Queria postar mas aposto que não posto. É só apostar. Postar só a gosto, que é como eu gosto. Agosto, só para lá do sol posto… Que ria, o magano, mais o mano, mas não arredo do posto, aposto até num jogo, mano a mano. Que seria catano? Assim… não posto. Não posso, para meu desgosto.
"Caminhava eu com dois amigos pela estrada, então o sol pôs-se; de repente, o céu tornou-se vermelho como o sangue. Parei, apoiei-me no muro, morto de cansaço. Línguas de fogo e sangue estendiam-se sobre o fiorde azul, negro. Os meus amigos continuaram a andar enquanto eu, sozinho e tremendo de medo, senti o grito imenso, infinito, da natureza."
Edvard Munch,
Aposto ou continuado:
formas distorcidas, linhas violentas e ondulantes, fortes contrastes cromáticos, violentas distorções da cor, acentuação da perspectiva;
É melhor ser alegre que ser triste Alegria é a melhor coisa que existe É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza É preciso um bocado de tristeza É preciso um bocado de tristeza Senão, não se faz um samba não
Falado
Senão é como amar uma mulher só linda E daí? Uma mulher tem que ter Qualquer coisa além de beleza Qualquer coisa de triste Qualquer coisa que chora Qualquer coisa que sente saudade Um molejo de amor machucado Uma beleza que vem da tristeza De se saber mulher Feita apenas para amar Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão
Cantado
Fazer samba não é contar piada E quem faz samba assim não é de nada O bom samba é uma forma de oração Porque o samba é a tristeza que balança E a tristeza tem sempre uma esperança A tristeza tem sempre uma esperança De um dia não ser mais triste não
Ponha um pouco de amor numa cadência E vai ver que ninguém no mundo vence A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia E se hoje ele é branco na poesia Se hoje ele é branco na poesia Ele é negro demais no coração
Falado
Eu, por exemplo, o capitão do mato Vinicius de Moraes Poeta e diplomata O branco mais preto do Brasil Na linha direta de Xangô, saravá! A bênção, Senhora A maior ialorixá da Bahia Terra de Caymmi e João Gilberto A bênção, Pixinguinha Tu que choraste na flauta Todas as minhas mágoas de amor A bênção, Cartola, a benção, Sinhô A bênção, Ismael Silva Sua bênção, Heitor dos Prazeres A bênção, Nelson Cavaquinho A bênção, Geraldo Pinheiro A bênção, meu bom Cyro Monteiro Você, sobrinho de Nonô A bênção, Noel, sua bênção, Ary A bênção, todos os grandes Sambistas do Brasil Branco, preto, mulato Lindo como a pele macia de Oxum A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim Parceiro e amigo querido Que já viajaste tantas canções comigo E ainda há tantas por viajar A bênção, Carlinhos Lyra Parceiro cem por cento Você que une a ação ao sentimento E ao pensamento Feito essa gente que anda por aí Brincando com a vida Cuidado, companheiro! A vida é pra valer E não se engane não, tem uma só Duas mesmo que é bom Ninguém vai me dizer que tem Sem provar muito bem provado Com certidão passada em cartório do céu E assinado embaixo: Deus E com firma reconhecida! A vida não é brincadeira, amigo A vida é arte do encontro Embora haja tanto desencontro pela vida Há sempre uma mulher à sua espera Com os olhos cheios de carinho E as mãos cheias de perdão Ponha um pouco de amor na sua vida Como no seu samba A bênção, a bênção, Baden Powell Amigo novo, parceiro novo Que fizeste este samba comigo A bênção, amigo A bênção, maestro Moacir Santos Não és um só, és tantos como O meu Brasil de todos os santos Inclusive meu São Sebastião Saravá! A bênção, que eu vou partir Eu vou ter que dizer adeus
Cantado
Ponha um pouco de amor numa cadência E vai ver que ninguém no mundo vence A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia E se hoje ele é branco na poesia Se hoje ele é branco na poesia Ele é negro demais no coração
Dizem os entendidos no problema da droga, que: A prevenção é a melhor forma de agir;
O consumo de tabaco propicia o consumo de drogas proibidas;
A recuperação de um consumidor é mais eficaz que a repressão.
Cá pra mim é desta vez que me decido a mandar prá veia
***
… Voltei a fumar numa bela tarde numa esplanada com os “Pézinhos na Água” ao pôr do sol. Esperava um filho e a futura mamãe que havia deixado de fumar, para meu enlevo, entre velhos amigos, cervejolas, camarões e graçolas, resolve pedir uma passa. Vocês sabem lá! Jovem leão aguerrido, compenetrado do seu papel: -Ai fumas? Então também fumo. Resultado: a mamãe deu as passas que quis até ao fim da gravidez; aprendi que não vale a pena desafiar uma peixe; passei a fumar por longos anos;
Voltei a parar. Como? Talvez conte se me der na bolha.
Quand vient la fin de l'été sur la plage Il faut alors se quitter peut-être pour toujours Oublier cette plage et nos baisers Quand vient la fin de l'été sur la plage L'amour va se terminer comme il a commence Doucement sur la plage par un baiser
Le soleil est plus pale mais nos deux corps sont bronzes Crois-tu qu'après un long hiver notre amour aura changé ? Quand vient la fin de l'été sur la plage Il faut alors se quitter les vacances ont duré Lorsque vient septembre et nos baisers
Quand vient la fin de l'été sur la plage Il faut alors se quitter peut-être pour toujours Oublier cette plage et nos baisers, et nos baisers Et nos baisers
As farras, as entradas "à pato" com a conivência de alguma menina no interior :) A pose de copo de cerveja na mão, os olhares la(n)çados das rodas das meninas por meio de risos, os travões de antebraço, a movimentação estratégica para a próxima dança... Danças, ou já tens gajo?
Há palavras que valem por si. Estas mereceram um tratamento musical que parece ser muito difícil de superar. A musicalidade aliada à fluência da palavra, impregnadas de sentimento, tornam esta canção num marco da canção de protesto.
O poema relata uma realidade que não estava assumida por um grande número de pessoas. Vivia-se acriticamente, era assim.
"cabeças de pretos para os doutores"! - Não há muita gente que imagine a piada de mau gosto que está subjacente. Muita história está por fazer.
Naquela roça grande não tem chuva é o suor do meu rosto que rega as plantações; Naquela roça grande tem café maduro e aquele vermelho-cereja são gotas do meu sangue feitas seiva. O café vai ser torrado pisado, torturado, vai ficar negro, negro da cor do contratado. Negro da cor do contratado! Perguntem as aves que cantam, aos regatos de alegre serpentear e ao vento forte do sertão: Quem se levanta cedo? quem vai a tonga? Quem traz pela estrada longa a tipoia ou o cacho de dendém? Quem capina e em paga recebe desdém fuba podre, peixe podre, panos ruins, cinquenta angolares "porrada se refilares"? Quem? Quem faz o milho crescer e os laranjais florescer - Quem? Quem dá dinheiro para o patrão comprar maquinas, carros, senhoras e cabeças de pretos para os doutores? Quem faz o branco prosperar, ter barriga grande - ter dinheiro? - Quem? E as aves que cantam, os regatos de alegre serpentear e o vento forte do sertão responderão: - "Monangambééé..." Ah! Deixem-me ao menos subir às palmeiras Deixem-me beber maruvo, maruvo e esquecer diluído nas minhas bebedeiras - "Monangambéé...'"
