Bom, adiante, não vos prendo com pormenores da viaje até Lisboa. Sem ideias preconcebidas, instalado na Suiça, resolvi
Por volta das duas o metro começa a despejar gajas e gajos vestidos de preto que se vão ajuntando. Há de tudo! Aquilo ia do marisco á bifana, não era dos 8 aos 80, mas garanto-vos que dos dezoito aos
TÁ NA HORA TÁ NA HORA… fez-se-me luz, tínhamos manif. Ah a saudade! Aquilo bateu-me cá duma maneira! Mas as manif's já não são o que eram. Bons tempos em qu'um gajo dava o tempo e dor de pés por bem empregues: as amigas que fiz, o que aprendi, o calor humano, a comunhão de intenções e de gostos… Inda tenho lá para casa um porta chaves com uma estrela que me deu uma ruivita beijoqueira que se pudesse -e eu corresponedesse- dava mais quecas numa semana do que sardas tinha na cara. Bons tempos!
Adiante, tinha a abertura de caça à pombinha estragada, é o que era. Uma manif e ainda por cima mal organizada, mas prontos, não admira pelas conversas, aquilo era coisa de professores e a gente já sabe do qu’é quesses malandros são capazes, né?
Afinal… Afinal, a modos qu’a coisa não era bem assim. O metro não parava de arrotar gajos! Uns de rabo de cavalo, outras sei lá de quê e o TÁ NA HORA TÁ NA HORA não parava. Três e picos, ai jajus, aí vinham eles! Porra não vos conto que já vos enfiei tantas galgas que vocês vão pensar que é mais uma, mas vá lá, imaginem uma catrefada de gente, isso, ponham lá mais uns quantos e
Olha fui atrás dos gajos, pó qu’havia de me dar. Puz cara d’índignação, qu’eu nã sou lorpa, e s’olhassem pa mim de lado dizia qu’era professor de trabalhos manuais em Montemor. – O velho? Mas eu sou de lá!!! –Nã do Novo do NOVO, porra.
Bem, lá fui eu. O Terreiro do Paço já tava composto sim senhor, até já mandavam bocas de que eram 80000, também não era preciso exagerar, né? Pelo andar da carruagem isto não acaba sem anunciarem que são cem mil, mordi eu p’ós meus botanitos, salvo seja, que o casaco tem fecho.
Olhem desculpem lá tá a dar-me a sonêra e o papo já vai longo.
Pode ser qu’eu volte ao assunto se entretanto nã abalar pa Copenhague e nã me faltar a tesão.









à partida: O mosquito é o pior inimigo do para-brisas 
chega Menezes em estilo, sem pompa ou circunstancia,
Com ironia, Diogo Feio questionou: "Será que também assistiremos à abertura de balcões sucessivos como o 'Perdi a segurança', 'perdi o emprego', 'perdi a consulta', 'perdi a escola', 'perdi a empresa', 'perdi anos e anos nos tribunais', tudo culminando daqui a dois anos num balcão a abrir no Largo do Rato 'perdi as eleições'?".