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segunda-feira, 19 de março de 2007
sexta-feira, 16 de março de 2007
Não há direito
Fiquem numa boa que o Erecteu vai para uma fossa.
Três noites e dois dias dias de mar: caç'á vela, orça, não, não, arriba porra, arriba...
Desculpem lá qualquer coisinha mas lá terá que ser.

o mimo sabe bem, obrigado
Tristeza não tem fim 
Felicidade, sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do Carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
E tudo se acabar na quarta feira
Tristeza não tem fim
Felicidade, sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor
Tristeza não tem fim
Felicidade, sim
Tom Jobin
quinta-feira, 15 de março de 2007
quarta-feira, 14 de março de 2007
Erecteu à Brás
Bolachinha, mais uma vez desafiado, qualquer dia pareço um bacalhau.6h33: uma mijinha e volto para a cama para fumar. Ligo a TV ponho os auscultadores e vejo notícias.
7h00: Ligo o compudador, vou fazer o pequeno-almoço, e como kuskando e comendo, simplesmente Bolachinha
7h15: Vou fazer um café expresso, assalta-me uma ideia e volto para escrever meia dúzia de frases no doc1, o café arrefece.
7h35: Vou fazer outro e já não me deixo enganar. Volto para o computador mas já não largo a chávena. Escrevo umas frases com a mão esquerda enquanto beberrico.
8h35: Já passou mais de uma hora! Vou largar a chávena e sigo directo para a casa de banho, para fazer o que melhor sei.
8h39: Feita a cagada, lavo cu e as mãos à maneira árabe, os dentes à maneira e enfio a roupa do dia anterior.
Qual banho ou barba! Porque hoje é sábado…
8h45: Volto ao computador, vejo se há comments, que sei não poder haver, vou ao mail , sou assaltado por um ataque de ansiedade, largo tudo e piro-me.
9h10: Entro no mercado e passeio pelas bancas cumprimentando quem me olha. Compro carne, pão, feijão verde, pimentos e acabo na banca da D. Ana que me aconselha o peixe que de melhor tem para grelhar, atendendo ao custo qualidade. Da sarda ao robalo vale tudo, ela é que sabe.
Aproveito para comprar o Expresso que eu já sei que não lerei um quarto sequer.
10h10: Volto para casa, deixo o avio na cozinha.
Chega o Custodio. Arranco para a reforma agrária. É dia de poda no pomar, sim que tenho um pomar constituído por uma laranjeira e um limoeiro. O Custódio poda e eu acarreto os ramos para o lixo. Aproveito os limões que distribuo DIScriminadamente pelos vizinhos.
11h30: Bebemos uma cerveja que o sol aperta.
12h00: A poda tá feita. Decido que a relva também vai de co, digo, vai de cana, agarro na máquina e atiro-me aos 24 m2 de relvado que nem um rambo atacando hoste comunista.
12:25: Vencedor e convencido da minha superioridade moral, chamo o puto para pôr a relva no lixo.
O puto resiste e eu cedo.
-Tá bem, vai acender o lume que eu vou ao lixo.
Ele cede.
-Tá beeeeem, eu vou, acendes tu o lume.
12h45: Lume aceso, pimentos a assar, panelas ao lume com água a aquecer,
13h00: Vou tomar um banho e acabo por fazer a barba.
13h15: Sinto-me seis horas mais novo.
Enfio batatas e feijão verde nas panelas. Sim em panelas diferentes que, se eu gosto de misturas, não é na cozinha.
Duas generosas douradas escaladas, untadinhas com uma marinada de alhos coentros, sal e azeite estão prontas para o sacrifício do fogo e redimirem os pecados do mundo em lume brando.
13:35: Escorridas as panelas, pelados os pimentos, as douradas acabam em lume forte.
13:45: Aberta uma garrafa de vinho tinto da Comporta e uma garrafa de trina laranja, começamos a comer.
14h30: Dou mais uma vez uso à DeLonghi, reforço a dose, encho um balão com CRF, acendo um purito e esparramo-me no sofá.
15:00: Hora de desporto. Ligo o canal 2, e puxo o saco cama.
16:00: Acordo. Já chega de desporto, vou aos blogs e concluo que deve andar toda a gente na galderice, não há comentários que se vejam.
Escrevo indisciplinadamente, kusko, vou ao google, ao goear.
18h00: Já! Hesito. Vou ou não vou dar uma volta?
Chateio o puto que resiste e não quer.
Não vou.
18h30: Pego no Expresso, leio um pouco. Dou pelo findar do melhor dia da semana.
18h55: Vou aviar a minha receita: Duas latinhas. Uma, FUMAR MATA a outra, Fumar preju…
É pra isto que um homem anda a pagar impostos?
Vou até ao rio e fico a ver o subir da noite.
Telefono para casa a desafiar o puto para ir jantar fora que resiste mas desiste.
20h00: Vamos jantar. Conversamos um pouco, picamo-nos um ao outro que é a nossa forma de dizermos que nos amamos.
21h05: Voltamos a casa.
-Vou sair com os amigos.
-Precisas de dinheiro?
-Ainda tenho.