António Jacinto (Poeta angolano, 1924-1991) de Poemas, 1961
Fumar é um desafio tão grande como deixar de o fazer. Começei aí pelos seis (6) anos. Cigarro roubado do maço de um tio, partilhado com uma prima, deitados na cobertura de um terraço a que dava acesso à casa das máquinas de um elevador. Era porreiro!
A prevaricação multiplicava-se com a troca de acesso ao que cada um tinha que o outro não tivesse. Era porreiro! Tinha de bom o risco de sermos vistos pois o prédio em frente tinha mais um andar.
De tabaco no bolso comecei a andar lá pelos onze anos. Era porreiro! Meio cigarro em cada intervalo, quando havia, partilhado com os que não tivessem, -Dás-me uma chupa? -Vá, não abuses. Aos do terceiro ano lá tinha que ir dando um cigarrito, pois na selva interna que era o colégio, o lugar no grupo vai-se aprendendo, como aprendem os chimpanzés, tal e qual. Dava-me um ar importante e compunha a capa e batina que fedelho passei a usar, lá para os treze anos, e como era comum naquele colégio.
Deste modo fumei até ao dia em que saí da tropa. Há meses que o pessoal projectava esse dia de liberdade: Praia ou viagens de um mês era o mais comum. A mim, por opção e necessidade de me desconspurcar de dois anos e meio de zona de guerra e de um mundo kafkiano, calhava-me começar a trabalhar logo no dia seguinte. Faltava uma boa forma de comemorar. Decidi secretamente na véspera do grande dia 12 de Junho: Fumo o último cigarro a passar a porta de armas e não vou ao barbeiro o mesmo tempo que estive na tropa.
Cada vez que me apetecia um cigarrito ou quando passado o stress da privação, via alguém puxar dele, sentia o prazer de estar livre. É estúpido mas era porreiro! Fui perdendo este prazer à medida que fui deixando de sentir falta do tabaco e deixei de receber elogios pela força de vontade e coragem (!). Felizmente o cabelo foi crescendo, lembrando o que não queria esquecer. Ao barbeiro não fui durante trinta meses, é verdade, mas a barba, mais que o cabelo, ganhou tais proporções que cedi aos argumentos da minha companheira e aos cuidados da sua tesoura e um pente laminado. Estou-lhe eternamente reconhecido; primeiro porque me aliviou de uma penitência dura, segundo porque me deixava com suficiente ar de troglodita que me tranquilizava relativamente à jura não cumprida verdadeiramente.
Estive, assim, sem fumar o tempo que estive na tropa, até que a isto voltei. Como? Eu talvez conte. Mas só se pedirem muito. É mentira, conto se der na bolha.
É o tempo das gafes. "Em Abril águas Mil" e em Maio chove pa caralho!
São as gafes do tempo.
É verdade que as gafes não existem, pelo menos no dicionário, por isso... NÃO HÁ GAFES, ponto um e final, não é?
#2
Andam a assustar-nos com a desertificação e chove!
Pa quê o ponto de exclamação?
Chove porque o efeito de estufa, mais o aquecimento global, isso determinam. Folgo portanto em saber que as minhas fumaças contribuem para mais chuva, tal como os euros de gasolina e consequente CO2 da terra vou libertando.
O que sobe cai, o que aperta segura e o que arde cura.
Chove portanto, e bem, ou mal, pois CO2 em determiadas combinações resulta em H2SO4
#3
Estão, ou deveriam estar, a pensar onde é que eu quero chegar. Afinal quero é partir.
Partir para outra.
Estou baralhado, mais, estou confodido.
Não é que anda tudo às avessas?
Senão vejamos, o articulado (mal):
§1
Luis refila por Zé fazer uma política mais à direita que a dele!
Puro cinismo, ou garganeirismo?
Deixe lá, não se incomode Dr, o Engº até tá a fazer o seu trabalho de casa adiantado! Será que lhe entrou alguma coisa para o olho, ou está a piscar o dito à esquerda?
Moral: anda tudo às uvas do quintal do vizinho e quando assim, é...
A que uvas pretende chegar PP?
§2
Pois o paulinho não quer chegar a outro lado que não seja o bem da nação. Vai daí, em dia do trabalhador, sai-se com esta que, confesso, nem sabia:
“o trabalho liberta”,recorrendo a um dos lemas nazis mais utilizados nos campos de concentração durante a II Grande Guerra.
Uma gafe, foi uma gafe. Ele queria dizer, talvez, com certeza,
O trabalho dignifica
Merda, tiha esquecido que gafes não existem, pelo menos no dicionário. PP não é um bronco e ignaro como eu. De sólida cultura, PP não citou de ouvido qualquer reminiscente conceito.
Andará o paulinho a piscar os apoios de José Pinto-Coelho?
* ainda que a luta encetada em !!86 por uma jornada de trabalho de oito horas, tenha neste cantinho à beira mar plantado pleno significado , face à chantagem das empresas que se aproveitam de uma propalada crise, para imporem intoleraveis condições de trabalho.
* As horas de Maria ou a lógica do 8, em Chez Maria suscitaram esta adenda
MAI desvaloriza extrema-direita [...] O secretário de Estado adjunto e da Administração Interna quis ontem sublinhar que a proibição das manifestações "só pode ter lugar excepcionalmente". No blogue A Nossa Opinião, do Ministério da Administração Interna, José Magalhães(*) frisa que numa sociedade livre e democrática, e parafraseando o ministro António Costa, "a superioridade dos amantes da liberdade e dos democratas é sujeitarem a extrema-direita, que é inimiga da liberdade, a ter de beneficiar dela". [...]
Posto isto, postemos irmãos:
Está na memória de muitos a noite de cristal que culminou no holocausto, ainda que, para alguns, este se queira fazer passar por hiperbólica ficção.
Hi! Erecteu, que exagero, não fazias a coisa por menos. -Calem-se, porra, desliguem qu' isto é só “pra eu”.
Sabe-se que os ideais designados por “nacionalistas” são uma franja a nível nacional, alimentados por uma descredibilização politica, reforçada por avanços lepenianos e assentes em pilares xenófobos, de cariz homófobico, racista e machista, a que não escapa um conceito espartano da pureza eugénica.
-Valorizem qu’estas linhas nã foram fáceis.
Atreve-se o Erecteu a ir além do chinelo, quando o Mestre** Zé Magalhães, sapateiro, sabe melhor disto a dormir do que todos nós acordados. Já tive a oportunidade de me cruzar por diversas vezes com José Magalhães em livrarias, durante uma crise de afirmação que, a conselho de uma erudita namorada, frequentei e ainda bem, pois permitem arrotar estas postas de pescada. Dele pouco mais sei do que saberão a maioria dos portugueses, a não ser que não tive a chance de lhe ler os olhos, dado que o Mestre os tem arredios. Mas o Erecteu até percebe e desculpa, a figura pública temerosa de assédio e frequente vítima de caça ao autógrafo, como se do Eusébio em convalescença se tratasse. Acresce que por essa altura o Mestre –já seria?- encetava um upgrade de esquerda em transição para a dita democrática.
