pois foi, fiz o TPC mal feito. Piquei-os um a um, julgava eu, e julgava que me tinha safo ou safado, sei lá eu.

e já agora, porra, que tal, tal, tal, tal, tal, tal, tal, tal, e prontos?
pois foi, fiz o TPC mal feito. Piquei-os um a um, julgava eu, e julgava que me tinha safo ou safado, sei lá eu.

e já agora, porra, que tal, tal, tal, tal, tal, tal, tal, tal, e prontos?
A vida, esta coisa de pequenos nadas, de encontros e desencontros, de sol, searas e vento
Chamava-se Catarina
O Alentejo a viu nascer
Serranas viram-na em vida
Baleizão a viu morrer
Ceifeiras na manhã fria
Flores na campa lhe vão pôr
Ficou vermelha a campina
Do sangue que então brotou
Acalma o furor campina
Que o teu pranto não findou
Quem viu morrer Catarina
Não perdoa a quem matou
Aquela pomba tão branca
Todos a querem p’ra si
Ó Alentejo queimado
Ninguém se lembra de ti
Aquela andorinha negra
Bate as asas p’ra voar
Ó Alentejo esquecido
Inda um dia hás-de cantar
CANTAR ALENTEJANO de Vicente Campinas
*
**

(hey maestro que es lo que passa con esta banda?
Do lugar dos palermas nada mais via, encostei a cabeça fechei os olhos e deixei-me ir com a imagem da Sé, rememorando a sua simplicidade: o portal coroado pela generosa rosácea, as discretas frestas e os vãos sineiros, os merlões na casa do Senhor. Assim embalado fui fantasiando momentos passados: D.Gilberto de Hastings, ao melhor estilo de Rafael Nadal, tanto batia à direita ao longo da linha como a duas mãos firmava o báculo para desferir impiedosas esquerdas cruzadas, convertendo os infiéis sarracenos em…
as "Madeleines", independentemente das idades
*Dua Khalil Aswad tinha 17 anos.
*"... de uma minoria religiosa do Curdistão iraquiano, foi apedrejada até à morte depois de se ter apaixonado por um jovem sunita. O apedrejamento foi em Abril, mas ganhou relevância internacional porque os carrascos gravaram o crime ."
in sic online
Quem não cabulou uma frequência, um trabalho? Quem não foi elogiado pelos seus pares pelo desenrascanso? O episódio está encerrado, já ninguém desfaz o que está feito.
Pessoalmente considero que foi um feito académico invejável, digno mesmo de quem só poderia ir muito longe.
Longe até demais
nota: só tenho pena que tivesem encerrado, ou tentem encerrar, a "Independente Vniveritas" pois tenho uns parentes que se aprestavam a adquirir uma qualificação jeitosinha; àfinal deve haver o direito de igualdade de oportunidades, né?
Não se trata de uma exposição monumental. Vale contudo pela modéstia, pelo despretencisosismo e pela riqueza do material apresentado, face aos meios disponiveis. Constitui sem dúvida uma velada homenagem a João Faria, Arqueólogo que muito contribuiu. Lá no Olimpo vejo-lhe "aquele" sorriso de menino.
"Fragmentos da vida privada na Salacia Vrbs Imperatoria"
A temática passa pela "cidade dos vivos", com um retrato das actividades quotidianas dos cidadãos romanos, hábitos de higiene, vaidades, prazeres, vícios e excessos, passando depois para a "cidade dos mortos", com os seus rituais fúnebres e a reprodução de uma necrópole da época. A mostra pode ser visitada de 3ª feira a sábado, das 10 às 12h30 e das 14h30 às 19 horas.