-Não voltes tarde.
-Meia noite, se me atrasar telefono, já sei.
Ponho-me no meu bLUGAR
23h55: -Olá, chega o puto, tenho o último beijinho do dia, -Vou-me deitar.
Não fiques até tarde.
Que descaramento! Onde já se viu, isto?
… continuo blogando
2h00: JÁ!?
Vou-me deitar.
Porque hoje é sábado, comprei um violão para minha filha Susana, a fim de que ela aprenda dó maior e cante um dia, ao pé do leito de morte de seu pai, a valsa "Lágrimas de dor", de Pixinguinha – e seu pai possa assim cerrar para sempre os olhos entre prantos e galgar a eternidade ajudado pela mão negra e fraterna do grande valsista...Porque hoje é Sábado, desejarei ser de novo jovem e tremer, como outrora, à idéia de encontrar a mulher casada, de pés de açucena; desejarei ser jovem e olhar, como outrora, meus bícepes fortes diante do espelho...Porque hoje é Sábado, desejarei estar num trem indo de Oxford para Londres, e à passagem da estação de Reading lembrar-me de Oscar Wilde, a escrever na prisão que o homem mata tudo o que ele ama...Porque hoje é Sábado, desejarei estar de novo num botequim do Leblon, com meu amigo Rubem Braga, ambos negros de sol e com os cabelos, ai, sem brancores; desejarei ser de novo moreno de sol e de amores, eu e meu amigo Rubem Braga, pelas calçadas luminosas da praia atlântica, a pele salgada de mar e de saliva de mulher, ai...Porque hoje é Sábado, desejarei receber uma carta súbita, contendo sobre uma folha de papel de linho azul a marca em batom de uns grossos lábios femininos, e ver carimbado no timbre o nome Florença...Porque hoje é Sábado, desejarei que a lua nasça em castidade, e que eu a olhe no céu por longos momentos, e que ela me olhe também com seus grandes olhos brancos cheios de segredo…Porque hoje é Sábado, desejarei escrever novamente o poema sobre o dia de hoje, sentindo a antiga perplexidade diante da palavra escrita em poesia e como dantes, levantar-me com medo da coisa escrita e ir olhar-me ao espelho para ver se eu era eu mesmo...Porque hoje é Sábado, desejarei ouvir cantar minha mãe em velhas canções perdidas, quando a tarde deixava um alto silêncio na casa vazia de tudo que não fosse sua voz infantil...Porque hoje é Sábado, desejarei ser fiel, ser para sempre fiel; ser com o corpo, com o espírito, com o coração fiel à amiga, àquela que me traz no seu regaço desde as origens do tempo e que, com mãos de pluma, limpa de preocupações e angústia a minha fronte imensa e tormentosa...
segunda-feira, 12 de março de 2007
Por tudo e por nada
Eu que me comovoPor tudo e por nada
Deixei-te parada
Na berma da estrada
Usei o teu corpo
Paguei o teu preço
Esqueci o teu nome
Limpei-me com o lenço
Olhei-te a cintura
De pé no alcatrão
Levantei-te as saias
Deitei-te no banco
Num bosque de faias
De mala na mão
Nem sequer falaste
Nem sequer beijaste
Nem sequer gemeste,
Mordeste, abraçaste
Quinhentos escudos
Foi o que disseste
Tinhas quinze anosDezasseis, dezassete
Cheiravas a mato
À sopa dos pobres
A infância sem quarto
A suor, a chiclete
Saíste do carro
Alisando a blusa
Espiei da janela
Rosto de aguarela
Coxa em semifusa
Soltei o travão
Voltei para casa
De chaves na mão
Sobrancelha em asa
Disse: fiz serão
Ao filho e à mulher
Repeti a frutaAcabei a ceia
Larguei o talher
Estendi-me na cama
De ouvido à escuta
E perna cruzada
Que de olhos em chama
Só tinha na ideia
Teu corpo parado
Na berma da estrada
Eu que me comovo
Por tudo e por nada
Acrílicos Tania Leal
BOLERO DO CORONEL SENSÍVEL QUE FEZ AMOR EM MONSANTO
sábado, 10 de março de 2007
Cá o rapaz é assim
Dói-lhe a cabeça da noitada e pelo que de si deu, para além do estabelecido e consensualmente convencionado.
Hesita mas acaba por se levantar. Atravessa o quarto vai até à kitchnet, aquece no microondas uma xícara do café que sobrara do dia anterior, liga a TV a que não presta a atenção, puxa dum Marlboro e senta-se à janela do quarto olhando nada.
O dia tá lindo, o sol sobeja caté met'inveja. Perdido em vagos pensamentos, dá por si a filosofar se um dia daqueles é ou não bom para a caça. Acaba por concluir que de caça não percebe nada. Deriva para a pesca e conclui que não, pois tem de ouvido, que a sombra na água espanta o peixe. Afinal actividades ao ar livre não são a sua especialidade; de captura de espécies não percebe patavina, tirando aquela a que amiúde se dedica nos centros comerciais, com técnicas apuradas em muitos anos de prática - tiro ao borracho. Para essa arte é preciso mais saber do que têm esses amadores domingueiros, de sequeiro ou de águas lusas.
