da funtasia
feito de pequenos nadas,

e promessas
***
feito yó-yó, ariba e abajo, vou deixando aqui as conchas onde tropeço
da funtasia
feito de pequenos nadas,

e promessas
***
feito yó-yó, ariba e abajo, vou deixando aqui as conchas onde tropeço
pois não há nó que não se desfaçaporque busco o que tarda em chegar
***
foi o tempo de descarregar uns apontamentos, de resto uma espreitadela ao meu ciber-amor e cá vou eu de novo
até já

Qualquer Dia
No inverno bato o queixo
sem mantas na manhã fria
No inverno bato o queixo
Qualquer dia
Qualquer dia
No Inverno aperto o cinto
Enquanto o vento assobia.
No inverno aperto o cinto
Qualquer dia
Qualquer dia
No Inverno vou pôr lume
Lenha verde não ardia.
No inverno vou pôr lume
Qualquer dia
Qualquer dia
No Inverno penso muito
Oh que coisas eu já via
No inverno penso muito
Qualquer dia
Qualquer dia
No Inverno ganhei ódio
E juro que o não queria
No inverno ganhei ódio
Qualquer dia
Qualquer dia
(F. Miguel Bernardes/ José Afonso)
***
* link desactivado não vá o anjo tecê-las
Quando eu morrer batam em latas
Rompam aos saltos e aos pinotes;
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza:
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!...
Mário de Sá-Carneiro
Pedro, percursor do assalto magrebino de hoje, aparece com a ideia bizarra de que deus há só um, o que lhe valeu o glorioso fim de bizarramente acabar crucificado.
Desculpa lá Louçã, que lá são não sou e me perco por trilhos que não interessam.
Sou pessoa
Se tiverViveu uma vida curta para tanto génio (1898-1967). Do Pós-impressionismo, Simbolismo, Expressionismo alemão, Fauvismo, Cubismo e finalmente Surrealismo, de tudo experimentou um pouco.
Toullouse-Lautrec, Cézanne, Gustave Moreau e Gauguin, James Ensor são alguns dos nomes com quem se identificou. Se sofreu influências, bem se vingou; muita gente ainda hoje lhe segue pos passos.
O sonho, o absurdo e o onirico e particularmente o erotismo marcam a sua obra a par do mistério.
d'aqui
"Ao procurar o mistério que envolve as coisas e os seres, Magritte concebeu quadros que, partindo da realidade quotidiana deveriam ter uma lógica diferente da habitual. Magritte representa o mundo do real e do imaginário com uma superficialidade misteriosa, que impõe ao observador a reflexão de que é através da lógica dos seus pensamentos e das suas associações e não da transfiguração sentimental que surge o misterioso.
Magritte cria também uma linguagem pictural que não podemos ignorar e que permite aprofundar a compreensão habitual do quadro"
Meuris,J.,Magritte, Taschen, 1993
Se o absoluto e a a moda não me fizessem urticária até diria que é uma das sete maravilhas da natureza.

