Adriano Correia de Oliveira, um senhor da canção, que decerto preferiria que lhe chamassem um camarada da canção (de protesto), elevou-se com a voz para lá do Olimpo há 25 anos.
Ombreou com muitos e bons como atesta nesta foto, da esquerda para a direita: José Barata Moura, Vitorino, José Jorge Letria, Fausto, Manuel Freire, Zeca Afonso, e Adriano.
Cantou-se a ele próprio o que bastaria. Cantou contudo muitos poetas mais, como por exemplo Manuel da Fonseca e Manuel Alegre que em premonitória chave de ouro encerra a Trova do vento que passa desta forma:
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
Passados vinte e cinco anos a Trova não passa, resiste porque prepotência e despudor ainda existe vindo de onde não se espera, como lobos encapotados de cordeiros.
Trova do vento que passa:
Pergunto ao vento que passa notícias do meu país e o vento cala a desgraça o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam tanto sonho à flor das águas e os rios não me sossegam levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas ai rios do meu país minha pátria à flor das águas para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas pede notícias e diz ao trevo de quatro folhas que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa por que vai de olhos no chão. Silêncio -- é tudo o que tem quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos direitos e ao céu voltados. E a quem gosta de ter amos vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada ninguém diz nada de novo. Vi minha pátria pregada nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem dos rios que vão pró mar como quem ama a viagem mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir (minha pátria à flor das águas) vi minha pátria florir (verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada e fale pátria em teu nome. Eu vi-te crucificada nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada só o silêncio persiste. Vi minha pátria parada à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo se notícias vou pedindo nas mãos vazias do povo vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro dos homens do meu país. Peço notícias ao vento e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo liberdade quatro sílabas. Não sabem ler é verdade aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia dentro da própria desgraça há sempre alguém que semeia canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste em tempo de servidão há sempre alguém que resiste há sempre alguém que diz não.
Prometia, o dia nasceu bonito, pelo menos por cá de norte a sul, céu limpo sem nuvens. Como muita gente se engana! Pelo meio dia soube-se a notícia. O laureado não era português, como há dez anos.
Não foi mais um patrício a juntar-se ao inventor da "pólvora", não senhor. Confirmou-se, como para a eleição dos papas, que nome badalado não tem hipótese. Não entregaram o ouro nem o louro ao Lobo. Paciência, desconfio que ele não ficou chateado. Mas fiquei eu porque o prémio, em cem anos, foi concedido pela 11ª vez a uma mulher e porque essa mulher se tem batido pela denuncia de injustiças, como descriminação racial, e igualdade de direitos da mulher. Assim onde é que vamos parar?
Doris Lessing quem é? Sei agora que é uma simpática veterana em idade e campeã de prémios, o que é que poderei e deveria saber mais? Compro-lhe um livro? Qual e para quê?
A pilha deles cresce tal como a angústia pelo tempo perdido.
Luis Filipe e Pedro Miguel estão em vias de entendimento, a consumar-se a união de facto, é caso para dizer: parabéns, assim não se estragam mais lares.
Lá dentro, sem que necessário fosse dar-te consentimento, acrescentarás ou retirarás o que te aprouver, e com certeza a tua arte encontrará os melhores planos e luz para fixar o momento; entretanto o capricho, liberdade do narrador ou eventual e episódica reminiscência do passado, porão o puto a ver as coisas assim:
Uma sala que nunca poderia ser generosa dada a quantidade de mobília que a recheia. Um aparador com cristaleira uma mesa de um inútil abrir, quatro cadeiras encafuadas, e adossados às paredes um divã à direita e uma cama à esquerda. Resta uma área exígua que dá para percorrer de lado o espaço entre um quarto na mesma atafulhado por uma mobilia completa reforçada pela companhia de uma Nechi, onde Augusta se farta de pedalar e a uma divisão que não destoa do resto na estreiteza que tem para cozinhar e comer. Mais nada? Mais nada que é como quem diz, se levantares aquele tampo de madeira, à cabeceira da mesa, descobre-se uma pia para todo o serviço.