As técnicas podem assemelhar-se: o engodo, a espera, o cerco ou o arrastar, mas para a sua arte há que dominar o canto e encanto à distância; é preciso o golpe de asa rasante, a abordagem subtil e o desconcertar para atacar com audácia temerária, mas acima de tudo há que ter calo e calma.
Quantas vezes não teve de enfrentar o insucesso? Aí, no infortúnio, é que se faz a diferença, se vê a classe do rapaz: retirada elegante e sorriso convincente impõe-se, pois fair-play não é só pá bola. Sobretudo nada de desatinos ou despeitados insultos entre dentes que cada peça que foge é uma lição a não esquecer e a juntar ao património acumulado para posterior tratamento de dados e correcção da acção.
Por fim esticou as pernas, entrelaçou as mãos atrás da nuca e estirou-se gozando um longo bocejo acompanhado de um som vagamente semelhante a loba com o cio. Levantou-se energicamente e dirigiu-se à pequena casa de banho. Passou água pela cara e pelo cabelo, escovou rapidamente os dentes e entregou-se por fim ao sagrado ritual de se barbear. Espalhou o foam pela cara, foi buscar a Wilkinson de três lâminas, mirou-a hesitando se as renovaria; decidiu que ainda não era altura de as trocar, esse prazer ficava adiado para posterior altura face ao agravamento do custo de vida. Colocou-se em frente ao espelho de pernas entreabertas em pose que adoptara do Saturday Night Fever. Em movimentos disco foi talhando e remirando-se ao espelho contornando lentamente o bigode e acertando as patilhas. Passou a máquina por água corrente e aspergiu a cara com água fria. Cheirou os sovacos e resolveu-se a levar mais longe a higiene, tendo o cuidado de não molhar a camisola interior. Dirigiu-se para a porta e antes de a fechar fez um exame rápido decidindo que deixara tudo em impecável ordem fechou a luz e a porta.
Enfiou rapidamente as calças justas e pela cabeça a camisa que não chegara a desabotoar, enfiou a fralda dentro das calças, afivelou o largo cinto, calçou as botas que adorava: tacões em cunha., um pouco cambados, biqueira afiada e pespontos rematando a arte aplicada de sabor texano. Enfiou o colete que comprara baratíssimo a um marroquino armado em esperto, e que até a couro cheirava. Sacou de cima do cunhete de granadas que servia de mesa-de-cabeceira, o “Mont Blanc” genuíno que uma amiga lhe oferecera. Esticou o queixo e passou a boca do frasco directamente nas faces, estimulando a circulação com secas palmadas.Decidiu que era altura de partir.
Fechou o apartamento a duas voltas de chave e lá foi pela galeria do sétimo piso: passada enérgica, arrastando ligeiramente os tacões, em direcção às escadas, enquanto ajeitava o lenço no pescoço assobiando.
sexta-feira, 9 de março de 2007
6 meses depois
Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar
Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar
Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei
Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só
Eu Vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar
Mafalda Veiga
quinta-feira, 8 de março de 2007
Mais um desafio!
A continuar assim perco o fio e não há pedra d’amolar que me valha.
I. 7. Coisas que faço bem
1. Não ignoro desafios,
2. lanço-me facilmente à descoberta,
3. na cozinha é um descanso,
4. oiço e não calo,
5. uso o coração e poupo a cabeça
6. guardo para amanhã o que posso fazer agora
7. brinco a sério
II. 7 Coisas que não faço ou não sei fazer
1. Arrumar
2. Contornar, poupar e poupar-me
3. Cantar, assobiar ou tocar o que quer que seja,
4. Rever
5. Planear
6. Joguinhos
7. Limitar
III. 7 Coisas que me atraem no sexo oposto
1. O sexo oposto... com boa conversa
2. Franqueza
3. Sorriso
4. Elegância
5. Olhos faladores
6. Simplicidade e informalidades
7. Peitos pouco generosos
IV. 7 Coisas que digo
1. Portanto
2. O quê ou hã
3. Né?
4. Com’é qué
5. Vamos
6. Já?
7. Nunca t’enganei nem te torno a enganar
V. 7 Actores
1. Robert De Niro
2. Dustin Hoffman
3. Jack Nicholson
4. John Travolta
5. Michael Caine
6. Al Pacino
7. Hugh Grant
(se houvesse lugar para mais um era Erecteu ou Clint Eastwood, estou na dúvida)
7 Actrizes
1. Meryl Streep
2. Penélope Cruz
3. Jodie Foster
4. Renée Zellweger
5. Júlia Roberts
6. Catherine Deneuve
7. Juliette Binoche
terça-feira, 6 de março de 2007
a dor de preterir quem amo
Recordava tempos de infância ali vividos quando as brincadeiras fantasiadas tinham o sabor d’ Os Cinco na Ilha do Tesouro .