in Poesia completa e prosa: "Cancioneiro"
Fotos in "Olhares"
Às blogueiras, que de noite e de dia, são as companheiras de alguma poesia.
… Voltei a fumar numa bela tarde numa esplanada com os “Pézinhos na Água” ao pôr do sol. Esperava um filho e a futura mamãe que havia deixado de fumar, para meu enlevo, entre velhos amigos, cervejolas, camarões e graçolas, resolve pedir uma passa.
Voltei a parar. Como? Talvez conte se me der na bolha.
Naquela roça grande não tem chuva
é o suor do meu rosto que rega as plantações;
Naquela roça grande tem café maduro
e aquele vermelho-cereja
são gotas do meu sangue feitas seiva.
O café vai ser torrado
pisado, torturado,
vai ficar negro,
negro da cor do contratado.
Negro da cor do contratado!
Perguntem as aves que cantam,
aos regatos de alegre serpentear
e ao vento forte do sertão:
Quem se levanta cedo? quem vai a tonga?
Quem traz pela estrada longa
a tipoia ou o cacho de dendém?
Quem capina e em paga recebe desdém
fuba podre, peixe podre,
panos ruins, cinquenta angolares
"porrada se refilares"?
Quem?
Quem faz o milho crescer
e os laranjais florescer
- Quem?
Quem dá dinheiro para o patrão comprar
maquinas, carros, senhoras
e cabeças de pretos para os doutores?
Quem faz o branco prosperar,
ter barriga grande - ter dinheiro?
- Quem?
E as aves que cantam,
os regatos de alegre serpentear
e o vento forte do sertão
responderão:
- "Monangambééé..."
Ah! Deixem-me ao menos subir às palmeiras
Deixem-me beber maruvo, maruvo
e esquecer diluído nas minhas bebedeiras
- "Monangambéé...'"
António Jacinto (Poeta angolano, 1924-1991) de Poemas, 1961
E este, não pisca? Ai pisca, pisca, garanto-vos, se não vejam:
Acho que é altura de fazer