-Foda-se três parágrafos.
Quase meia dúzia de períodos seguidos sem tirar fora! Acalma-te pára e pensa um bocadito. Nã embales que t’estampas. Humilda-te
Humildando-me: Não vivo obcecado com as manifestações e acções promovidas por partidos legalizados, nem com a cívica actuação das autoridades, nomeadamente, na protecção de outdors, diligentemente protegidos de ovos e tomates, o que é de aplaudir. Confesso-me um pouco débil e influenciável por alguma propaganda e notícias, como por exemplo:
onde mais uma vez se prova que pudemos estar descansados. Os gorilas (é vos familiar?) molham a sopa à direita e à esquerda. Suspeito contudo que tendem a ser um pouco sinistros embora destros a afinfar a bombordo.
-Xô! Humildaste tanto que te perdes, né?
É.
Con-con-concluindo, melhor dizendo, acabando, qu’é melhor: Não empaniquemos. Não se ponham para aí a picar na Wikepédia, como hipocondríacos esquizoides porque se não, entram em complexo de pescadinha, acabando a oscular o próprio cú, como ab initio.
-Foda-se, q'essa era escusada.
***
9 de novembro de 1938 Noite de Cristal, daria inicio à perseguição de Judeus atentando contra a sua propriedade e valores, sob a batuta dos dirigentes do NSDAP (Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores).
A opinião pública não se mostrou receptiva mas passou. O nazismo aparece quase do nada, ascende ao poder sem legitimidade democrática. “Os nazistas jamais ganharam uma maioria eleitoral por conta própria, mas Hitler foi indicado Chanceler de uma coalizão governamental pelo PresidentePaul von Hindenburg em janeiro de 1933. Seus parceiros na coalizão foram os Nacionalistas de direita, liderados por Alfred Hugenberg, o "barão da imprensa", e seu vice-chanceler foi o ex-líder do Partido Central Católico e antigo chanceler Franz von Papen.”
----- (*)“Assessor Parlamentar entre 1977 e 1983. Deputado à Assembleia da República nas IV, V, VI, VII, VIII e IX Legislaturas, em representação do PCP (1983-1990), como deputado independente após ruptura política (1990-1991) e deputado independente nas listas do Partido Socialista (1991-1999), aderindo ao PS formalmente em Janeiro de 1999”
(**) “Mestre em Ciências Jurídico-Políticas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, redigiu e defendeu a tese «A Nova Fronteira da Transparência: o caso do Freedom of Information Act»”
parte, e eu quero acreditar que não nos deixa assim.
Cá para mim ele foi só ali. Chegam-me os ecos de uma doce conversa, alguns risos felizes até! Reconheço a voz de Fernando e o sotaque de Mstislav, meros emigrantes por vezes desprezados
Explanation: The unremarkable star centered in this skyview is Gliese 581, aastronomers are now reporting the discovery of a remarkable system of three planets orbiting Gliese 581, including the most earth-like planet found beyond our solar system. Gliese 581 itself is not a sun-like star, though. Classified as a red dwarf, the star is much smaller and colder than the Sun. Still, the smallest planet known to orbit the star is estimated to be five times as massive as Earth with about 1.5 times Earth's diameter. That super-earth orbits once every 13 days, about 14 times closer to its parent star than the Earth-Sun distance. The close-in orbit around the cool star implies a mean surface temperature of between 0 and 40 degrees C - a range over which water would be liquid - and places the planet in the red dwarf's habitable zone. mere 20 light-years away toward the constellation Libra. But astronomers are now reporting the discovery of a remarkable system of three planets orbiting Gliese 581, including the most earth-like planet found beyond our solar system. Gliese 581 itself is not a sun-like star, though. Classified as a red dwarf, the star is much smaller and colder than the Sun. Still, the smallest planet known to orbit the star is estimated to be five times as massive as Earth with about 1.5 times Earth's diameter. That super-earth orbits once every 13 days, about 14 times closer to its parent star than the Earth-Sun distance. The close-in orbit around the cool star implies a mean surface temperature of between 0 and 40 degrees C - a range over which water would be liquid - and places the planet in the red dwarf's habitable zone.
Dá-me muitas alegrias, mas dá-me, sem o saber, trabalho também; digamos qu'é uma espécie de alegria no trabalho.
E vai daí mandou-me fazer o TPC. Pronto tá bêeem.
Sabem? Aprecio-lhe, para além do estilo e correcção (embora cá o rapaz não pratique disso):
a finura, a inteligência, o humor, a brejeirice e... a afectividade de uma "mater blogus" mas aospois desculpa-se como menina de chupa na boca, salvo seja: “Ah, não é nada, foi só o computador que avisou.” MERDA, e eu e os outros, não temos computador, né?
Estas qualidades estão concentradinhas num blog à sombra de quem me sinto bem. Pois bem, não o menciono nem que uma maria me pendure numa arvore. Nem uma, nem duas nem três. Prontos e ponto afinal
E o TPC? Isso é qu'era bom. Queriam, né? Nã vou dess'abaixo. Pra quê? Só cinco! E os outro de quem o Erecteu tanto gosta!
Queriam ouvir dizer que tenho uma PaixãoFaustosa , né? Pois tenho e qual é o problema? Refilona e atanazadeira da classe, qu'ela tanto diz gostar e não compreender. Põe-me a cabeça a gravitar em elipse perfeita, sempre em movimento instavelmente acelerado. Gosto tanto daquele cantinho como de saltar pá cueca, de moçoila a chêrar bem, juro. Mas não a nomeio, foda-se, tá quieto. E os outro de quem o Erecteu tanto gosta?
Eu sei… Estavam mesmo à espera que eu vos referisse simplesmente o meu “ai jesus, maria” qual bolachinha estaladiça onde apetece meter o dente. Tem um defeito, arrasta uma X que me enerva e faz roer de ciúme, mas escreve ao que parece, como bem canta - dizem que eu não ouvi- digo , isso sim que eu sei,que encanta. Contudo não a nomeio porque... E os outro de quem o Erecteu tanto gosta?
Mulherengo, eu? Uma merda! Ouviram? Querem lá ver!
Olhem vão Garfiar, ao bilhar grande, tá? Aquilo são uns serões com a Kitty... Kitypariu! A Nanny que vos conte (Maio, né?). Mas não o nomeio, ainda que o gajo escreva como quem assobia a conduzir, piscando o olho ao gagêdo que passa. Pa ele é canja não custa nada e porque nada lhe custa... não o nomeio, né? E os outro de quem o Erecteu tanto gosta?
Poderia referir outro rafeiro qualquer, até porque o cachorro vai longe na sua impertinência e ivaginação, ainda que com um senão: Tem uns ciumes danados do ideiafix * e por isso não gosta do Asterix.