Lá dentro só isto, aproveitemos para espreitar a casinha aqui em frente, entra e não estranhes a confusão que há de tudo um pouco e pouco utilizado, excepção feita às três peças de minha devoção e que qualquer dia poderão muito bem aparecer à venda em qualquer casa da Calçada com o letreiro “Antiques”à porta: o ferro de engomar, o pulverizador de cobre, o petromax e, ah! Afinal são quatro, o grande alguidar de zinco parcimoniosamente utilizado porque banhos a mais não dão saúde a ninguém, como toda a gente ali bem sabe.
Aproveita para ver o pátio. Esta correnteza de casas tão iguais, não nos deixemos iludir pela diferença das aparências, são de famílias quase iguais à de Augusta Maria. Têm todas cá fora o estendal da roupa, a casinha com as mesmas coisas, mais coisa menos coisa, e ao longo do muro capoeiras, coelheiras, as leiras com pouco mais do que couves galegas que terão as folhas arrancadas uma a uma e morrerão cozidas no prato em companhia de uma batatita, regadas a fio de azeite. Aqueles gaiatos que brincam sentados no peal não são mas é como se fossem irmãos, bulham e amam-se exactamente da mesma maneira, pelo menos por enquanto.
Mais o quê? Ah! Os animais. Aqui é que há as diferenças: aqueles são pelos canários e piriquitos, os a seguir pelo gato e lá ao fundo pelo cão, mais canito que outra coisa; sim esse mesmo que passa a vida correndo atrás do próprio rabo. Pronto, há ainda outras diferenças que os separam, as devoções. As santinhas delas e os clubes deles. E política? Oh Rui! … era melhor não nos metermos por aí, evitemos tá?
Vá, vamos embora. Por agora fechemos a porta que ainda é cedo e as almas que a habitam o 23 ainda não vieram da labuta.
Este sol de Outono trouxe a à memória, coisa estranha, até porque nem era Outono mas sim fim do Inverno. Não sei por onde começar para vos falar da Augusta Maria, talvez dizer que a vejo debaixo para cima: pés enfiados numas socas, uma meia de lã subindo até meio da perna grossa, enquanto a outra se quedava no gémeo carnudo e de invejável pêlo, distinguia-se por uma aconchegada saia às coxas porque no demais era “igualinha” às colegas, camaradas como ela dizia. Não se distinguia pelo avental que, mais cor menos folho todas usavam; usavam também arrecadas esticando os lóbulos e carrapitos luzentes; até mesmo nas bochechas coradas pelo frio que certamente alguma sopa de cavalo cansado acentuava, se assemelhavam!
Imperava a boa disposição nas bancas do Mercado do Rato, ainda que não fosse daqueles dias em que a freguesia abundasse. Os gritos de uma ou de outra sobrepunham-se esganiçados sobre a algarviada constante, os de Augusta eram diferentes, troavam uma oitava acima. Ao fundo aparece uma figura aperaltada dando origem a troca de olhares e sorrisos cúmplices, Augusta advertiu a Rosinda: -Lá vem a Fiscala. A “Fiscala” percorreu as bancas detendo-se em observações sagazes ao brilho dos olhos, chegando mesmo a pedir que abrissem o operculo para melhor ajuizar. Era um ritual mais que conhecido a que sujeitava os robalos e chernes para não raramente optar pelo chicharro ou cavala, que tão boa era cozida fresquinha, ou escalada e em dois dias de salmoira, recomendava a "Fiscala". Como sempre a "Fiscala" passava, nariz frio e de olhar em frente, sem se deter na banca de Augusta. O salto era compensado na banca de Rosinda, a conversa estendia-se emoldurada em simpatias de gestos, tom de voz meloso e sorrisos, mesmo debaixo do seu buço, virada a três quartos estratégicos. Era assim desde o dia em que numa das suas inspecções ordinárias, negócio acertado e de embrulho na mão resolvera fazer uma última inspecção à pescada que Augusta atestara ser merecedora da mesa de Sua Magestade D. Carlos. Vendo-a franzir o sobrolho, ainda de nariz enfiado no embrulho, trovejou-lhe:
A Augusta Maria caiu-me na vida, ou melhor, caí-lhe eu na dela sem sabermos bem como.
