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quinta-feira, 31 de maio de 2007
Tributo a Van Gogh
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Piada de circunstancia
terça-feira, 29 de maio de 2007
Se duvidas tinha...
reforçado pela ideia de que não há ameaças que cheguem para impedir o exercício de um direito conquistado por muita gente, à custa de muita porradinha.Nota: Esta melodia encontrei-a referida num blog que visitei.
Quando queremos fazemos associações que não lembra ao diabo.
"Quero ver como..." coacções e perseguições rimam com justificações.
domingo, 27 de maio de 2007
Os tomates não saiem das das arvores, mas estes de lá vieram. E vieram de uma nossa senhora provida de um bom par deles, in situs, que à primeira até parece sofrer de elefantiase. Bem negros por sinal !
Nã sou pessoa de levar e ficar-me. Até podia não os devolver a mais ninguém mas desculpa lá, Maria, mas levas com outros de volta chez toi. Não se riam que ainda há aqui tomates para mandar e vender a, por exemplo:



Espero que os tomates não vos estorvem, com'a mim.

O golpe teve o apoio de serviços da União Soviética com vista a colocar no poder um homem favorável aos seus interesses e depor Agostinho Neto, tido como próximo de Cuba.
Deste golpe falhado resultou a captura de Nito, entregue pela população do local onde se refugiara, de acordo com a versão fornecida à data; terá sido entregue pela Embaixada da União Soviética, onde se refugiou, segundo relata Rafael del Pino no seu livro, Proa a la Libertad (Rumo à Liberdade). Foi fuzilado e o corpo terá sido lançado ao mar atado a pedras.
Do golpe resultou a morte de, conforme um comunicado do Bureau Político do MPLA, de 12 de Julho de 1977, entre outros, o major Saydi Mingas (ministro das Finanças), os comandantes Paulo da Silva Mungugu "Dangereux", Eurico Gonçalves, ambos do Estado-Maior-General das FAPLA, e Eugénio Veríssimo da Costa "Nzaji", chefe de Segurança das FAPLA.
Próximos de Nito estavam José Van Dunen, detido enquanto cumpria o serviço militar no Grupo de Cavalaria 1, por actividade política, em 1972.
e Sita Valles, antiga aluna do Liceu Salvador Correia, posterior dirigente da UEC - União dos Estudantes Comunistas.
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Distraídos, cabulas e engraçadinhos eram premiados com a cana da índia de ponta flexível num apreciável naipe de técnicas, a saber: parte lisa e nó destinados ao cocuruto sendo a ponteira reservada para as orelhas. ZÁS, PLOC E ZIM eram o nome de código que lhes tínhamos atribuído. Era frequente ao regressar a casa contabilizarmos ou comentarmos.
-Eh pá o Sacanas afinfou-me cá com um PLOC!
-Olha lá e o meu ZIM?
Também constituía mistério o facto de o Sacanas não recorrer à palmatória, embora passeasse pela sala remirando-a de um lado e do outro, especialmente enquanto fazíamos problemas ou cópias. Minto. Usou-a uma vez que me lembre:
Tocou o badalo para o intervalo, um grupo ao invés de sair fixou ansioso os olhos na Natércia. Foi cómico vê-la puxar pelo vestido distraidamente enquanto conversava com a companheira de carteira, mais cómica foi a transformação da sua expressão até desatar em choro ao aperceber-se que estava presa a um “chuinga” (chwing-gum) zelosamente mastigado.
-Alto e pára o baile, quem foi, quem não foi, queria o Sacanas saber. A turma… moita carrasco. -Ninguém se acusa? Não há recreio para ninguém. A turma… moita. Enquanto revirava a menina-de-cinco-olhos, prelecção para aqui e acolá mais, por causa de um cobardolas pagam todos e … o Rodrigo: -Foi o Vasco Sr. Professor.
-Anda cá Vasco. A turma redobrou o silencio viu a palmatória por quatro vezes subir e descer, juntando a nossa dor à dele. Seguimo-lo no regresso à carteira venerando o estoicismo com que recebera o castigo de lábios cerrados e olhos secos.