* Só por isso já não leva, nem com o meco fará com o óscar, até porque... E os outro de quem o Erecteu tanto gosta?
Bom esta merda já vai longa e tem que acabar.
Não o faço abruptamente sem contudo lembrar que poderia referir o MESTRE da caneta, sempre a molhar o bico (recomendo o perfil invejavel). É que que com BINO, no teclado ou na cozinha, é um descanso, como com ele no cuzinho, garanto. A ele muito devo da minha formação e sussexo. Devo dizer que há até dois Erecteus: o ante e o pós Bino, só não o nomeio porque...escreve para caralhos.
E os outro de quem o Erecteu tanto gosta!
vinha dali um dragão numa roxaxeneider e era uma lusosofolia fresquinha em escritos outonais sob a pestana de um compadre rui, sei lá. Ficavam a chuchar no dedo, era?
Assim SALTO UM SONHO, alguém me sabe dizer onde ele pára?
Arregalou os olhos e virou-se para a prima, dando com um sorriso d’orelha a orelha. Contagiada, acabou por rir também, mudando de assunto. -Mas o que é que pensas fazer agora? Dina arqueou a sobrancelha, desfez o sorriso, olhou para o tecto. -Quem é que te disse que estou a pensar? Não te preocupes, cortou. -Mas… -Mas nada. Virando-se para ele: -Estás a gostar assim tanto? Tens de me dar uma ajuda, não estou com grande apetite. Guta remexeu-se na cadeira, endireitou ainda mais as costas e resolveu atestar as baterias para o outro lado. –O que faz? -Sou agente comercial, produtos de cosmética, respondeu ele, à inevitável pergunta. Trabalho com diversas marcas, se quiser alguma coisa dê-me uma lista que eu arranjo-os a um preço jeitoso. Foi a vez de Dina mostrar alguma surpresa.
Entre trivialidades o almoço foi decorrendo melhor do que às tantas se adivinhava. De nota, somente o entrar de um casal, que foi encaminhado para um canto acolhedor. Teriam passados despercebidos não fosse o enlevo da rapariga em contraste com o mal disfarçado distanciamento do acompanhante. Pai e filha não são com certeza, pensou ele após uma análise sumária. Acabou mesmo por dar uma ajuda a Dina que de facto mal tinha tocado do que se servira, e bem pouco tinha sido.
Chegada a altura da sobremesa, não houve unanimidade. Bolo de mel (de cana) para ele, salada de frutas tropicais frescas (papaia, abacaxi, manga), para Dina, enquanto Guta optou pela mousse de "maracujá".
-Dia não são dias, desculpou-se ela, vitima de alguma interior culpa.
A refeição chegava ao fim, Guta querendo aparentar naturalidade, acabou por abordar Dina, desajeitadamente. –Onde é que estás, dá-me o teu contacto. Mas foi desviada para canto. -Dá-me tu o teu, depois ligo-te.
Acabaram por pedir os cafés. Atenciosamente foi-lhes oferecido um vinho da Madeira, recomendado como excelente digestivo. Ele declinou sendo-lhe então sugerido uma aguardente.
–Caseira, sublinhou o empregado.
–Isso sim, anuiu ele.
A simpatia não ficou por ali, aceitou o charuto oferecido.
-Para onde vais, Dina? -Deixa-nos numa paragem de autocarros.
A negociação continuou tendo Dina, por fim, aceite que os deixassem no Centro Comercial. A volta decorreu sem o entusiasmo da ida. Antes de os deixar Guta cedeu-lhes o número do telemóvel. A ela fez-lhe prometer que lhe ligaria; a ele que aceitava os préstimos. Iria ver do que precisava que depois lhe diria.
Com isto se despediram. Guta viu-os serem engolidos pela pequena multidão que entrava e saía do centro comercial.
Ficou-lhe a imagem dele mochila dela a tiracolo e a dela apoiada no braço dele.
Tempos a tempos lá vinha aquela conversa: –Não imaginas o que é andar de sapatos apertados. Mal disposto e rezingão, o velho é uma seca. Por acaso sinto hoje os pés um pouco apalpados.
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Em 42 anos de “Estado Novo”, impôs-se um regime que foi do forte para o fraco, assente em representação corporativa, que se auto definia como integral. Inspirado no exemplo de severidade, castidade e austeridade de um tio Botas, difuso ou oculto mas constantemente presente ladeando o crucifixo na mais modesta sala de aulas em remota escola de aldeia, repartição publica e muita casa de bons chefes de família, cedo se estruturou na ideia de que o pensar demais é perigoso e censurável. Deus, Pátria e Autoridade e não só; Fado, Fátima e Futebol, foram elos de união de um Portugal uno, do Minho a Timor, orgulhosamente só, ao arrepio das moderneiras conceptuais de mascarada autodeterminação, dependente de imperiais ursos apreciadores de carne infantil pela fresquinha, como se dizia.
O Botas, Botinhas para os mais afectivos, entregou-se por inteiro à grei e em concordata mão dada com a celeste cerejeira. Sacrificando-se, prescindiu do fácil obedecer reservando para si o duro mandar, felizmente reconhecido em espontâneas manifestações, planeadas e organizadas criteriosamente, no mínimo três vezes ao ano: 28 de Maio, 10 de Junho e 1º de Dezembro, acontecimentos abrilhantados por uma legião de portugueses convictos e por: castrenses, bombeiros, ranchos folclóricos, alvos e atléticos ginastas, juventude portuguesa, comovente, cantando e rindo, compenetrada. A vontade inquebrantável do Botas profusa e subtilmente apoiada no senil SNI, orquestrava uma imprensa controlada a lápis azul, pondo na ordem espertezas saloias de atrevidos e tresmalhados cronistas. Para os demais PIDE se refilares. Foi assim por muitos e felizes anos não fora um incidente de percurso o ter estatelado no chão, por traição de uma fiel cadeira. Mas, os deuses põe e dispõe.
Uma primaveril época se anunciava com cativantes piscadelas de olho à esquerda e viragens à direita Os ecos de Maio de 68 não tardaram a chegar a Coimbra onde o negar de estender de capas à passagem de Deus Thomaz são ecos que, ao que parece, não perduraram na memória colectiva. Assim a crise académica lá vai! Fica aqui a crise em imagens.
Mas não foi só, depois: A 22 de Fevereiro de 1974 - É publicado o livro Portugal e o Futuro, do General António de Spínola, defendendo o fim da Guerra Colonial e a liberalização do regime. 14 de Março - O Governo demite os Generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Chefe e Vice-Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, alegando falta de comparência na cerimónia de solidariedade com o regime, levada a cabo pelos três ramos das Forças Armadas. 16 de Março - Tentativa de golpe militar contra o regime. Só o Regimento de Infantaria 5 das Caldas da Rainha marcha sobre Lisboa. O golpe falhou. São presos cerca de 200 militares.
Depois foi o que já sabem em reformas que não chegaram a reformar nada que o salvasse, o regime caiu gasto de velho, ao som de canções de protesto e de baionetas de cravos, beijos e abraços.