Esperava-me no cais do Conde da Rocha ao sabor do movimento de corpos que se comprimiam, como a ondulação do cais de cá para lá. Vi a eu primeiro de fotografia na mão sobressaindo sobre as cabeças, era essa a senha. Nem me dei ao trabalho de levantar a minha pois ela olhava em toda a direcção menos na minha; de repente focou os olhos em mim e gritou: -Ai o meu rico menino!
Não percebi bem como mas passou para o outro lado das grades e ora me via encharcado em desconfortáveis beijos ora tinha o rosto mergulhado no meio de um agridoce par de mamas. Entre uma e outra coisa, agarrado pelos ombros, via o seu rosto abanando e as madeixas soltando-se.
Não me perguntem como foi mas vejo-a agora rindo com os que riam no seu sobe e desce a empurrar as malas para dentro de um eléctrico, tal como me vem à memória o badamerda que lançou para a finória que estava cheia de pressa. A etapa não foi longa, dela ficaram os solavancos e especialmente os sinos: um accionado por um fio de couro e por quem bem entendesse e o outro, demorei um pouco a descobrir, furiosamente manobrado pelo condutor, vulgo guarda-freio, à patada. A segunda etapa mais calma, sempre a subir, levou-nos só até meio da Calçada de S. Bento. Para ali fiquei sentado em cima das malas que era a melhor forma de tomar conta delas, até Augusta reaparecer seguida por duas vizinhas e de um rancho de miúdos e miúdas. Estávamos ainda longe da descoberta da pílula e de termómetros não me lembro de ver por ali.
Lá fomos, transposto um arco que era tudo menos de triunfo. Outro mundo se abriu, por caminhos que vagamente se assemelhavam a pavimentados, seguimos até ao 23, uma porta com postigo ao cimo de um bataréu ladeada à esquerda, por uma modesta janela e à direita por uma janeleca mais um óculo com pretensões a oval.
Che é a figura romântica da história. A memória pode até ser curta, mas passadas dezenas de anos, um estranho fenómeno impede a sua morte: a sua constante presença icónica. Cuba realça o elevado carácter de Che, médico-guerrilheiro de vocação internacionalista. Imaginado, muitas vezes emprestou a pele: montando uma mota, e ironia do destino, em barricadas opostas, por matas de África, foi-lhe copiado o bigode e a forma de colocar a boina. Imagino o jovem Che fazendo o Juramento de Hipócrates, tendo dificuldade em aceitar que o médico se recusasse a prestar os cuidados devidos a Mario Terán.
E para finalizar, vejo ainda Mario Terán “claramente vendo” diante de si um pelotão de fuzilamento sob as ordens de El Comandante gritando.
FUEGO
Aprendimos a quererte Desde la historica altura Donde el sol de tu bravura Le puso cerco a la muerte
Estribillo: Aqui se queda la clara La entraniable transparencia De tu querida presencia Comandante Che Gevara
Vienes quemando la brisa Con soles de primavera Para plantar la bandera Con la luz de tu sonrisa
Estribillo
Tu mano gloriosa y fuerte Sobre la historia dispara Cuando todo Santa Clara Se despierta para verte
Estribillo
Seguiremos adelante Como junto a ti seguimos Y con Cuba te decimos Hasta Siempre, Comandante
Estou-me cagando mas o uso desta forma verbal foi proibido lá para terras de Vera-Cruz, por razões que não serão naturalmente resolvidas com esta medida, mas vou indo...
Quando for grande, se alguma vez vier a ser, é bom que não se esqueça de que esta vida funciona segundo o princípio muito fiável, mas não infalível, do “shutle”, do vai-vem. Por vezes estrala lá no ar como os foguetes que festejam a vitória de Menezes, outras estrala-nos nas mãos, como no dia em que se tem que mostrar no estendal a roupa mais intima.
Para quem contava com todos caso ganhasse, sem que se explique convenientemente, não fica lá muito bem demitir-se das funções que desempenhava, sob pena de ficar a ideia de que se trataram de inconvenientes cuspidelas para o ar, ou de que o ego é bem maior do que a estatura fisica.
Os homens não se medindo aos palmos de alguma forma se medirão.
