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sexta-feira, 6 de julho de 2007
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Depois não digam
XXIV Festival Internacional de Teatro de AlmadaO Festival Internacional de Teatro de Almada volta aos palcos do concelho, com uma programação de excelência. Horário e Local - Consultar horários especificos - Consultar programaçãoRomeu e Julieta
Autoria: Oskaras Koršunovas
Oskaras Koršunovas Theatre
Vilnius City Theatre
Lituânia
21.30h – Teatro Nacional D. Maria II, Sala Garrett, Lisboa
LÍQUIDO ou LIQUIDO?
Digo que sim, que não preciso mas que o estado blá blá blá blá, obrigado.
Olho para o dito e… 21% d’IVA lá cantam. Ganda negócio! Dei 1/5 ao estado, só? Parece-me que não, pelo menos é o que dizem as desgraçadas das gasolineiras. Será verdade? O recibo pelo menos nada diz sobre outras alcavalas. O Estado, é uma pessoa de bem, se assim fosse com certeza que diria: tanto para isto, e mais tanto para aquilo. Não diz, e se não diz, o gasolineiro é um ganda aldrabão que anda a encher o cu de dinheiro.
Tal como o tabaco e as bebidas.
E a BRISA mais as “PONTES”? Têm lá escarrapachado que se quiser recibo tenho que pedir! Porquê? Será decerto porque eles não fogem ao fisco, são pessoas de bem, não são com’ó galego das bifanas ou o merceeiro, estão acima da lei. Acima da lei com o consentimento do estado.
Até aqui tudo bem, só poderei ter suspeições esquizofrénicas de favorecimento, facilidades vá lá, o latino fechar de olhos, escandaloso ballet rose da economia que prenunciou uma queda de quarenta anos de poder musculado.
Agora a história é outra, assisto ao desenrolar de um thriller à maneira de transformer, ao ganhar de musculo de um governo que de promessa/esperança se proclama em messiânico salvador.É um sacar vilanagem! Atente-se ao posso quero e mando, por exemplo: Sobre a aquisição de um bem acresce o Imposto sobre as Viaturas (ISV), antigo Imposto Automóvel (IA), acresce também sobre esse bem o IVA, só que o IVA é cobrado sobre o bem e sobre o ISV, esperto, não é? Vamos lá a ver se a cambota não lhes sai pelo escape, como a esperteza pelo cú.
O clube dos super-heróis apalpa e avança de acordo com a estratégia de um resguardado guardião
-Fiat lux, diz socraticamente um Luxor, e algo corre mal, as trevas adensam-se:
Gonorreia de Campos salta para a ribalta, moderando o que não é moderável, tratando-nos competentemente da saúde como lhe não compete;
Milu Rodrigues dispara a sua teia ensinando e mal o que já estava esquecido, surgem bufas asquerosas por todo o lado, é tanto o tiro no pé que duvido que ainda lhe doa;
Teixeira dos Diabos lança maroscas linianas subindo IVAs, sobre taxando ao arrepio comunitário ;
Malino, qual camelo, não ota nem desota mas lança perdigotos além da bota, desertifica, desacredita-se.
Irrita-me que castos indignados se indignem com o direito à indignação, que se alterem as leis do jogo a meio dele, como é o caso das reformas, que à pala de uma gestão rigorosa se atirem para trabalho forçado pessoas doentes para morrerem agrilhoadas pela angústia a doenças terminais
Quando olho para o meu recibo de vencimento, vejo deduzido do chamado “ilíquido” uma substantiva quantia para o IRS, aposentação, assistência, e sei lá mais o quê. Depois aparece uma parcela a que chamam o ordenado “líquido”.
Ou será liquido porque rebento com ele em menos de um pau de fósforo?
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Vocês sabem lá
A Câmara é
a primeira a prevenir-se: instala franjas de fitas junto aos beirados e às resistentes envia brigadas de intervenção rápida, especialista em demolições, munidas de escadotes e longas varas; em meia hora pimba, ou pimba em meia hora, como preferirem, aqui “JAZ TÁ”, vão nidificar para o domínio privado. Quem saia à rua depois das oito não dá por nada, os mais madrugadores têm mais com que se entretrer.Ninho feito e ovos postos, criadas as ninhadas, andam por aí feitas tontas ao pôr-do-sol em voos desarrumados dando neles, mosquitos, melgas e afins. É uma meia hora diária de festival.