"«Os Cinco na Ilha do tesouro ", de Enid Blyton; il de Eileen Sopé (Notícias, D.L. 1991)
"A Catedral do Mar", de Ildefonso Falcones (Bertrand)
“A obra ao negro”, de Marguerite Yourcenar (PÚBLICO, Colecção Mil Folhas)
"O Nome da Rosa" de Umberto Eco (Público, colecção Mil Folhas)
"A Um Deus Desconhecido ", de: JOHN STEINBECK (DOIS MUNDOS)
Os Cinco na Ilha do tesouro foi o primeiro, não que li, que esse não sei qual foi, mas o que li ao meu primeiro filho, e o que ele primeiro começou a ler, A Catedral do Mar é o último, o que eu estou a ler arrastadamente, por causa da "escrita"; A Obra ao Negro”, e O Nome da Rosa, fazem parte de uma triologia, à qual subtraí O Memorial do Convento,Blimunda e Sete-Sois me perdoem que Saramago tem coração maior que o nome; A Um Deus Desconhecido li-o no final da adolescencia e foi este que ofereci a uma jovem mulher que nunca tinha lido um romance.
segunda-feira, 5 de março de 2007
domingo, 4 de março de 2007
Há jogos a doer B VI
Serei como até agora objectivo com enquadramentos de grande plano. Recorrendo a um ou outro close-up, não será com certeza para eliminar figura menos composta ou ambiência menos favorável.
-Nã pod’o quê? Rochinha até bufava.
Nã pecebes né? Ist’é a sério, e muita sorte têm vocês em eu apitar sem fiscais de linha.
Só faltava mais esta! O Silvinha a lembrar-se dos preceitos.
-Não têm um suplente? Vêm pá’qui armados em heróis de equipamento e tudo, mas…
-É um equipamento sem equipa, eheheh, mordeu reforçando o Senfim.
Os do USA, sentados no chão, apoiados nos braços ou em flor de lótus, já maldiziam Rochinha.
-O gajo punha o Biegas à baliza e tava tudo resolvido. -A simplicidade da solução ao alcance de qualquer um, não é?.
-Oh Rochinha cheg’aqui. Lá veio ele parlamentar, com os seus.
–Entra o Biegas saio eu. A equipa tá feita e da ultima vez nã havia suplentes. E lá voltou para o conciliábulo.
Silvinha que já sentia a falta do apito nos beiços, lá teve que ceder, -Se assim querem, assim vão ter, cada um joga com o que tem, e o ISP se quiser usa o suplente, e o USA se tiver lesões, ou alguém se for abaixo das canetas, aguenta a tormenta.
Puxa da sua moeda oficial,
exibe-a com toda a
solenidade e pergunta ao Borrego, -Cara ou coroa? volteia-a no ar e...–azar do Borrego. A jogada estava ensaiada. Ao estridente e autoritário apito, Metomê dá um pequeno toque para Bicho, Bicho atrasa p’ó, p'ó guarda redes, a bola rola devagar, Penas persegue a bola, o Invencível carreeEGA em bloco, Zé Galo consegue apanhar a bóoola, chuta em arco, fortíssimo… Garrincha adiaaantado recolhe a bóoola, passe em profundidade, Meialeca desloca-se, está of-side, não está, o arbito não apITA o Invencível ficou parado clama of-siiiide…
-Ofsaide, ofsaiiiide, gritavam em coro os Invencível, enquanto acenavam os braços.
Os do União: -Vai Meia vai, -Vai Leca guinchavam .
… aí vai Meialéeeeca, completamente isolado, infleeecte, inflete para o centro do terreno; sai Cagante, sai Cagaaante, faz a mancha, Meialeca puxaaaaá bola pó pé esquerdo , Cagante estira a perna Meialeca remata, a bola parte, passa por baixo das pernas do guarda redes e é, é. não é, é é é Golo, Goooolo do USA, Gooooooolo!!!
Cinco, dez? vá lá quinze segundos de jogo, confesso que não sei!
O Invencível corria em bloco direito a Silvinha, Meialeca em pose de avião corria para os companheiros que para ele corriam. Toda a gente corria! Silvinha, esse, corria às arrecuas terminando no chão, fruto de falta de treino com certeza. Levanta-se aos Pris-Pris improvisados, envolvido pela indignação do Invencível.
-Eu é que sou o arbitro, lembrava ele.
-Nã vali, nã vali; -É golo, é golo –gritavam ao desafio.
-Bol’ó centro, sentenciou assertivamente Silvinha.
-Gatuno, ladrão, pantomimêro –de um lado
-Respêtem o arbitro –do outro
-Gatu…, Silvinha mand’á mão ao bolso que, mandam as leis,, em contra ordenação grave tem de puxar do cartão, mas... vê a malta do Invencível a avançar pa ele e… volta costas a correr.
-Moços dum cabrão, se querem arbitro vão ao Totta. E pernas pa que te quero.
Sai o arbitro… mudam-se os tércios.
Sopapo e pontapé, pontapé e sopapo as coisas ficavam feias para uns e sorridentes pó Invencível. Uma forte e ousada investida dá jus ao nome de Invencível: quadrado roto, desnorte nas hostes uniuninas, aconselhava a retirada em regime disperso.
-Voltem, caralho, voltem ,oh que os gajos enfardam no Biegas.