Gosto de viajar, pois gosto. De todas as maneiras: quer faça sol ou chuva, sozinho ou acompanhado de preferencia de uma mulher, e só... somente em ultimo recurso até porque não sou dos que trocam uma pessoa, de preferência uma mulher, por um cão que há quem diga ser o melhor amigo do homem.
Frases feitas, é o que é. Valem o que valem como:
ainda deMora muito?
É o cabo d'arco
uma carga de trabalhos
A talho de foice.
Andar aos S´sà partida: O mosquito é o pior inimigo do para-brisas
A senhora que passou por mim e me fez aquele jesto de dedo em pirueta sobre a testa, tem razão. Concordo; de câmara na mão debruçado sobre o tablier, pode não vir expresso no código mas... quando ando sózinho dá-me para inventar, desculpe.
Mas... desculpe lá, o seu marido a quanto ia? A 140 ia eu!
Sento-me para escrever este texto, depois de estar para cima de 72 horas sem blogar! É obra. Dirão, tá bem mas andas p'aí a roer as unhas e... Falso. É falso, o que é que as unhas têm a ver com as cuecas? É verdade que as rato até ao sabugo, mas poderá ser pela abstinência. Abstinência do tabaco ou de outra qualquer, né? 72 horas sem as minhas marias e maneis, é algo de tão grandioso que me sinto no direito de ter o nome inscrito a par dos Marques e dos Meneses, dos Gamas, Cabrais e Camões, dos Silvas e Costas até.
Fui-me com a notícia da eleição de Meneses, e volto com o país em alerta amarelo, estranha coincidência. Nada de mais a não ser que a tendência para o Outono / Inverno deste ano, pelo menos, é de saias pelo meio da perna a par de juros a subirem e acções a descerem. As cores da moda serão vivas em contraste com o cinzentismo que, abaixo e acima, andam pela Calçada de S. Bento. As peças folgadas em drapeados largos afrontarão o apertar dos cintos familiares e o estreitar do investimento público. A flexibilidade da escolha de adornos ofuscará a insegurança daqueles a quem é oferecida uma maior mobilidade no emprego, a caminho do desemprego.
Por último, os tecidos serão finos, leves e diáfanos, propiciando um invejável ar de aparente frescura, de tal modo que ouvir-se-ão, vindas do Restelo ou Belém, velhas vozes clamar:
Mas o gajo vai nu!
E por falar em frescura, os que há mais tempo por aí calcorreiam, sob pena de verem o deficiente sistema imunitário a colapsar, e ainda que a eficácia seja reduzida, vacinem-se, aproveitem o sistema de saúde.
Até nas promessas está mais fraco", criticou Diogo Feio, referindo-se ao anúncio feito pelo primeiro-ministro no último debate mensal com a abertura, nas Lojas do Cidadão, do balcão "Perdi a Carteira".
Com ironia, Diogo Feio questionou: "Será que também assistiremos à abertura de balcões sucessivos como o 'Perdi a segurança', 'perdi o emprego', 'perdi a consulta', 'perdi a escola', 'perdi a empresa', 'perdi anos e anos nos tribunais', tudo culminando daqui a dois anos num balcão a abrir no Largo do Rato 'perdi as eleições'?".
"A mim não me interrompem com a chegada de um treinador de futebol. Acho que há regras, a SIC tem regras diferentes das minhas. Tenho que ser respeitado"
Como um episódio tão pequenino afecta! Não fosse ele, o citado, pequenino e provavelmente seria afectado por coisas bem maiores. Mas eu percebo-o. Também sou dado a amuos. Quando numa roda de amigos não seguem as minhas quase brilhantes dissertações, se pudesse até fuzilava e não era só com o olhar. O estafermo ou estaferma que desvie a atenção, duma piada ou anedota que estiver ensaiando no momento, estaria feito comigo, pudesse eu.
Está claro que disfarço, mal mas disfarço.
Ocorre-me agora invertendo os papéis: o Sr. Lopes voltaria para o avião se soubesse que estavam a interromper uma entrevista a Mourinho, só para o ouvirem? Se o confrontarem com esta questão, ele é menino para dizer que jamais... Mas jamais o quê? Tá bem, acredito que sim que voltasse, mas aproveitando a boleia, cá para mim, até podia voltar para o útero de sua mãe, mais até o deixava escolher o caminho.