11 de Março 25 de Novembro Gaveta com o Socialismo Europa dos doze ou do quarteirão O 25 de Abril, apresta-se. Discursos de circunstância, disputas de lugares no palanque, musicas aqui e além promovidas por Municípios e colectividades, servirão de pano de fundo para a comemoração.
Há muitos anos, vi um velho democrata pôr no devido lugar um arrivista que ainda não tinha despido completamente a camisa de legionário e se preparava para colar ao 25 de Abril, afirmar para espanto de uma multidão em estreia absoluta da liberdade de expressão:
A DEMOCRACIA TEM LIMITES. NELA SÓ CABEM OS DEMOCRATAS.
Foi um escândalo, a liberdade estava na rua, há menos de 72 horas.
72 meses depois (1980) Diogo Freitas do Amaral sucede a Francisco Sá Carneiro, vitimado num desastre de avião em Camarate, cujas causas estão por esclarecer.
Não imagino o que se passará daqui a 72 anos. Teremos o Castelo da Pena e o Palácio de Sintra com “Bandeira Azul”, face ao aquecimento global do planeta? Espanha terá sido anexada a Portugal? Pertenceremos à União dos Estados Unidos da Europa-Magreb-Médio-Oriente, gozando de uma agradável prosperidade sob a liderança de Israel?
Há 72 anos, 28 de Janeiro - A Islândia tornou-se o primeiro país do mundo a legalizar o aborto. Nós andamos aos papeis no que a isso respeita!
Hoje há pessoas que utilizam a razão da força para imporem ideias próprias e com marginal acolhimento. Consideram-se seres superiores e iluminados com o direito de tutelar consciências e vontades. Estranhamente essas pessoas têm lugar dentro do sistema democrático, mas, um país governado por uma alternância socialista / social-democrata, tolera o que me parece intolerável e maltrata os seus pares com assento no parlamento rotulando-os de “esquerda não democrática”.
De olho no plasma e no hall, lá estava ele ainda não era uma, o olhar periférico confirmava que se estava em dia não. Ou o gagêdo perdera o medo à chuva, ou já gastara o ordenado. Ainda não batia a uma e já se anunciavam as notícias: Bomba aqui, bomba acolá e por cá também, cum canudo! Começaram a juntar-se pessoas à volta do ecrã, os comentários cruzavam-se, entre tipos que jamais se falariam; as emoções afloravam, era altura de bazar, queria lá saber se o gajo tinha ou não tinha canudo, ala que se faz tarde. Pouco esperou para as ver aparecer. Guta desculpou-se pelo ligeiro atraso, Dina rindo-se: -Não é nada a que não estejas habituado, não é? Olhou-as, acabando por rir com vontade, ao ler a piscadela de olho, em jeito de autocrítica. Ao onde vamos de Guta, Dina de pronto sugeriu o Madeirense, bem acolhido pela anfitriã. -Gosta de espetada? -Se gosta! Disse Dina, em nova risada. -Gosto, disse ele, mais do que divertido, agradado com a boa disposição da amiga. Voltava a ser a velha Dina, maliciosa e provocadora. Dina enfiou-lhe o braço e arrastou-o em direcção às escadas, ele resistindo, apontou-lhe o caminho certo, na direcção contrária: -É lá em cima. – Não é não, teimou ela. Deixando-se arrastar, meio confuso, lá foi ele no meio das duas em direcção ao parque, até que o esclareceram que o Madeirense era outro.
Apalpou os estofos de coiro mirando o espelho retrovisor onde se reflectiam uns olhos agradáveis, emoldurados por um cabelo despretensiosamente arranjado. Deixou-se embalar no movimento do carro e nos doces cheiros que o envolviam: o perfume dela, discreto, assomava ao de carro novo. O tagarelar delas era uma trilha sonora perfeita para o desenrolar da paisagem que fugia e se ia transformando de candeeiros em arvores e por fim em Tejo com a outra margem por fundo, até se deterem junto a um restaurante que prolongava até ao passeio um esmerado toldo. Sentiu-se desolado pelo término da viagem, como se despertasse de um sonho agradável. O porteiro abriu-lhes a porta, cumprimetou cerimoniosamente Guta, observou Dina e lançou-lhe um olhar reservado e de suspeição. d'aqui
Até chegarem à mesa, de mão em mão, passaram por mais dois empregados. Guta recusou a mesa que lhe sugeriram e escolheu uma ao pé da janela. Ia a sentar-se mas foi sustido pela mão de Dina, o empregado ajeitava a cadeira a Guta, e ele, por sua vez, resolveu fazer de criado, ajudando Dina a sentar-se; ficou na dúvida se era isso que deveria ter feito, sentando-se por sua vez. Ao aproximar-se outro empregado com os cardápios encadernados em couro bordeau, Guta atalhou encomendando três espetadas, acompanhadas de legumes. Ao rapaz coube iniciar um incontido calculo mental tendente a apurar se umas batatitas estariam ou não incluídas na tal categoria de legumes. Assim começava uma guerra que travou estoicamente, em duras batalhas: a dos copos e a dos talheres à qual se juntaram pequenas escaramuças como a do guardanapo. A tudo respondeu à altura graças à estratégia adoptada, e de acordo com os ensinamentos da velha que tanto o chateou em miúdo: “Nota bem, antes de tocares no que quer que seja espera que eu o faça e depois faz como eu.” Ainda parecia que a estava a ver mas o que é certo é que deu resultado, um resultadão! d'aqui
Não estava preparado era para a escolha do vinho, mas porra, pensou ele, Quinta da Bacalhoa, 60 €!, não há-de ser mau e deve embebedar com certeza. Venha ele, que a gaja não deve ter comprado o Audi a prestações. Olhou para ela a ver se lhe tinha dado o treco, mas recebeu um sorriso com o: -Não poderia ter escolhido melhor.
Soubesse eu disto e na verdade tinha posto o rapaz a escolher um de 120, mas andemos que não tarda, faz-se tarde, e cá pra mim isto já começa a chatear. Pessoal quem quiser salte aqui mas eu tenho que continuar.
Engoliu em seco e pensou nos nove euros que tinha no bolso porque aos vinte bem dobradinhos não queria fazer contas. Provou o vinho e acenou com a cabeça. O que ele queria dizer nem eu sei mas temo que não fosse nada abonatório ao princípio da relação qualidade-preço. Começaram então a servir uns pratinhos entre os quais estavam uns rissóis que não passavam em qualquer outro lado. Lá bons eram eles mas com um tamanhinho daqueles nem ao diabo dum forreta passaria pela cabeça fazê-los. Lá no bairro seria motivo para protestos ainda que a um terço da tabela os tentassem impingir. Lá foi morfando o que lhe parecia a si caber, acabando por se estender ao que em consciência não lhe competia, colhendo proveito do cuidado que Guta tinha com as anquinhas e da manifesta falta de apetite da Dina.
d'aqui Já havia varrido o que se apresentara na mesa, à excepção claro, de umas iguarias que a vergonha e o instinto de decência aconselham, quando chegaram, com pompa e circunstancia, os três estranhos cabides de ferro, donde pendiam nacos de carne à mistura com pimentos e cebola, escorrentes em apoteótica alegria de um molho que largava um cheirinho, capaz de fazer um homem esquecer-se de uma gaja boa. Serviu-se com a delicadeza que a circunstancia pedia, levou o primeiro pedaço à boca, semicerrou os olhos deliciado em êxtase... quando se apercebeu que Guta o interpelava. -Está a gostar? -Porra, saiu-lhe, d’isto? Mas isto, isto... é uma prova da existência de Deus!