Confesso que, na confusão, até a mim me tinha escapado que o jogo afinal terminava empatado doze a doze
SMS

Destroçou a minha auto-suficiência, encheu-me de atenções, tornou-me menos frias as noites.
Não dei pelo passar de quatro estações! Contei-as no momento em que a espera ansiosa pelo sms - Posso?; Queres?; Dás-me um copo? - se tornou na constante: -Vou a caminho.
Assim foi ou passou a ser. A merda da certeza destrói-me! Um rebuçado ou uma flor já não têm o mesmo cheiro ou sabor, envolvidos em papel de certezas. Irritam-me os seus cuidados, os silêncios contemplativos ou basta-me um: - Estás bem – para me revolver o estômago.
O aviso de mensagem ecoa na minha cabeça, tardo a lê-la, o tempo passa e esqueço-a, concedo-me a liberdade de viver o meu espaço descondicionada e descontraídamente.
Não apareço, Bjs
Aquele jeito de me tocar, de me envolver a cintura, de me beliscar a orelha, derreter-me as barreiras, violar-me os pudores, virar-me ao contrário o corpo e os sentidos da mesma forma que me e se inverte, desarrumar-me a cama e a alma, sugar-me os seios e os sentidos, apertar-me as nádegas e o coração, sufocar-me com beijos prolongados e depois partir ficando em cheiro na almofada.
Os seus olhos eram um espelho onde me revia na plenitude de uma felicidade desconhecida.
sexta-feira, 2 de março de 2007
Apito B V
O Silvinha, Sr. Silva, carteiro de profissão faz a volta logo pela manhã, depois é fácil encontrá-lo ao longo da muralha dando dicas a custo zero, a pescadores ocasionais e até aos de lugar cativo.
Virtuoso do apito, Silvinha controla as situações de jogo com mestria em morses e intensidades próprias. Um Prrriiii, semibreve e seco confinou o ISP e o USA aos seus meios campos, chamando ao centro Rochinha e Borrego, capitães d’equipa.–Como é, estamos aqui pa jogar ou querem barraquinha?
A profissão de fé unânime dos capitães qu’era mesmo pa jogar, era comprometida pelos gestos de Lambuça que, dando às asas com os cotovelos e esgravatando a gravilha, ensaiava uma dança em círculos . Do outro lado o dedo espetado do Bicho, contagiava o resto do USA.
Sério e grave começou com os considerandos, qual preambulo de diploma, do que o levava a apitar, aquele jogo, ele que já apitara o nacional – diga-se que omitiu a terceira divisão - advertiu que não admitia – a lista é tão extensa que me coíbo de a enumerar, para quase por fim mostrar-lhes duas cartolinas mais um bloco por fim, por fim mesmo, lhes pedir a lista dos jogadores.
- Cagante
- Prego
- Cenoura
- Senfim
- Lambuça
- Carelhas
- Borrego
- Manhoso
- Dentinho
- Penas
- Galeira
- Careca
Com esta formalidade satisfeita, Silvinha dispensa os capitães, olha para o relógio e eis quando senão e de repente, saca das listas olha para uma e para a outra e volta a chamar os capitães.
-Isto assim nã pode sêri. Antão uma equipa tem onze e a outra dôzi? Ou há condições iguais ou nã há jogo
Assim não há pachorra, puta de vida, quem ainda acaba com esta merda de história sou eu.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Triunfal B IV
-O raio dos moços nem sei o que parecem! Disse apontando a cabeça ao alto pá vizinha que batia os tapetes um no outro.
– Olhe daqui, parecem um rancho de sacristas a caminho da procissão do Senhor dos Paços.
Lá iam eles calçad’ábaixo em chilreada e guincharia, ufanos no seu trajar. Todos equipados, até ao Pica se desvaneceram as dúvidas. Agora sim, o USA era pa valer.
-Devíamos trazer cartazes, aventou.
-E quem é que segurava neles? – Devolveu o Rochinha.
-Pois é! Mas uma bandêra, era porrêro, temos de fazer uma.
Rochinha não lhe deu troco mas começou logo a vê-la.
É o Biegas, é o Biegas. Apontava para o alto, Zé Galo aos pulos.
Rochinha mirou de soslaio e secou-o: -E depois, para quê o carnavali? O Zé baixou a crista mais baixo que a esperança de sair da baliza. A algaraviada amansou e lá foram seguindo com os olhares o Biegas que os seguia lá pelo alto da colina do castelo.
A tensão foi-se instalando à medida que se aproximavam do campo da Parvoíce. Ainda lhes mordia na pele a chacota, resultado do último encontro. O Meia, para alguns, Leca para outros, Meia-Leca, só fora de campo para todos, vaticinou, -Os gajos mamam uma à minha conta. Mais valera estar calado, chamemos-lhe impropérios ao chorrilho de comentários que se seguiram ao seu desempenho no anterior jogo; aos pastelão, biqueira torta, fura nuvens, respondeu: -Nalgas – e entre dentes, caralhos ma fodam.
Zico manifestava a sua fezada que agora é que era: -Hoje temos, arbitro, com o Sr. Silva a apitar, a mama acabou-se.