A alegria que é vê-las partir! Assim com se veem, vão-se, de repente.
Ainda não percebi bem como é. Há uma que deve piscar o olho e zut abalam, à uma. Pode ser que não, que seja resultado de uma combina pois a viagem é longa e algum atavio deve ser necessário. Este ano vou estar atento, se descobrir depois eu conto, o que é certo é que me perdi, o que eu queria era falar das pombinhas.
As pombinhas vêem-se quando as andorinhas se vão, ou melhor, vinham-se…
A reforma determina que este ano não se venham. Agora vir-se-ão só de três em três anos.
As jovens pombinhas chegavam cada uma do seu canto, para se instalarem lá no alto das casas, nos quentes sótãos alugados por um ano, quentes de verão frios de Inverno, não lhes tocam o coração. As locadoras, senhoras de apurado instinto maternal, invariavelmente lá deixam uma arca ou estendal que com elas partilham, dizem desinteressadamente, com a vantagem de assim saberem de algo que lhes falte ou moralmente lhes sobre, tenho duvidas na ordem.Aos poucos vão saindo, primeiro dos sótãos e depois das cascas para serem apreciadas pelos olhares voluptuosos dos maridos de virtuosas senhoras, intransigentes defensoras de missionárias posições, insuspeitas donas e senhoras de invioláveis pontos x, y, z e G.
de Graça Martins
Recordo com particular ternura um band
o que aqui há uns tempos se formou. Bando exemplarmente coeso, agiam em bloco, para onde uma iam as outras seguiam, sem temores cirandando por onde lhes apetecia, não se viam a sós senão por fugazes momentos e em transito , acabaram por ser designadas por MONOBLOCO. Ah monobloco! A saudade que tenho de vocês. Por onde andam?São assim os pássaros e as passarinhas.
*******
"O fotógrafo é médico pediatra em Videira-SC.Afirma ter duas paixões: a fotografia e motocicletas. Começou com uma velha Pentax K1000 no tempo da Faculdade, de modo "totalmente amador" (segundo suas palavras). Cita a frase de José Medeiros "fotografamos o que vemos e o que vemos depende do que somos", e considera suas fotos obras "entre o real e o virtual". Para conhecer mais trabalhos de Maurilio visite o site: http://www.photoblink.com/ppages.asp?authorID=1755"
terça-feira, 3 de julho de 2007
O tempo não abunda
estou tão feliz, maria!
sábado, 30 de junho de 2007
Não garanto
Viviam no maior T.zero que possam imaginar, open space. Ali dormiam, ali cagavam e foder era onde calhava se lhes apetecia.
Os putos, qual putos qual quê, os marmanjões, assim é que é, já na casa dos trinta, não descolavam e se a mãe não os enxotasse a esta hora ainda mamavam, e ao colo!
Bom, voltemos à felicidade. Não lhes faltava nada, esticavam a mão e era uma banana, uma toranja ou um mamão, por ali se bastavam dada a vantagem de serem vegetarianos. Atenção, só não valia maçãs pois havia a estranha superstição de que davam azar. Como abaixo refiro, fartei-me de investigar a razão de tal crença mas não consegui apurar com rigor científico que prezo e confesso copiar em estilo gesto e timbre até, ao Professor Hermano.
Desculpa, estava na felicidade, pois é. Nada lhes faltava. Eram tão felizes, tão felizes, que até chateava, pronto.
A mãe extremosa compensava uma certa dose de impaciência do marido que se vinha acentuando desde que após parir, fora acometida por um estranho humor que a levava a sopetar a manápula do parceiro quando este lhe afagava a bunda. Mais tarde, já todos tinham ido desta para melhor, passe a figura de estilo cujo nome não me ocorre, ah! eufemismo talvez, se veio a designar por depressão post-parto. Tenham paciência que me desvio, eu sei, falava de impaciência. A patriarcal impaciência acentuou-se desde quando ainda putos nas brincadeiras, os gaiatos brigavam.