***
ainda não sei se até dia 29 o erecteu faz sair outro post. Consta que, por razões que se prendem com o luar, se prepara para rebaldarias rumo ao sul. Confidenciou-me que não estará presente no lançamento dos "Versus Nus", e que por isso te manda um abraço.
Vem isto a propósito da comadreque encismou qu’eu coisa e tal não sou bicho de deixar a raparigada ficar mal.
Claro que sou bom na cama, ora essa! Muita bom até! Caio nela e a partir dos 45 graus já tou a dormir com o ar mais sério do mundo. Acontece porém que se fordia de festa, nã sê s’é das endomorfinas ou do esforço, - sim qu’eu sou mui esforçado! – o certo é que ferro com um sorriso nos bêços, de fazer inveja ao menino jesus.
Bem a parte má embora não a pior é que me pedem a “definição de ser bom na cama” como neste capitulo até não sou um mau teórico aqui fica sinteticamente:
É como na guerra.
E explicitando; vale tudo. Vamo-nos ao outro com todo o armamento e não o poupamos; sem dó nem piedade quer gema quer grite; se s’agiganta... deixa-se avançar, fazer as despesas; se s’agacha, é porque está mesmo a “pedilas”, né?
Agora, as nomeações, o pior do melhor:
Elipse, anda lá filha qu’esse teu ar sério pede que te chegues à frente. Bute ao confessionário. Se nã te chegares inda melhor dou asas à imaginação :)
Vague com esta lua cheia estamos em maré altas, desculpa lá mas, explica lá como rezas.
DaMulaRussa: Dá-mo lá russa, dá-m’as definições equações e faz-me as ilustrações; a mon avis, és boa nisso.
Nanny , deixa-te de seilás e se nã sabes inventa filha, toca a pôr a boca no trombone e explica-te.
Psique Antes que te ponhas com ideias vamos lá a contar com'é, se for como imagino toca a vestir o amianto porque o vulcão vem lá.
E.T. - Não incluí aqui o Rui no ramalhete, não é porque ele o descompusesse, pelo contrario, mas era safadeza a mais pedir-lhe uma reportagem sobre o assunto.
O novo Estatuto dos Deputados determina que «o registo de interesses é público e deve ser disponibilizado para consulta no portal da Assembleia da República na Internet, ou a quem o solicitar».
in Sol
..."mas até terça-feira essa informação não se encontrava na página do Parlamento, à excepção do registo do deputado do PS António José Seguro, que o próprio decidiu disponibilizar."
mas há casos exemplares:
documentos que aparecem em branco, em que só estão visíveis os respectivos nomes.
o do presidente do CDS-PP, Paulo Portas,
o do socialista Carlos Lopes
e no registo de interesses do líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, a sua letra aparece tão apagada no formato digital que não se consegue identificar uma palavra.
Os “Plano director Municipal” (PDM’s) são instrumentos imprescindíveis para a administração, devendo ser seguidos rigorosamente. O rigor dos PDM’s está contudo defendido, na medida em que quando se reconhece interesse público que o justifique é possível a tomada de medidas que os contrariem. Quem reconhece o interesse publico é o governo e ainda bem que tão bem se governa, né? -Bom dia Sr Espirito Santo.
Ond'é qu'ia eu? Com isto perdi-me!
Ah! Os PDM's!
Os PDM’s, durante a sua elaboração, são sabiamente enformados por legiões de técnicos que integram as comisshões de acompanhamento, acabaram por acabar com as bandalheiras: Ali industria, além habitação e serviços, acolá floresta, aqui nicles, e assim por diante: batadoides. É um tal desvelo pela ordem, que até me chegam as lágrimas aos olhos, recordando-me do sucexo de Brazilia. Sim sucexo com x pois aquilo é uma foda: Em permanente rotação, um terço da cidade está vazia, o que facilita bastante a vida… aos ladrões. De dia roubam onde foi planeado dormir e de noite assaltam onde se trabalha de dia. GENIAL, né?.
-Então…?
Então o quê? Não me atrapalhem, é lógico que sou pela ordem embora, confesso, me guste um pouquito de desordem.