Assim chegaram ao armazém do sal, por trás do qual ficava o campo.
Procurava o Rochinha, explanar a táctica, puxa do papel, e começa a ditar o que todos sabiam, ou não envergassem já eles as camisolas:
- Zé Galo (baliza)
- Zico (defesa direito)
- Rochinha (defesa central,)
- Pica (defesa esquerdo)
- Boleta (médio direito)
- Baldão (centro campista)
- Bonanza (médio central recuado)
- Meia-leca (médio central avançado)
- Garrincha (extremo esquerdo)
- Bicho (extremo direito)
- Metómê (avançado de centro)
Posto isto, preparava-se pá ultima palestra mas… qual quê! Meia-leca disparara a correr direito ao campo arrastando os outros atrás, surpreendendo as hostes do Invencível de S. Pedro, o USA fazia uma entrada triunfal.
O silêncio instalou-se no campo, o aquecimento parou, a visão do equipamento ferrou fundo no trajar civil do Invencível. Advinhava-se uma vitória psicológica do USA.
.
-Malta, as galinhas fugiram todas da capoêra!!!
Chacota geral, o Invencível recuperava o pé.
Oh Socrates, para que te quero?
.
É insólito e amanhã quando acordar vou com certeza ouvir que foi tudo uma tremenda confusão da TSF.
OU TERÁ SIDO 1 DE ABRIL, DIA DAS MENTIRAS?
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
A geração rasca
domingo, 25 de fevereiro de 2007
Indefinível - BIII
Desalentado sentou-se na celha da roupa, parecendo-lhe que era hora d'embalar a trouxa e zarpar.
Foi buscar a lata de tinta e o pincel com que a avó marcara os socos da casa e resignado começou a marcar os números. Por momentos animou-se ao perceber que o algodão cedia e perdia a rigidez; uma a uma foi dispondo de novo as camisolas na corda para que secassem. Terminada a tarefa agarrou num naco de pão, barrou-o com manteiga de pingo e foi sentar-se no peal da porta contemplando o trabalho alinhado por ordem crescente.
Batia o quarto para as dez na torre de Santiago.
-Não lhes mexas c’ainda nã tão bem secas, recomendou ao Garrincha.
-É só pa ver, pá, tá porrêro, pá.
Sentiu-se confortado, mas a opinião de Garrincha contava pouco porque a esse tudo satisfazia; tentou confortar-se com a ideia de que ao longe o efeito nem era mau.
-Temos qu’ir Rochinha, a malta deve estar-se a juntar lá no largo.
-E se borram?
-Borram nada. Afirmou seguro o Garrincha depois de fazer o teste dedo.
Lá foram eles com elas de braçado para serem recebidos com manifestações de alegria ao assomarem.
Depositaram as trouxas no caixote da Malcriada que lhe servia de banca, junto à Sopa dos Pobres, envolvidos pela ansiedade de tocarem o novo equipamento.
-Tenham calma, arredem porra. Garrincha, podes começar a distribuir.
-Eu? O puto não compreendia, a razão de tal investidura, não acreditava.
Ultrapassada a surpresa começou compenetrado: Zé Galo e deu-lhe a branca de mangas compridas, com o um ocre nas costas prantado para seguir com as outras.-Ganda pinta! Gritou o Zico já de camisola enfiada.
-Uma merda, rosnava o Pica, ist’é qu’é encarnado? Olha-me pa esta merda! Mostrava a camisola amachucada na mão.
Ui! Estralou a confusão.
Foda-se pica, cresceu para ele Garrincha, o qu’é que queres?
-Isto, ist’é qu’é encarnado, caralho?
-Zé Galo meteu-se no meio a tempo.
-Não sei que cor é, disse o Boleta, médio ofensivo de muito poucas falas, mas é a cor do União, para rematar certeiro:
-E não há nenhum clube com cor igal à nossa.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Descansa valquiria minha
é uma terrivel manifestação de egoísmo
fantasio um momento de descansoficarei atento ao menor som
não vá lá vir a guerreira
pena em riste
terminar fim
triste
A propósito de:

Trata os "cães de palha" impiedosamente recorrendo a tudo o de que dispõe e se necessário, faz ou inventa. Não se detêm ou hesitam perante a traição. Se o capo diz que o padrinho quer ou mandou, não há primo ou mais chegado que se coloque acima da consciência do dever.
A vendeta e ormeta são a lei que se sobrepõe.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
União ? - BII
O grito do Zé Galo caiu como caía o sol.-À Baliza, à baliza? O coro desafinado do “USA” –União Sport dos Açougues- não se conformava com a vista da bola voando em arco para violar, nas suas visões o véu da noiva dos da parvoíce, desvanecer-se com a exigência do Biegas.
Agitavam-se à sua volta como formigas com o carreiro desfeito. Imploraram, ofertaram a escolha do número da camisola, o Rochinha garantia liberdade de movimentação em campo mas esbarraram com determinação tão grande ou maior que o craque em contratação.
-Já disse carago, só à baliza.
Estava feito, e desfeita a esp’rança; assim como a noite estava agora feita, estava desfeita a união dos Açougues.