Consta que as primeiras brigas aconteceram, um ainda mal andava, quando brincavam com um cágado em cima de uma enorme laje que por sinal viria muito mais tarde a ser utilizada como chapéu ou tampa numa anta, para uns, dólmen para outros. Foram crescendo e as putas das disputas não paravam, aumentavam até em baritonos berreiros com expressões que inventavam no momento e – cito Umbeto Eco, que sabe destas merdas para caralhos – viriam a dar origem à chamada linguagem venácula, que só uso informalmente e da qual nesta comunicação de cariz científico sou obrigado a abster-me.
-Ai é? Queres barraquinha! – dizia.
Dizia, levantava-se, pegava numa, ovelhinha, ia para trás de umas moitas. Voltava uns tempos depois com um sorriso nos lábios, olhar sereno de borrego, cara de anjo por inventar. A paz voltava; às provocações não ligava e quando a coisa era demais… lá pegava ele na ovelhinha e seguia para trás das moitas, até que um dia… es
tavam todos eles a dormir a sesta, cada qual debaixo do seu carvalho ("Quercus suber", para ser mais preciso), ouve-se um ganda e seco estrondo na sêca tarde que a Agosto corresponde no nosso calendário (mas que de tal forma não era designado, atentem ao facto onde espaço-temporalmente decorre a acção) que os faz dar um pinote para fora dos sonhos onde estavam alapados e alapardados, apardalados, sabiam lá com o cagaçoi que apanharam, altas chamas vêm eclodir das já referidas moitas e exangue a branca ovelhinha deitar a língua de fora para em seguida esticar um pernil.-Raios foi ele, malvado.
-Fui eu o quê! Raios de feitio, acalma-te que moitas há muitas.
-Fodeste-me a ovelha.
-Fodi a ovelha? Que é isso de foder?
-Ainda te fodo um dia, vais ver.
O pai passou-se. Virou costas largou um peido e foi pó rio. A mãe lá ficou agarrada à bronca e tentou acalmar a situação.
-Oh filho, não foi nada o teu irmão, garanto-te.
A mãe ciente da verdade mas atrapalhada, pois não queria dizer que até estava a dar de mamar ao mano, dada a nega que na véspera lhe dera… vocês sabem como é, adiante.
-Não foi meu filho, nós até estávamos ali a jogar à sardinha, não é? disse piscando o olho de soslaio para o outro.
-Ai é? Então foi o pai, não!

Deus? Quem é esse gajo disseram os manos olhando à volta.
-É um ser omnipotente, omnisciente, omnipresente e invisível disse ela para se desenrascar.
Treze dias mais tarde, numa discussão sobre um pássaro em que um teimava que era pêga e o outro que não, que era melro, nervos em franja, sem moitas nem ovelhinha que o acalmasse, rapa do já citado cágado, eleva-o a duas mãos sobre a cabeça enquanto o voltava de papo para o céu e em movimento uniformemente acelerado, ZUMBA, afinfou-o pelo fraterno ocipital.
Lingua de fora, seguiu-se o esticar de pernil, pois Abel não era lá muito criativo.
A Caim, coitado, os pais mandaram-no para o cabrão do corno de África, não houve então Deus que lhe valesse.
Construção / Deus lhe pague
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Deus Lhe Pague
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer, e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pelo prazer de chorar e pelo "estamos aí"
Pela piada no bar e o futebol pra aplaudir
Um crime pra comentar e um samba pra distrair
Deus lhe pague
Por essa praia, essa saia, pelas mulheres daqui
O amor malfeito depressa, fazer a barba e partir
Pelo domingo que é lindo, novela, missa e gibi
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes, pingentes, que a gente tem que cair
Deus lhe pague
Por mais um dia, agonia, pra suportar e assistir
Pelo rangido dos dentes, pela cidade a zunir
E pelo grito demente que nos ajuda a fugir
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas-bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague
domingo, 24 de junho de 2007
Empoleirado olho a rua deserta na frescura da manhã, esperando que venhas. O prédio em frente todo ele dorme, sei que virás.O tempo passa e com ele vai passando devagar um carro ainda com as luzes acesas, aposto que vai em frente mas afinal vira à direita, outro virá. Lá vem um preto em passo aparentemente apressado, metendo a fralda para dentro, abranda e acaba por parar nas montras daquela loja, a minha loja preferida que se esconde debaixo das arcadas que só me deixam ver-lhe um pouquinho dela. Chamo-o: Hei, psst. Olha, para todo o lado e desiste, de novo: Hei, psst, de novo olha. Hei, psst , hei! agora olha na minha direcção. Aceno-lhe e ele ri branco no meio do negro e afasta-se. Hei, psst., hei, psst. Já não me liga, fica o tempo a passar.