Congratulo-me com o bot’abaixo das Fontes da Telha e com o desmoronar das casas de fim-de-semana, fruto de muito sacrifício… e ousado oportunismo que, começando por umas tabuinhas, não raramente acabam em chalé. Congratulo-me com os supetões dados nas barragens, em roulotes e tendas, por causa das barracas que se vão fixando e amontoando orgânicamente como o bolor cresce em pão.
Congratulo-me com isso e muito mais, por exemplo, por ainda ser possivel montar uma tenda à beira mar e curtir, curtir até mais não.
Não sendo um crente, o que me alivia de muito stress expectante, acredito que há coisas para acontecer, E ontem, vendo bem, já hoje aconteceu tropeçar no “Carteiro de Pablo Neruda” e em “Feios Porcos e Maus”, de seguideira, isso mesmo. Duas obras que me despertavam curiosidade, mas atrás das quais nunca me dera ao trabalho de correr, finalmente, ao ver a programação da TV, esperei-as como caçador entocado.
“O Carteiro de Pablo Neruda”, afinal é de Antonio Skármeta, vejam lá! Como sou dado a exageros de apaixonado, direi simplesmente: Não haverá muitas mais coisas assim que eu perderei inevitavelmente? E o "assim" é o sublime dum personagem representado magistralmente. Depois, lá para a uma da matina, convidado esperado, Ettore Scola, entra-me casa adentro. Não seria para me surpreender pois de “Feios Porcos e Maus” estava eu à espera vai para trinta anos. Mas BRUTTI SPORCHI E CATTIVI surpreendeu e bem! Outra obra prima de representação. O humor amargo do Neo-realismo italiano deixa marcas, se não perguntem a Emir Kusturica.
Ainda maravilhado sou sacudido por um apelo:
Velasquez disse... Ola, é possivel fazeres um post pequenino a divulgar o lançamento em lisboa do meu livro? podes usar a capa. no meu site esta a info: www.tiagonene.pt.vu conto ctg lá tambem, claro:)
vai estar la algumas pessoas conhecidas. Aparece!
Deixas-me entalado. Por convicção, já fiz meia dúzia de posts divulgando sites, blogs e diversos géneros de obras; por encomenda não; never on sunday, capicci? Mas c'os diabos, Velasquez traz a chancela lirismo minimalista e isso basta para não correr riscos, afinal se já fui, hoje, bem surpreendido duas vezes…
As coisas vão felizmente mudando, vai-se desvanecendo, o estigma que levava familiares a ocultarem-nos em quartos, por vezes acorrentados.Infelizmente não tão rápido como é desejavel, o Estado vai intervindo e sentimentos de culpa ou resignadas expiações por estranhos castigos divinos vão diminuindo.
Até ao dia em que acções concretas não sejam necessarias, até se perderem os comportamentos desajustados de presumiveis normais, não me conformo.
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FÓRUM EUROPEU DA DEFICIÊNCIA
1997-2007: DEZ ANOS DE LUTA PELOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Vamos fazer com que a Discriminação com base na Deficiência passe à História
Combater a Discriminação face às pessoas com deficiência é um assunto que diz respeito a TODOS
Conhecia-a de muito longe, envolta em capas que escondiam fraquezas. Diz-se que dos fracos não reza a história mas como não sou historiador, até lhe achava graça, afinal não há mais forte do que aquele que faz das fraquezas forças. Pois, tão forte é a sua fraqueza que à sua volta tudo baila de bico, é que a fraqueza pode dar folgo à verve, rapidez ao pensamento e transmutar pele suave e bem cheirosa em couraça, entupir os lacrimais para soltar, mesmo assim a custo, lágrima só de raiva, o riso aflorar-lhe de escárnio, do lábio soltam-se trovas de maldizer, tal como a água fresca se perde em areias.
Um simples véu descai e a menina, em frágil doce, desponta traquina quebrando avisos, desprotegida, como brisa fresca afagando o deserto.
Nada mais do que uma peça de um "simples" torno mecânico, afiando uma alfaia agrícola. A pouca luz e o brilho do metal, a parte do todo, fazem o mistério, se o há.