Lá foram eles a caminho do bairro, bola debaixo do braço como viola no saco. Quem os visse passar estranharia com certeza a procissão. Onde estava a corrida em passes de bola, a berraria do PAss'á, os risos e os palavrões?
Depois do jantar encontramo-nos no largo disse o Rochinha compenetrado no seu papel de jogador treinador.
-Se a minha velha deixar, disse o Zé Galo.
-Quero lá saber, vai quem pode.
O primeiro a chegar foi o Garrincha que não tinha limitações, vantagem de quem não tem quem tenha para com ele grandes obrigações. Seguiu-se o Rochinha; os outros foram chegando aos pares. Pelo meio lá veio o Zé Galo fazendo contas ao troco que lhe caberia por não ter dito nada lá em casa.
-O gajo não joga, abriu o jogo logo meigo.
-Ó Rochinha…
-Foda-se não joga, atalhou e justificou: Equipa já temos, se ele não tivesse aparecido aí como era, não jogávamos na mesma?
-Mas ò Rochinha, é a desforra, e na Parvoíce.
-Mais’uma razão. É a nossa desforra, acabou.
Qual acabou! Mais uma vez o União Sport dos Açougues estava desunido.
Deixa lá o gajo ir à baliza, gemia Zé Galo, galardoado frangueiro merecedor do apelido, apoiado pela maioria dos indecisos.
-Amanhã, antes do almoço, todos aqui no largo para distribuição do equipamento.
Assim acabava a reunião; dispersaram uns a caminho de casa, Garrincha sem saber para onde deixou-se para ali ficar e ainda ouviu o Pica.
-O gajo tem a mania que é ele que manda.
Chegado a casa Rochinha foi logo apalpar as camisolas. Ainda estão húmidas não dava para marcar os números.A preocupação dele instalou-se. O vermelho revelava-se pró castanho. Assaltava-o a dúvida do resultado daquela tingidela. Seguira à risca as recomendações que lhe dera a avó do Borrego.
Pusera a panela a ferver com uma beterraba. por cada camisola, mais três punhados de sal e um copo de vinagre; quando a água estava a ameaçar levantar fervura enfiara-lhe as camisolas mexendo com um pau durante, quase, uma hora, tirara-as depois para fora e passou-as de imediato por água fria e mais sal. Tudo a preceito por duas vezes que a panela de ferro não dava para mais.
Uma despesa do caraças, cada uma a 1$50 regateados três por 4$00 lá conseguira que o Cuba passasse o lote das doze para 15$00, nem menos um tostão avisou o judeu. Onze escudos era tudo o que então tinha, nada que duas idas à pinha não tivessem resolvido.
Nessa manhã passara por lá a levantar a encomenda.
Negócio fechado, levantara as camisolas interiores, o Cuba deu-lhe um aperto de mão e ofereceu-lhe uma de manga comprida.
-Afinal o Cuba é porreiro
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
Aqui não há alternativa nem senso
BOM CARNAVAL A TODOS E A TODAS
EM ESPECIAL ÀS MATRAFONAS
Qual é a solução, então?
... "A lei prevê outros mecanismos que podem ser accionados pela trabalhadora contra a entidade empregadora. Sempre que ocorre um despedimento de uma trabalhadora grávida, puérpera ou lactante, sem parecer prévio da CITE, ela pode de imediato instaurar uma acção em tribunal e pedir o patrocínio do Ministério Publico. Porém, quem alega ser discriminado tem que fundamentar essa discriminação, incumbindo ao empregador o ónus da prova, isto é, tem que provar que não discriminou a trabalhadora, nem cessou o contrato de trabalho por estar grávida."...
domingo, 18 de fevereiro de 2007
Bolachinha, acertaste em cheio.
Beijinhos.
Por esta mesma razão estou à vontade para facilmente falar deles, dos coloridos amigos.
Como amigos não os tenho e fantasiar não custa nem dá para aleijar quem quer que seja, pinto-os ; já que os pinto, aí vai pincel com toda a tinta que para aqui tenho:

Mete as mãos na merda para me tirar de lá.
Pintava um Anjo e chamava-lhe MariaComo todos os anjos é uma parva. Julga-me seu irmão. Acha-me piada em qualquer boçalidade, faz das maiores banalidades que eu arrote, um pensamento mais profundo que Mindanau.
Se está um mês sem me ver, de braços abertos corre para mim enfia-me com uma beijoca, recua um passo para me olhar enquanto limpo a bochecha e arranca de novo para me lambuzar a outra.
Conversamos noites e noites durante anos; numa delas enfiámo-nos na cama para no final concluirmos que estava feito o que tinha que ser, porque muita força tinha. Deu-nos para rir mas não para repetir.
Pinto agora uma Onça e chamo-lhe simplesmente Zé.O Zé, amigo da onça, ataca de surpresa e com força. Aparece de mansinho, instala-se, serve-se e reclama: da qualidade e da quantidade.
Exprime os sentimentos, para comigo, na sua melhor forma: à bruta e à carolada.
Se quisessem mais um era o Amigo de Peniche mas esse...