Assomarás por aquela esquina montado na bicicleta, depois descerei pela mão da minha avó e então iremos, já não sei para onde, para a praia talvez.
sábado, 23 de junho de 2007
recuando por ruas e praças
O sol queima, a multidão em torno de turcos e tachos entre miras e ustedes parece buscar o pote de ouro no final de um arco-íris, a suposta alegria de um dia de férias não se conforma com o fervilhar de um euro pelas alminhas; estranha forma de vida. Por cima do vespeiro insinuam-se sons em crescendo com os passos que se dá até que nos depararmos com eles, sós na multidão de ferramentas na mão, alheios aos que passam, face a face, atacam a um gesto de olhar ou decidido avançar de queixo, alheios à moeda que por vezes tomba na caixa da guitarra.

As mãos percorrem a escala, não mais a esquecerei.
***
Abandonada a lancha, meia dúzia aqui, outra acolá são despejados em pensões de ruelas escuras, abandonadas as malas em apertados quartos, partem à descoberta. S. Marcos deserta no sol-posto de Maio, arcadas e longínquo som mistério revela-se sob o arco fronteiro. Prendem-se diante do corpo que se move ondulante. Trocam palavras em surdina tocados pela magia dos cheiros luz e som; acabou, o silêncio instala-se mas fica a magia do carinho com que passa o lenço pelas cordas; não sei quem avança e deposita umas liras na caixa, os outros seguem-lhe o exemplo, ela mais desinibida presenteia-o, in english, com uns elogios, ele devolve com um sorriso e um OBRIGADO.
Segue-se uma noite de alegria, de muitos copos, corpos e promessas não cumpridas.
sexta-feira, 22 de junho de 2007
Cantiga de Amigo
Nem um poema nem um verso nem um canto
tudo raso de ausência tudo liso de espanto
e nem Camões Virgílio Shelley Dante
o meu amigo está longe
e a distância é bastante.
Nem um som nem um grito nem um ai
tudo calado todos sem mãe nem pai
Ah não Camões Virgílio Shelley Dante!
o meu amigo está longe
e a tristeza é bastante.
Nada a não ser este silêncio tenso
que faz do amor sozinho o amor imenso.
Calai Camões Virgílio Shelley Dante:
e a saudade é bastante!
quinta-feira, 21 de junho de 2007
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Está a querer ir embora.
O tempo pára, rola ao contrário, desenrolam-se imagens difusas, sorrisos, olhares, gestos, carícias.
Voo ao seu encontro, afinal ainda está. Perscruto-lhe os olhos, é mentira, ainda quer ficar. Vai ficar, vai ficar, vai ficar.
Desculpem, vou ali só dar-lhe a mão, devolver-lhe mil carícias e ternuras.
Quando voltar eu aviso.
sábado, 16 de junho de 2007
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Já não phalo dum Zippo
Põe-se aqui o ser e o querer ser.
É-se o que s’é e temos que aprender a viver com isso, conformar-me, pôr-me dentro da “fôrma”, na “fórma” alinhadinho por mim mesmo.
Gostaria de ser homem de amores mas sou de paixões. Sinceramente não sei bem qual é a diferença. Dava-me jeito que fossem a mesma coisa mas algo me diz que o amor é permanente e a paixão…
A paixão será uma forma de amar só que… (?)
Será que o amor é como os isqueiros que se vão alimentando de gás e renovando a pedra por maneira a ter sempre a chama à mão, e a paixão é como o fósforo – combustão rápida, perecível? Um e outro são sensíveis a ventos e devem ser deles protegidos. Confortava-me a ideia que apaixonado é o ser com a capacidade de amar muito, muitas vezes.