Vem isto a propósito do Sr. Zé, homem escorreito com um par de pernas que dá para duas meias maratonas, olhar ora meigo ora acutilante, de fácil verve e voz torniturante, surdo como dama honrada que se preze e quando convem. Quiz o destino que, o Sr. Engº Zé, sucedesse nos destinos da nação a figura apreciadora da noite e de agradavel convivio mormente com gentes da linha. Merecedor de risos tipo katespero, naufragou prematuramente com as suas santanetes.
O povo, Portugal, suspirou de alivio em maioria. E o bom do Zé vai de dar nele. Humildemente começou por pedir desculpa e confessar a sua ignorancia acerca do estado da nação. Tivessemos paciencia, que afinal as coisas não iam ser exactamente como tinha dito porque, para nosso bem, era neceessario aumentar umas coisitas. Se bem o disse melhor fez, aumentou: os impostos, taxas moderadoras, idade de reforma, o número de colaboradores do seu gabinete, é um aumentar a olhos vistos. Perdão. Justiça seja feita que na inversa diminui: o número de servidores do estado, regalias sociais, direitos laborais e outras coisas que tais ou tal, não sei bem, para meu mal.
Tudo na boa em Lisboa, até ao dia em que terramoto gerado pelo choque entre comadres, com epicentro localizdo lá para os lados da Independente e réplicas configuradas em diamantes, boas e más acções, reuniões, demissões e nomeações, com encontrões á mistura, pontapés nas portas, pelo meio de bocas tortas, de tudo houve um pouco. Tal desastre, cá para mim, tem exactamente o mesmo resultado que o bater de asas de uma borboleta no outro lado do globo, pode redundar em catástrofe ou não dar em nada que é o mais certo.
Acontece porém, que os OCS – orgãos de comunicação social – ávidos de mexer em porcarias que vendem bem o seu mister, se põe para aqui e agora a meter a mão em coisas que não interessam a ninguém, a não ser aos que nada mais têm para fazer. E por onde passam eles? Pois é! Exactamente pelo produto final dos serviços prestados pela Universidade Independente, sem aterem ao prejuízo que isso possa acarretar para terceiros.
Mas calma, isto não é regabofe e o Sr Zé, licenciado em engenharia, como agora consta no up-date do sítio governamental, de acordo com a ordem da ordem, atento às conveniencias da situação, logo tranquiliza a nação, com aviso à navegação: Os alunos da Universidade Independente não serão lesados por qualquer erro de ordem administrativa da responsabilidade da universidade, por esta, eventualmente (?), cometido. E quem são esses alunos seu Zé? Parabéns sô Zé que pelo jus faz ao nome que carrega, o Zé-povinho está-lhe agradecido e orgulhoso por não lhe desfeitear a esperteza.
A conversa não era para ele e dali não levava nada, mas jogo para situações destas tinha ele de sobra. -Vou dar uma volta, já nos vemos por aí. Era bom não era? Qual quê! -Desculpe o nosso entusiasmo, mas não nos víamos há… Vai para seis anos, não é Dina? -Mais ou menos, sim, seis ou sete. -Esperamos aqui por si, depois podíamos ir almoçar juntos. Não fosse a Dina e bem podia a “madama” esperar, e quanto ao almoçar já não lhe restava mais que nove euros e o tabaco a chegar ao fim. -Eu não almoço, disse Dina. -E eu desculpem, tenho qu’ir à casa de banho, rematou como um cheque-mate. -Então… é meio dia e meio, encontramo-nos ali no hall à uma. Assim mesmo. Disse, aprovou e promulgou, sem consulta prévia, estava publicado, acrescentando: -São meus convidados. Olhou para Dina, e pelo encolher de ombros e sorriso, convenceu-se que assim seria, pelo que se pôs a andar, decidido a não voltar, caso razões de ordem profissional o impedissem, mas o que é certo é que a crise a todos toca; bateu perfumarias e sapatarias resignando-se, pois o gagêdo como o peixe, dá quando dá, assim lhe ensinara o Tio João, com a infeliz coincidência de tanto não dar nada, como para de repente desatar a dar, não tendo um homem mãos a medir nem meio de conservar todo o bem que bem poderia apanhar.
Assim se perdia o rapaz em recordações. O tio João! Por onde andaria agora? Merda p’rá política, que acabara para os pôr chateados, quando até lá tinham sido unha com carne. O sacana que não tinha onde cair morto e havia de teimar em defender o dono da fábrica, para no fim levar um grandessíssimo pontapé no cú. Acontecimentos destes levam a grandes zangas na vida, como foi o caso da cisão com o seu tio João, somente quinze anos mais velho, pessoa de quem muito gostava e a quem devia a primeira ida às putas. Gajo porreiro, não deixava de ser burro e naturalmente teimoso, pelo que cismava que à porta da missa é que era, e ele, já em processo avançado de auto determinação, clarividente, apontava para os portões das universidades. Mas não há cisão que não dê em coligação, esta é que é a verdade, como atesta o seu caso, mas eu conto: Quiz o acaso que, altas horas da noite, subindo ele o jardim de Entre-Campos visse um estranho acampamento armado no relvado da universidade, onde à volta de uma fogueira, pouco mais de uma dúzia de vultos, com cobertores pela cabeça, levavam até ele os ecos de conversa e risos,
Eu ouvi um passarinho às quatro da madrugada, Cantando lindas cantigas à porta da sua amada.
Ao ouvir cantar tão bem a sua amada chorou. Às quatro da madrugada o passarinho cantou.
foi o bastante para arrepiar caminho para melhor ver de perto e, na verdade vos digo, que em boa hora o fez pois em menos de um esfregar de olhos já estava de caneca de café na mão, embrulhado em cobertor que tinha que dar para dois, acrescentando ao repertório:
Alentejo quando canta, vê quebrada a solidão; traz a alma na garganta e o sonho no coração.
Alentejo, terra rasa, toda coberta de pão; a sua espiga doirada lembra mãos em oração.
Que insistisse o Tio João nas esperas à porta da igreja porque... bem, o resto não cabe nesta história que a ela me tenho de remeter disciplinadamente, sem me deixar arrastar pelos pensamentos do rapaz, esclarecendo contudo que o facto de o cobertor ser partilhado com uma pombinha chamada Dina, não é de todo despiciendo, ficando ainda registado que estavam lançadas as bases de uma futura coligação entre soldados e uma proeminente figura, quadro estreitamente ligado a um educador da classe operaria.