NEM PINTADO O QUERO
sábado, 17 de fevereiro de 2007
Pelo sim pelo não...
mas não convenceu kim
foto ADN manipulada por um manipulador
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
BI
Os olhos da equipa, como de um se tratasse, afincaram-se no magano que, virando costas comprovava a tese e a sentença estava aprovada: era sim senhor: só podia ser bufo do ISP – “Invencível de S. Pedro”, para eles, “Invencível Só Parvoíce”para nós, diferendo amiúde resolvido à pedrada na encosta do castelo.
-Que sa lixe, continuamos o treino que o Galo não tá em forma.
-Nalgas. Nã tou em forma vais tu à baliza.
Não Galo – troou o couro. Era velho o ponto assente de que a baliza era dele. Se na verdade não era um dotado guardião, fora da baliza tinha o desastroso papel a quem se limpa o cú. O Galo era contudo imprescindível na equipa dada a grande qualidade de fornecedor das bolas.
Continuado o treino, logo ao primeiro canto, disparada a bola em arco… -Troc’ás botas, lá foi ela para a bancada –imaginemos– para saltitar até os pés do maltês que impávido olhava para ela e para nós enquanto a malta olhava uns pós outros a ver quem lá ia.
Porra que o sacana era grande, ar de urso mal escovado, cabeça XL, olhos XS plantados na fuça quadrada.
Teve que ser:
-Vai lá Garrincha.
-Eu? Vai tu...
-Foste tu que chutaste, porra.
Para alívio dele e da malta o gajo lá se dirigiu para a bola, dá-lhe um toque comprido para a linha de fundo, ensaia uma corrida, dispara e aí vai ela voando por cima das cabeças direita ao Galo para lhe passar por entre as asas, morrendo enrolada nas redes.
-Ca ganda chuto, sibilou o Zico.
-Ca ganda vaca, arrotou Garrincha despeitado.
Volto os olhos para ele e já nos tinha voltado as costas, biqueirando a terra levantava poeira.
-Ei. –Ó tu. –Psstes, foram saindo.
O treino parou. A malta rodeou-o.
-Que fazes aqui?
-Ía a passar.
-Dond’és?
Daqui, sou da Ti Custódia.
-Da Ti Custódinha? Pode lá ser!
-Sou sobrinho, vim pa cá.
-Como ta chamas?
-Rui, Rui Biegas.
-Queres jogar connosco?
-Só se for à Baliza.
-BOA, grita-me o Galo.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Porque aqui não há misturas:

Elas as pombinhas,teriam superado o teste se disso se tratasse.
Assim vale a pena manter o pombal aberto e limpinho para as receber.

Eles, nós mais propriamente convergimos na ideia de que o que é preciso é calma e que com jeito o sexo é bom pois então."Finda" aqui um ciclo de brejeirice e brincadeira, encetado com alguma dúvida porque com o tabú do sexo e a moral judaico-cristã não é facil de lidar com completo à vontade.
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
Ave comum

O que é que se há-de fazer a um fodilhão compulsivo?
Proponho para ele um castigo, castigo sério, a valer. Mas não me ocorre nada.
Puxo pela cabeça puxo e não sai nada. Admito que a cabeça é o meu ponto fraco, assim como a cabecinha é o ponto fraco dele.
Tenho que bolar uma lá isso tenho. Ajudem-me.
Ainda pensei naquela tipo “Laranja Mecânica”: cura pelo mal, ou seja obrigá-lo a foder, foder sem parar. -Ah, estás a ir-te abaixo? –ó Jaquim, (ou Jaquina, tanto faz), aumenta a voltagem e Zzzzut, lá vai mais uma. –Não consegues, pronto tá bem. Passamos à canzana mas tens de continuar. E depois vinha a galinha, intervalava-se com uma insuflável para rematar com a ovelhinha.. -Por hoje chega, podes ir embora mas amanhã, estás aqui às nove em ponto para a segunda sessão que o tratamento prescrito são quinze dias.
Bom admitamos que é mau, cruel até. Mas deixo ir o gajo, ouvi bem?
Ajudem-me porra que fazer-lhe? Deixo-o ir para continuar a foder compulsivamente?
Moles, vocês são uns moles, são uns frouxos e frouxas é oque é.
Ele está bem é para aquelas que se insinuam, arrulham, eriçam as penas, dão voltinhas para um lado e depois para o outro e… quando chega a altura zás: Ou é a dor de cabeça, o cansaço, o muito que fazer, ah, o período.Bem essa do período já vai desaparecendo que há para aí quem não leve essa desculpa em conta –os papa tudo em permanência, qual farmácia de serviço.
Ainda há para aí quem queira dar uma queca?
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Na~O,
nA~o, haverá nada de pior que possa acontecer a um “home” do que trocar os nomes, a identidade, à(s) mulher(es). Começa a trocar as paixões, gatinhas por porquinhas, mete as marias pelos pés e estás numa bad, fora da bed, irremediavelmente, entras em parafuso condenas-te a uma viagem sem tempo e espaço conformado em elipse.
Baste-t 1 só erro e… índex. Pronto, ponto final.
`e dior que tlocar retlas em enxame da 4ª.




das saias