Fazem um pinhal aqui, fazem uns barcos ali, inventam um sistema de velas que facilita a navegação, fazem-se à procura de Prestes João, perdem-se no mar e encontram Manaus e maná, calam-se bem caladinhos e num jogo da vermelhinha... Tordesilhas com eles, prontos final, não pretendo fazer história que a história já está feita e contada, coitada.
Se pecado há nos Portugas, é a mania de fazer.
XXIV Festival Internacional de Teatro de AlmadaO Festival Internacional de Teatro de Almada volta aos palcos do concelho, com uma programação de excelência. Horário e Local - Consultar horários especificos - Consultar programação
Agora a história é outra, assisto ao desenrolar de um thriller à maneira de transformer, ao ganhar de musculo de um governo que de promessa/esperança se proclama em messiânico salvador.
a primeira a prevenir-se: instala franjas de fitas junto aos beirados e às resistentes envia brigadas de intervenção rápida, especialista em demolições, munidas de escadotes e longas varas; em meia hora pimba, ou pimba em meia hora, como preferirem, aqui “JAZ TÁ”, vão nidificar para o domínio privado. Quem saia à rua depois das oito não dá por nada, os mais madrugadores têm mais com que se entretrer.
As jovens pombinhas chegavam cada uma do seu canto, para se instalarem lá no alto das casas, nos quentes sótãos alugados por um ano, quentes de verão frios de Inverno, não lhes tocam o coração. As locadoras, senhoras de apurado instinto maternal, invariavelmente lá deixam uma arca ou estendal que com elas partilham, dizem desinteressadamente, com a vantagem de assim saberem de algo que lhes falte ou moralmente lhes sobre, tenho duvidas na ordem.
o que aqui há uns tempos se formou. Bando exemplarmente coeso, agiam em bloco, para onde uma iam as outras seguiam, sem temores cirandando por onde lhes apetecia, não se viam a sós senão por fugazes momentos e em transito , acabaram por ser designadas por MONOBLOCO. Ah monobloco! A saudade que tenho de vocês. Por onde andam?São assim os pássaros e as passarinhas.
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"O fotógrafo é médico pediatra em Videira-SC.Afirma ter duas paixões: a fotografia e motocicletas. Começou com uma velha Pentax K1000 no tempo da Faculdade, de modo "totalmente amador" (segundo suas palavras). Cita a frase de José Medeiros "fotografamos o que vemos e o que vemos depende do que somos", e considera suas fotos obras "entre o real e o virtual". Para conhecer mais trabalhos de Maurilio visite o site: http://www.photoblink.com/ppages.asp?authorID=1755"
estou tão feliz, maria!
tavam todos eles a dormir a sesta, cada qual debaixo do seu carvalho ("Quercus suber", para ser mais preciso), ouve-se um ganda e seco estrondo na sêca tarde que a Agosto corresponde no nosso calendário (mas que de tal forma não era designado, atentem ao facto onde espaço-temporalmente decorre a acção) que os faz dar um pinote para fora dos sonhos onde estavam alapados e alapardados, apardalados, sabiam lá com o cagaçoi que apanharam, altas chamas vêm eclodir das já referidas moitas e exangue a branca ovelhinha deitar a língua de fora para em seguida esticar um pernil.
Construção / Deus lhe pague
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Deus Lhe Pague
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer, e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pelo prazer de chorar e pelo "estamos aí"
Pela piada no bar e o futebol pra aplaudir
Um crime pra comentar e um samba pra distrair
Deus lhe pague
Por essa praia, essa saia, pelas mulheres daqui
O amor malfeito depressa, fazer a barba e partir
Pelo domingo que é lindo, novela, missa e gibi
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes, pingentes, que a gente tem que cair
Deus lhe pague
Por mais um dia, agonia, pra suportar e assistir
Pelo rangido dos dentes, pela cidade a zunir
E pelo grito demente que nos ajuda a fugir
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas-bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague
Empoleirado olho a rua deserta na frescura da manhã, esperando que venhas. O prédio em frente todo ele dorme, sei que virás.O sol queima, a multidão em torno de turcos e tachos entre miras e ustedes parece buscar o pote de ouro no final de um arco-íris, a suposta alegria de um dia de férias não se conforma com o fervilhar de um euro pelas alminhas; estranha forma de vida. Por cima do vespeiro insinuam-se sons em crescendo com os passos que se dá até que nos depararmos com eles, sós na multidão de ferramentas na mão, alheios aos que passam, face a face, atacam a um gesto de olhar ou decidido avançar de queixo, alheios à moeda que por vezes tomba na caixa da guitarra.

As mãos percorrem a escala, não mais a esquecerei.
***
Abandonada a lancha, meia dúzia aqui, outra acolá são despejados em pensões de ruelas escuras, abandonadas as malas em apertados quartos, partem à descoberta. S. Marcos deserta no sol-posto de Maio, arcadas e longínquo som mistério revela-se sob o arco fronteiro. Prendem-se diante do corpo que se move ondulante. Trocam palavras em surdina tocados pela magia dos cheiros luz e som; acabou, o silêncio instala-se mas fica a magia do carinho com que passa o lenço pelas cordas; não sei quem avança e deposita umas liras na caixa, os outros seguem-lhe o exemplo, ela mais desinibida presenteia-o, in english, com uns elogios, ele devolve com um sorriso e um OBRIGADO.
Segue-se uma noite de alegria, de muitos copos, corpos e promessas não cumpridas.
continha quarenta amorfos
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor
Pois é , pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira
Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso
Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a máscara sufocante
Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira