perco por trilhos que não interessam.
Um "cavalo de Tróia" na península com o mesmo nome em protesto "contra os condomínios de luxo que põem em risco os ecossistemas costeiros e dificultam o acesso da população às praias".
Qual é a tua? Acessos às praias para quem? Para a horda de povo carregando sombrinhas, geleiras e adolescentes de pneu fastfoodiano, em algazarras impertinentes? Tem juízo e maneiras.
As praias que Deus ou deuses nos deram são para quem sabe gozar delas e não para quem as conspurca sem capacidade para as regenerar. Mas achas que D. Belmiro I, se dava ao trabalho de implodir e construir, investindo cacau para ficar tudo na mesma?
D. Belmiro I, concede-nos a graça de promover trabalho a milhares de gajos desocupados que de outra maneira cairiam mortos de tédio nas areias escaldantes da península.

Felizmente que tu gabiru muito terás de picar até me chegares aos miolos.
Não fora a superior visão dos autarcas CDU e PS dos Municípios de Alcácer, Grândola e Setúbal, ainda aquilo era um deserto a que tu chamarias de paraíso, como se quilómetros de areia, água salgada, trilhos de terra para lá chegar não fosse um inferno.

Abençoadas estratégia e tácticas concertadas de câmaras e empresários que possibilitam contornar a lei, e não me peçam para contar.
Jus de juris, o que é isso?