não racha
* ainda que a luta encetada em !!86 por uma jornada de trabalho de oito horas, tenha neste cantinho à beira mar plantado pleno significado , face à chantagem das empresas que se aproveitam de uma propalada crise, para imporem intoleraveis condições de trabalho.
* As horas de Maria ou a lógica do 8, em Chez Maria suscitaram esta adenda
[...] O secretário de Estado adjunto e da Administração Interna quis ontem sublinhar que a proibição das manifestações "só pode ter lugar excepcionalmente". No blogue A Nossa Opinião, do Ministério da Administração Interna, José Magalhães(*) frisa que numa sociedade livre e democrática, e parafraseando o ministro António Costa, "a superioridade dos amantes da liberdade e dos democratas é sujeitarem a extrema-direita, que é inimiga da liberdade, a ter de beneficiar dela". [...]
as, em representação do PCP (1983-1990), como deputado independente após ruptura política (1990-1991) e deputado independente nas listas do Partido Socialista (1991-1999), aderindo ao PS formalmente em Janeiro de 1999”
E vai daí mandou-me fazer o TPC.
Acabaram por pedir os cafés. Atenciosamente foi-lhes oferecido um vinho da Madeira, recomendado como excelente digestivo. Ele declinou sendo-lhe então sugerido uma aguardente.
Tempos a tempos lá vinha aquela conversa:
Mas não foi só, depois:
A 22 de Fevereiro de 1974 - É publicado o livro Portugal e o Futuro, do General António de Spínola, defendendo o fim da Guerra Colonial e a liberalização do regime.
14 de Março - O Governo demite os Generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Chefe e Vice-Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, alegando falta de comparência na cerimónia de solidariedade com o regime, levada a cabo pelos três ramos das Forças Armadas.
16 de Março - Tentativa de golpe militar contra o regime. Só o Regimento de Infantaria 5 das Caldas da Rainha marcha sobre Lisboa. O golpe falhou. São presos cerca de 200 militares.
Depois foi o que já sabem em reformas que não chegaram a reformar nada que o salvasse, o regime caiu gasto de velho, ao som de canções de protesto e de baionetas de cravos, beijos e abraços.
Até chegarem à mesa, de mão em mão, passaram por mais dois empregados. Guta recusou a mesa que lhe sugeriram e escolheu uma ao pé da janela. Ia a sentar-se mas foi sustido pela mão de Dina, o empregado ajeitava a cadeira a Guta, e ele, por sua vez, resolveu fazer de criado, ajudando Dina a sentar-se; ficou na dúvida se era isso que deveria ter feito, sentando-se por sua vez.
Ao aproximar-se outro empregado com os cardápios encadernados em couro bordeau, Guta atalhou encomendando três espetadas, acompanhadas de legumes. Ao rapaz coube iniciar um incontido calculo mental tendente a apurar se umas batatitas estariam ou não incluídas na tal categoria de legumes.
Assim começava uma guerra que travou estoicamente, em duras batalhas: a dos copos e a dos talheres à qual se juntaram pequenas escaramuças como a do guardanapo. A tudo respondeu à altura graças à estratégia adoptada, e de acordo com os ensinamentos da velha que tanto o chateou em miúdo: “Nota bem, antes de tocares no que quer que seja espera que eu o faça e depois faz como eu.” Ainda parecia que a estava a ver mas o que é certo é que deu resultado, um resultadão! d'aqui
Não estava preparado era para a escolha do vinho, mas porra, pensou ele, Quinta da Bacalhoa, 60 €!, não há-de ser mau e deve embebedar com certeza. Venha ele, que a gaja não deve ter comprado o Audi a prestações.
Já havia varrido o que se apresentara na mesa, à excepção claro, de umas iguarias que a vergonha e o instinto de decência aconselham, quando chegaram, com pompa e circunstancia, os três estranhos cabides de ferro, donde pendiam nacos de carne à mistura com pimentos e cebola, escorrentes em apoteótica alegria de um molho que largava um cheirinho, capaz de fazer um homem esquecer-se de uma gaja boa.
aqui em pose: preso e uns anitos mais tarde, como um passarinho.
piquem a foto e seguirão a história, contada na primeira pessoa.
***
este saltimbamco, desaparecido na noite de natal.
Agradeço informações do seu paradeiro.
(ele que não tema que não sou pai de nenhuma das mulheres)
Vem isto a propósito do Sr. Zé, homem escorreito com um par de pernas que dá para duas meias maratonas, olhar ora meigo ora acutilante, de fácil verve e voz torniturante, surdo como dama honrada que se preze e quando convem.
se, pois o gagêdo como o peixe, dá quando dá, assim lhe ensinara o Tio João, com a infeliz coincidência de tanto não dar nada, como para de repente desatar a dar, não tendo um homem mãos a medir nem meio de conservar todo o bem que bem poderia apanhar.Assim se perdia o rapaz em recordações. O tio João! Por onde andaria agora? Merda p’rá política, que acabara para os pôr chateados, quando até lá tinham sido unha com carne. O sacana que não tinha onde cair morto e havia de teimar em defender o dono da fábrica, para no fim levar um grandessíssimo pontapé no cú. Acontecimentos destes levam a grandes zangas na vida, como foi o caso da cisão com o seu tio João, somente quinze anos mais velho, pessoa de quem muito gostava e a quem devia a primeira ida às putas. Gajo porreiro, não deixava de ser burro e naturalmente teimoso, pelo que cismava que à porta da missa é que era, e ele, já em processo avançado de auto determinação, clarividente, apontava para os portões das universidades. Mas não há cisão que não dê em coligação, esta é que é a verdade, como atesta o seu caso, mas eu conto: Quiz o acaso que, altas horas da noite, subindo ele o jardim de Entre-Campos visse um estranho acampamento armado no relvado da universidade, onde à volta de uma fogueira, pouco mais de uma dúzia de vultos, com cobertores pela cabeça, levavam até ele os ecos de conversa e risos,
Eu ouvi um passarinho
às quatro da madrugada,
Cantando lindas cantigas
à porta da sua amada.
Ao ouvir cantar tão bem
a sua amada chorou.
Às quatro da madrugada
o passarinho cantou.
foi o bastante para arrepiar caminho para melhor ver de perto e, na verdade vos digo, que em boa hora o fez pois em menos de um esfregar de olhos já estava de caneca de café na mão, embrulhado em cobertor que tinha que dar para dois, acrescentando ao repertório:
Alentejo quando canta,
vê quebrada a solidão;
traz a alma na garganta
e o sonho no coração.
Alentejo, terra rasa,
toda coberta de pão;
a sua espiga doirada
lembra mãos em oração.
Que insistisse o Tio João nas esperas à porta da igreja porque... bem, o resto não cabe nesta história que a ela me tenho de remeter disciplinadamente, sem me deixar arrastar pelos pensamentos do rapaz, esclarecendo contudo que o facto de o cobertor ser partilhado com uma pombinha chamada Dina, não é de todo despiciendo, ficando ainda registado que estavam lançadas as bases de uma futura coligação entre soldados e uma proeminente figura, quadro estreitamente ligado a um educador da classe operaria.

Data 04 Abr.
Horário 21h30
Local / Locais
Auditório Municipal Fernando Lopes Graça
Descrição
Nascido em 1913 no Rio de Janeiro, Vinícius de Moraes testemunhou e foi personagem de uma série de transformações na cidade, tendo criado para si um dos percursos mais relevantes da cultura brasileira no século XX.
Com Maria Bethânia e Gilberto Gil
Realização: Miguel Faria Jr.
Documentário / Musical
Organização
Câmara Municipal de AlmadaAuditório Municipal Fernando Lopes Graça
Condições de Participação Bilhete: € 3
BOAS AMENDOAS PARA TODOS
ADEUS, ATÉ AO MEU REGRESSO