Pois é gostava de ser um Ronson mas qual quê! nem um Dupond ou até um Zippo, sou. Contentar-me-ei com o ser uma caixa de fósforos. A porra é que mais de metade deles já lá vão e a lixa está pó lixadito.
continha quarenta amorfos
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor
Pois é , pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira
Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso
Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a máscara sufocante
Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Separar de águas
Nuno está acusado como autor de crime de corrupção, nada mais que isso, presume-se por isso que é inocente.
Não há no activo da direcção desportiva de um clube alguém que se lhe compare pelos sucessos obtidos a nível nacional e internacional, nada mais que isso, o que não o torna impune face à lei em qualquer circunstância.
Presumindo a inocência de Nuno, admira-me que não seja ele o primeiro a regozijar-se pelo facto de estar a ser investigado, pois só a ilibação o limpará definitivamente de qualquer suspeição. Note-se que Nuno não tem que provar a sua inocência, é ao Ministério Público que compete provar a sua culpa. Se por acaso este caso culminar com uma absolvição por qualquer recurso a expedientes processuais, isso significará que Nuno é inocente?
A meu ver será difícil provar a sua culpa, pois no léxico comum, fruta e puta, são coisas diferentes. No telefonema escutado até pode ter sido utilizada uma comunicação criptada, mas isso terá de ser provado.
Este processo é reaberto a partir do conteúdo do livro de Catarina Salgado que, como é sabido, o publicou movida por despeito e provavelmente por conflitos de interesses materiais, o que não é propriamente um acto de grande nobreza.
Bom, mas as águas que eu quero separar, nem são bem estas, o que eu gostaria de separar verdadeiramente é o que é de objectiva importância para o país, do que é acessório. Infelizmente o futebol avançou muito para além do que deveria ter ido, de tal maneira que não há politico, que se preze de não ser anjinho, que não avalie muito calculistamente o que é que pode ganhar com ele, com o mundo do futebol.
Isto leva-nos a um problema, como é que funciona o “SISTEMA” de que há muito não ouço falar? Sabendo que em todos os clubes há gente que milita em todos os partidos, como é que funciona o “SISTEMA”? Confesso-vos que não sei. Na escola onde andei não havia essa cadeira, mas se perguntarem à Sra. D. Carolina Salgado, que é de outra escola, ela de certeza que sabe.
Para me tranquilizar explico o fenómeno, arquivando o processo: o “SISTEMA” é como as “BRUXAS”, não acredito nele e nelas.
Até Mais Não Poder Ser
Bonito
Eu só quero acordar e ver o mundo bonito
Abrir os olhos e ver alguém bonito
Sorrindo até mais não poder ser
Contente
Quero dar cambalhotas no ar e estar contente
Fazer amor e gostar de toda a gente
Contente até mais não poder ser
A erva é mais verde do outro lado da montanha
E as estrelas parecem mais brilhantes
Nos arquipélagos do Sul
Há quem diga que a vida é mais fácil para lá de Espanha
E há quem goste do céu mesmo quando ele não é azul
Há quem goste do céu mesmo quando ele não é azul
No peito
Eu só quero trazer o universo no peito
Ir encontrar as palavras lá no peito
Aberto até mais não poder ser
Mais tarde
Eu prefiro deixar a amargura para mais tarde
Fazer esperar a agonia até mais tarde
Mais tarde até mais não poder ser
A erva é mais verde do outro lado da montanha
E as estrelas parecem mais brilhantes
Nos arquipélagos do Sul
Há quem diga que a vida é mais fácil para lá de Espanha
E há quem goste do céu mesmo quando ele não é azul
Há quem goste do céu mesmo quando ele não é azul
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Nem ele lhe valeu
Nem sei que idade tinha
Mas sei que ela morava
Ao lado da capelinha.
Sucede que a lei da vida não se conforma com as regras da administração pública e assim uma mulher de quem não sei o nome, a idade, ou a cor dos olhos, morreu.
Mandad’ ei comigo
Mandad’ ei comigo
ca yen meu amigo:
Eirey, madr' a Vigo!
Comigo’ ei mandado
ca vem meu amado:
Eirey, madr’ a Vigo!