Inútil por já ter acontecido, fica contudo aqui registado como forma de agradecimento a quem muito prezo, pelo convite e também como conselho a que não percam se tiverem oportunidade de ver esta belíssima homenagem, prestada pelos seus inúmeros amigos, em jeito de documentário.
Data 04 Abr. Horário 21h30
Local / Locais Auditório Municipal Fernando Lopes Graça
Descrição Nascido em 1913 no Rio de Janeiro, Vinícius de Moraes testemunhou e foi personagem de uma série de transformações na cidade, tendo criado para si um dos percursos mais relevantes da cultura brasileira no século XX. Com Maria Bethânia e Gilberto Gil Realização: Miguel Faria Jr. Documentário / Musical
Organização Câmara Municipal de AlmadaAuditório Municipal Fernando Lopes Graça
-Pagas-me um café? Voltou-se e deu com um sorriso de olhos marcados por velhas e novas rugas, num rosto conhecido. Levantou-se de um salto ao reconhece-la, pelo sorriso retorcido meio terno meio trocista. -Dina! Cum caneco! Foi buscar um tamborete e fê-la sentar-se na mesa alta. -Conta-me, fala-me de ti. Como resposta recebeu um poisar de mão no seu braço e um prolongado baixar de cabeça que revelou o despontar branco dos cabelos que espreitavam sob a última pintura.Com algum constrangimento afagou-lhe a mão e por fim ousou levantar-lha a cabeça que foi cedendo para revelar um olhar húmido e quente. -E um café que tomas? Perguntou para quebrar o silêncio. Obteve um “carioca” cavo que lhe permitiu levantar-se. Do balcão observou-a: ar distante, queixo apoiado no polegar; achou-a mais magra, bela na sua tez morena, um moreno estranho que logo atribuiu à iluminação. Voltou para a mesa e colocou-lhe o café e um bolo de arroz á sua frente. –Ainda te lembras! Disse agradecida. -Dos teus gostos… muito mais do que julgas! Dina atirou-se ao bolo com vontade mas não passou de meio, entregando-se ao beberricar do café. O silêncio instalou-se de novo, Dina sem cerimónias serviu-se de um cigarro -Não comes o resto? Disse levando a mão ao bolo. Como resposta viu, atónito, Dina levar a mão ao bolo e esfrangalha-lo e ao seu manifesto espanto dizer: -Pareceu-me estragado. -Estragado, um bolo sem creme? -Vamos dar uma volta por aí? Disse levantando-se e agarrando na mochila outrora preta. Vamos, disse ele tirando-lha das mãos. Foram pelos corredores quase vazios e um pouco mais à frente detiveram-se na zona dos livros. Dina deambulando familiarmente pelos escaparates, ele seguindo-a a esmo. Dina aqui e acolá pegava, folheava e voltava a depositar livro após livro. Assim passaram de secção em secção, por fim Dina recolheu um “Corto Maltese” e refugiou-se num banco. Ele, por sua vez, sentou-se noutro ao lado e encostado a uma coluna observou-a. Dina ia lendo atenta sendo-lhe possível, de certa forma, acompanhar a história pela mudança de expressões de Dina; assim esteve deliciado até se aperceber que o livro ia descaindo sobre o magro peito enquanto Dina cerrava os olhos. Para ali ficou vendo-a, acabando por perceber, pelo suave movimento do livro, que adormecera. O seu tom de pele já não era o mesmo de outrora; apresentava-se mais amarelado, nada que uns dias de praia não corrigiriam, agora que o sol viera para ficar, pensou ele.
Focou a sua atenção na silhueta feminina que aparecera no extremo do corredor.
Elegante, bem arranjada, aproximava-se quase segura até se aperceber da sua presença. Sumiu-se por uma das secções reaparecendo pouco depois. Do limiar do corredor observou-o primeiro a ele e depois Dina; detectou-lhe uma reacção de desagrado ou reprovação enquanto caminhava na direcção deles. Ao passar por Dina olhou-a ostensivamente, parou mesmo, ficando a observa-la atentamente. Viu-a hesitar e sentar-se suavemente no extremo do banco onde Dina repousava. Dina abriu os olhos, sacudiu a cabeça, concentrou o olhar incrédula e, para seu espanto, viu as duas abraçarem-se. Assim ficaram por um momento, ao apartarem-se Dina tinha a mão livre tomada por umas mãos bem arranjadas. Irritou-o o riso em que as duas se envolveram, sentiu-se a mais, mais uma vez, levantou-se incomodado sem saber bem o que fazer, decidiu bater em retirada, mas não teve hipótese, Dina pressentiu a sua reacção, levantou-se dizendo alegremente: -Guta, quero apresentar-te um velho amigo. Aproximou-se, declinou o seu nome arrevesado, recebendo em troca uma mão, de costas para cima, meio morta, e um “encantada” que não correspondia, nada, nadinha, à sua expressão. Avaliou-lhe os anéis e afinfou-lhe com um aperto de mão que a fez fazer uma ligeira genuflexão, acompanhada de um risinho nervoso.
***
Garota de Ipanema
Olha que coisa mais linda Mais cheia de graça é ela menina, que vem e que passa Num doce balanço a caminho do mar
Moça do corpo dourado Do sol de Ipanema O seu balançado é mais que um poema é a coisa mais linda que já vi passar
Ai! Como estou tão sozinho Ai! Como tudo é tão triste Ai! A beleza que existe A beleza que não é só minha E também passa sozinha
Ai! Se ela soubesse que quando ela passa O mundo interinho se enche de graça E fica mais lindo por causa do amor Só por causa do amor...
Bonito serviço! O serviço público prestado pela RTP -Rádio Televisão PORTUGUESA- vincadamente referido como um jogo, uma brincadeira, dignifica quem e o quê?
Independentemente do estímulo de que possa servir o resultado desta dita brincadeira, para uma franja saudosista e veneradora de um ditador, servirá também de aviso à navegação dos políticos responsáveis pelo descrédito do regime democrático.
Lamento dizer, mas o assalto ao poder através de programas eleitorais não implementados, é tão infame como um golpe militar, talvez ainda mais, porque é torpe.
Reconhecer que não se está a cumprir o programa eleitoral por antecipadamente se desconhecer o estado da Nação é revelador de falta de capacidade para governar. No mínimo, nesta situação, o vencedor deveria preparar de imediato um novo sufrágio remetendo-se a GOVERNO DE TRANSIÇÃO, anunciando a verdadeira situação do país e as medidas necessárias para a resolver.
Sei que sou ingénuo, lorpa até, mas é isto que penso.