-Anda cá Rodrigo, ouvimos para nosso espanto. Dessa vez a menina só deu dois pulos. Não sei se os olhos marejados se deviam à dor ou a algum sentimento de injustiça mas o que me fez reter na memória esta história foi a leitura do acórdão:
-Vasco levaste duas em cada mão para aprenderes a assumir e tu, Rodrigo, para aprenderes que na minha aula não há queixinhas. Todos para o recreio, o Rodrigo fica na aula a pensar.
A honra é feita de códigos. Independentemente do grupo a que se pertença há, os honrados e os outros. Assim o exige a pertença à, sociedade ou organização, seja ela secreta, marginal ou até informal. Os códigos de honra não se ensinam, não estão escritos; simplesmente apreendem-se e a violação determina, no mínimo a censura senão a exclusão directa.
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Declaro-me um consumista nato. Prazer puro não será porque o complexo de culpa salta-me ás nalgas, instala-se nas entranhas. Resultado, para perservação das ditas lá, alternadamente, me vou auto censurando e cedendo.
quarta-feira, 23 de maio de 2007
a propósito de
Sempre gostei de misturas, o pior é quando não se consegue conciliar no mesmo momento, o que gostamos. É verdade que a indecisão é sinal de que há por onde escolher.Por exemplo: entre um bom livro e uma mulher boa, com’é?
Entre livros e mulheres... não sei, uhm... Para valer a pena é necessária muita concentração. Quase tanta como exige o comer uma navalheira, que dá cá um gozo chupar-lhe as perninhas, folhear o corpinho! Mas dão uma trabalhêra! Bem, de comum, faça-se justiça, livros e mulheres, marcham bem com um tinto, uma aguardente velha até. Engraçado, já a navalheira pede antes uma cerveja geladinha, ou duas! Bem, não interessa a navalheira não vem ao caso, por agora.
As palavras são boas, enriquecem o espírito, prontos.
Uhm... e elas! também; apaziguam o corpo e por via disso a alma. Com’é então? Já tentei pô-las a ler em voz alta, mas aquilo é como misturar farinha com água, acaba sempre por fazer gorgulhos.
Os livros não têm pernas, esperam por nós, mas se elas as têm para se porem a andar, também terão para voltar, né?
Confesso que já tentei também a formula: dois bons livros e uma mulher boa, mas qual quê, não resulta. A páginas tantas, não interessa quem:
Está visto. O que não tem solução, está solucionado. Vou comer uma navalheira, beber uma cervejinha bem gelada, ou duas. Até já.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Walt Whitman
1
O CAPTAIN! my Captain! our fearful trip is done;
The ship has weather’d every rack, the prize we sought is won;
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring:
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
2
O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up—for you the flag is flung—for you the bugle trills;
For you bouquets and ribbon’d wreaths—for you the shores a-crowding;
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head;
It is some dream that on the deck,
You’ve fallen cold and dead.
3
My Captain does not answer, his lips are pale and still;
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will;
The ship is anchor’d safe and sound, its voyage closed and done;
From fearful trip, the victor ship, comes in with object won;
Exult, O shores, and ring, O bells!
But I, with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
Pedindo umas bejekas pelo meio
-A gaja até é bem boa…
-Boazona?
-Na cama? E no sofá e no…
-Oh pá, gosta de festa.
-Há! A boazona é chavalita, né?
- Não, é…
-Não é boa!
-É boa na cama, porra, bem boa mas…
-Prefere as festas, já vi.
-?! Qual festas gaita! É BOA.NA.CAMA mas não se cala e…
-Ui! Já vi tudo. Tipo sirene: Ohhh, oohhoo, ooohhhoooo, o…
-Tás parvo? Olh’ó pessoal a olhar pa nós. Nada disso…
Ah! Mais ai? Ai, ai, aiii, AIIi…
-Olha, acabou.
-Vens-te logo, já vi.
-Não viste, nem…
-Claro que não vi! Sou algum espreita, é?
-Não viste, não vais ver, NEM IMAGINAS, pronto.
-Não digas, com’é?
-!!!??
-Com’é, vá lá.
-!!!??
-Vá lá.
-Gosta do amanso e…
-E…? E queixaste!
-Não me queixo. Teorisa.
-Eu?!
-Não, ela é que teorisa.
-UI! As teóricas… Já vi tudo.
-IndA BEM.
-Porra, não se pode falar contigo, caralho.
domingo, 20 de maio de 2007
Pois,
pois foi, fiz o TPC mal feito. Piquei-os um a um, julgava eu, e julgava que me tinha safo ou safado, sei lá eu.