Ca yen meu amigo
e yen san’ e vivo:
E irey, madr’ a Vigo!
Ca yen meu amado
e yen viv’ e sano:
E irey, madr’ a Vigo!
Ca yen san’e vivo
e d’el-rey amigo:
E irey, madr' a Vigo!
Ca yen viv’ e sano
e d’el-rey privado:
E irey, madr' a Vigo!
terça-feira, 12 de junho de 2007
OTÁrios
-Já qui Meco, mas o gajo fazia-se de desentendido. –Já qui olha que… e o gajo lá veio assolapado de rabo entre as pernas para ali se ficar a três passos, mirando o cajado, esperando a arrochada. Safou-se por obra e graça do senhor a que ele cobiçara as nalgas.
-Deixe lá o cão que não fez mal nenhum.

Tá visto que era um bom homem, mas estava visto que de cães não percebe nada. A confirmar qu’é bom, o homem ofereceu-me um cigarrito preto e a cheirar a mel que tirou de uma latita finória, pondo-se a tagarelar: Como se chamava o canito mais eu, ao que andava, enfim conversa de quem vem de longe e tem tempo de sobra porque não demorou a contar que andava aos cogumelos.
-Oh homem! Aos cogumelos?
Pois era, que eles cresciam em tempo de chuva e tivera o cuidado de ver o borda d’água da TV.
– Mas se já vamos em Junho! lá expliquei, pode ser que sim mas que tivesse paciência e que esperasse pela chuva para ver depois.
Mas o homem era um falador, que não se calava e vai daí pergunta-me o que achava da OTA.
–Da quê!
-Do aeroporto, não me diga que nunca andou de avião!
- De carreira já, sim senhor, mas d’avião para onde preciso d’ir não dava muito jeito.
-Então vocês aqui, precisam ou não precisam de aeroporto?
-Qual quê? Precisamos lá agora! A barulhêra que fazem, mais os terroristas que se apegam a eles, quer lá a gente uma coisa dessas, ainda nos dinamitavam a nossa rica ponte.
Os olhinhos brilharam, o sorriso abriu-se-lhe no rosto.
-E o senhor o que é que faz?
-Olhe, vou fazendo o que aparece e se não aparece... espero que apareça.
-Boa filosofia sim senhor. Era capaz de o convidar para meu assessor. Com esta é que o gajo me lixou! Ainda estou para saber o que é que o raio do homem queria dizer com aquilo.
– E isso é a modos de quê?
-Olhe, coisa pouca. Só tinha que e explicar às pessoas porque é que o aeroporto não faz falta aqui, e me ir dando umas ideias, para contentar estas gentes.
Gaita, disse cá para comigo, um emprego desses é que vinha mesmo a calhar. A jorna não deve ser longa e as costas não devem moer.
-Nunca se sabe, pois não e já agora adianto-lhe, de borla, diga lá ao seu patrão que o que pouparem no aeroporto, que aqui não faz falta, façam a mercê de construir uns canaizitos e nos trazer a água que ajuntaram lá no Alqueva de que pouco nos serve onde está.
***
I think I'm gonna be sad, I think it's today, Yeah
The girl that's driving me mad is going away
She's got a ticket to ride
She's got a ticket to ride
She's got a ticket to ride
but she don't care
She said that living with me is bringing her down, yeah
For she would never be free when I was around
She's got a ticket to ride
She's got a ticket to ride
She's got a ticket to ride
but she don't care
I don't know why she's riding so high
She ought to think right
She ought to do right by me
Before she gets to saying goodbye
She ought to think right
She ought to do right by me
I think I'm gonna be sad, I think it's today, Yeah
The girl that's driving me mad is going away, yeah, oh
She's got a ticket to ride
She's got a ticket to ride
She's got a ticket to ride
but she don't care
I don't know why she's riding so high
She ought to think right
She ought to do right by me
Before she gets to saying goodbye
She ought to think right
She ought to do right by me
She said that living with me is bringing her down, yeah
For she would never be free when I was around
She's got a ticket to ride
She's got a ticket to ride
She's got a ticket to ride
but she don't care
My baby don't care
My baby don't care
My baby don't care
My baby don't care
My baby don't care