Olhou para o relógio antes de o afivelar no pulso. Tinha bastante tempo a bicha, desculpem, a fila só se começaria a desfazer depois das dez. Hesitou* Exitou na eau-de-toillete, preteriu a Hugh Boss que lhe ofereceram lá na empresa, só pelo Boss obviamente estúpido, optou pela Chevalier D’Orsay que o distinguia dos aromas disseminados por qualquer centro comercial. Com a gravata decidiu-se de imediato pela de seda suíça, estampada em tons rosa velho e lilás foncé, com discretas inserções de miró; alguns achariam um pouco desadequado mas tinha criado um património de credibilidade que lhe permitia subtis desvios, diga-se de passagem, que eram prontamente objecto de tentativa de cópia do Araújo Collaço, sacana de advogado caneco. Por momentos, perdeu-se em pensamentos, à volta do Collaço, por quem nutria um ódio de estimação que vinha mantendo, deste os tempos de faculdade, nas velhas RIA’s. O sacana do MR-dum-caneco, como era conhecido, boa luta então lhe dava! Engraçado era como o bastardo, soubera fazer-se à vida, agora colado ao poder, sem muito se cmprometer. Viesse o governo que viesse, o “caneco” estava sempre na maior, e era isso exactamente que o tornava útil, quase imprescindível, lá na empresa. Despertou destes pensamentos e acabou de se arranjar: colocou os suspensórios, vestiu o casaco e deu uma ultima mirada ao espelho, aproveitando para ajeitar o cabelo. Enquanto descia as escadas, pensou que deveria reforçar o programa no ginásio pois, ou muito se enganava ou estava a ficar menos tónico. Decidiu também que os sábados ficariam destinados ao ténis, o golf ficava reduzido aos domingos. Chegado á sala de jantar, cumprimentou com um beijo na testa a mulher e jovialmente sem olhar para ela: -Bom dia Guta, dormiu bem? Sentou-se e procedeu ao trivial pequeno almoço: Torrada com ligeiro doce + sumo de laranja + Jornal Económico. –Desculpa, disse ele levantando os olhos para a mulher quando se apercebeu que dizia qualquer coisa. -Como quer fazer? -Fazer, o quê, amor? -Levamos os dois carros? -Não querida, vou consigo no seu. O motorista leva o Volvo directamente para a assistência e nós podemos ir pela Marginal. Acha bem? -Perfeito querido.
Saíram com o pequeno Audi 4 pelos portões de ferro forjado que se abriram automaticamente, ela sorriu ao leve apertar de joelho. Contornaram a o Forte da Cidadela, passaram pelo mercado, estação, Jumbo e só a partir daí o trânsito começou a fluir. Gustavo ligou o rádio,
Guta colocou os óculos de sol, reclinou ligeiramente o encosto, virou a cabeça para a janela recebendo o sol morno do meio da manhã.
No parque de estacionamento, declinou o amável convite para subir. -Então o que vai fazer? -Sinceramente… não sei, apetece-me fazer qualquer coisa de diferente. -Não quer almoçar comigo? -Obrigada querido, mas sei que os seus almoços são trabalho. -De facto… Não tenho nada na agenda mas não me admirava se me encaixarem qualquer coisa à última da hora. Trocaram de lugares, antes de fechar a porta, curvado Gustavo beijou-a suavemente nos lábios, apertou-lhe com o nó dos dedos a face, disse-lhe adeus sorrindo –Porte-se bem e dirigiu-se para os elevadores.
Guta subiu a rampa sentindo-se encadeada pela luz do dia. Gustavo saiu no décimo primeiro piso, dirigiu-se para o seu gabinete respondendo aos cumprimentos, abriu a porta onde uma discreta chapa de cobre indicava:
Engº Gustavo Miranda de Azevedo Director Geral
Foi até à secretária sem naquele dia reparar no verde de Monsanto nem no azul do Tejo. Guta foi conduzindo pela cidade, desceu a Calçada de Campolide, passou pela Praça de Espanha, perdeu-se em pensamentos e viu-se na 2ª circular estranhamente perdida. Parou no parque de estacionamento exterior. Quando ali entrou, pela segunda vez, interrogou-se se estaria bem pois abominava Centros Comerciais. Eram quase 11:30.
*Hesitou - Emendado por Toix, fica aqui para minha vergonha.
Passou pelo elevador com a porta rebentada mas compensado com as múltiplas grafitagens. Pensou lá para com ele – os chavalecos não podem ir longe, só pá veia é o que é – desceu os lances de escada evitando pisar o lixo acumulado que aumentava à medida que descia. Ao sair do prédio sacou dos persol, levou a mão ao bolso e verificou o dinheiro; apartou a nota de vinte que conquistara na véspera colocando-a no bolsito que o sinto protegia, e o resto – doze oiritos – enfiou-os no bolso de trás, que à peida ninguém lhe ia.
Atalhou direito à paragem e acelerou o passo para apanhar o autocarro; esticou a mão ainda de costas, e deu uma pequena corrida, a porta abriu-se olhou para o condutor e decidiu mandá-lo seguir com um desculpe. Foi até à pastelaria que ficava do outro lado, esperou calmamente pela atenção da empregada que esfregava o tampo de inox, quando ela se resolveu a um olhar de soslaio, empurrou com um dedo os óculos para a testa e sussurrou: -Uma bica, baby. A tal de baby, sacou por sua vez do sorriso monalisa, e perguntou-lhe, -Como? Ao que ele mirando-lhe o decote respondeu –Hum… cheiinha baby, cheiinha, e levou a mão ao bolso de trás. –Pag’á casa. Arqueou as sobrancelhas e a baby continuou, -É pela ajuda que deu com o desatino do outro dia. – Há, isso! São uns putos porreiros, não a chateiam mais, obrigado. Pegou na bica e foi até uma mesa junto à janela para gozar o sol, pelo caminho arrebanhou os jornais do dia anterior; decidiu-se pelo Correio da Manhã para ver como paravam as modas, pois ouvira que tinha havido cegada no bairro ao lado. Beberricando e folheando acabou por desistir, não deu por qualquer notícia que se referisse à zona. Acendeu um cigarro e ignorou os movimentos da empregada que continuava a esfregadela na ponta do balcão mais próxima dele. Calculou o tempo decidindo que era melhor ir andando, ao sair levou mudo dois dedos em direcção a um possível chapéu e lá foi com o sentimento que tinha deixado um qualquer rasto atrás de si.
Não esperou muito na paragem, o autocarro parou sem ser preciso fazer sinal, cumprimentou o motorista ao entrar, passou pelo obliterador sem se deter e dirigiu-se para a porta de trás. Ao olhar que o condutor lhe deitou pelo espelho respondeu com um discreto acenar de mão que foi retribuído com um acenar de cabeça.
modelo do rapaz
em traje domingueiro
A viagem prosseguiu parando aqui e ali para troca de passageiros que se iam avolumando. Na avenida, em frente ao centro comercial o autocarro abrandou abrindo a porta pelo justo momento de ele saltar. Fê-lo com a elegância estudada, e assim foram às suas vidas.
A caminho do Centro Comercial foi programando a estratégia. Quase onze horas, ao passar pelo segurança decidiu começar por bater as professorinhas na livraria da Fnac. O sucesso era remoto mas o dia era longo e se alguma caísse sempre juntava o útil ao agradável.
Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito sempre chegar Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito sempre falar E nem a deixou só num canto, para seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar E cheios de ternura e graça foram para a praia e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos como não se ouvia mais Que todo mundo compreendeu E o dia amanheceu Em paz
A primavera veio para ficar! O calor desperta no sangue ardores, Os dias em constante alongar. Luz inimiga de clandestinos amores, Afinal o que há para festejar?