e já agora, porra, que tal, tal, tal, tal, tal, tal, tal, tal, e prontos?
sábado, 19 de maio de 2007
O alentejo a viu morrer
A vida, esta coisa de pequenos nadas, de encontros e desencontros, de sol, searas e vento
Ousar pedir não dá. É lutar ou fugir de cá, é clamar resistir já.
Um magala, um corpo, uma bala, um morto jaz na vala
Puta de luta de vida perdida.
Chamava-se Catarina
O Alentejo a viu nascer
Serranas viram-na em vida
Baleizão a viu morrer
Ceifeiras na manhã fria
Flores na campa lhe vão pôr
Ficou vermelha a campina
Do sangue que então brotou
Acalma o furor campina
Que o teu pranto não findou
Quem viu morrer Catarina
Não perdoa a quem matou
Aquela pomba tão branca
Todos a querem p’ra si
Ó Alentejo queimado
Ninguém se lembra de ti
Aquela andorinha negra
Bate as asas p’ra voar
Ó Alentejo esquecido
Inda um dia hás-de cantar
CANTAR ALENTEJANO de Vicente Campinas
*
**
quinta-feira, 17 de maio de 2007
É meme Borracha

Elle même vai de prachar e zut, afinfa-me com uma coisinha simples: debitar o meu meme.
Pois, uma coisa simples para um gajo complicado, né?!
Mem’assim direi que o que eu meme queria era ter um meme novo. Mas nã tenho. Prontos, fica o velho:
Temos que ser uns pás outras
Camindando por las calles sin parar
De arriba a abajo
De arriba a abajo
Camindando por las calles sin parar
De arriba a abajo
De arriba a abajo
Al poco rato que ya me sentia borracho
No podia encontrar lo que yo andaba buscando
Al poco rato que ya me sentia borracho
No podia encontrar lo que yo andaba buscando
(hey maestro que es lo que passa con esta banda?Que que es lo que pasa con esta banda???
Lo que pasa que esta banda está borracha, está borracha,está borracha
Lo que pasa que la banda esta borracha)
Camindando por las calles sin parar
De arriba a abajo
De arriba a abajo
Camindando por las calles sin parar
De arriba a abajo
De arriba a abajo
Al poco rato que ya me sentia borracho
No podia encontrar lo que yo andaba buscando
Al poco rato que ya me sentia borracho
No podia encontrar lo que yo andaba buscando
Hey maestro otra vez la musica mala, ese acordeon, ese bajo...
Otra vez me preguntas, por que me paras pues hombre, la banda vez como esta?
Lo que pasa que la banda está borracha, está borracha,está borracha
Lo que pasa que la banda esta borracha)
Como é que
Ele: - A Mãe não os fazia assim.
Ela, revirava os olhos para o tecto, sacava de um "a la pate", mastigava-o lentamente de boca escancarada. Só.
Até que um dia:
- A Mãe não os fazia assim.
Não revirou os olhos, não sacou do pastel. Levantou-se, sacou da carteira, lançou-lhe um sorriso doce com os olhos, semicerrou os dentes e por entre eles:
-Tchau.
terça-feira, 15 de maio de 2007
Acontece
O som do motor e a chiadeira dos carris não eram suficientes para me perturbar. Um ou outro solavanco evitavam que a figura se descompusesse para alem do tolerável. Ainda que tal sucedesse, nenhum mal viria ao mundo; vantagens de nos diluirmos na imensidão da cidade e de na hora o eléctrico seguir quase vazio.
Lá á frente, encostado à cabine do condutor, um negro seguia ferrado com o saco das ferramentas entre os pés; escoltando o guardo freio seguia o eterno policia em conversa que se adivinhava através dos vidros: futebol, última jornada, rapto de menina, talvez.
Do lugar dos palermas nada mais via, encostei a cabeça fechei os olhos e deixei-me ir com a imagem da Sé, rememorando a sua simplicidade: o portal coroado pela generosa rosácea, as discretas frestas e os vãos sineiros, os merlões na casa do Senhor. Assim embalado fui fantasiando momentos passados: D.Gilberto de Hastings, ao melhor estilo de Rafael Nadal, tanto batia à direita ao longo da linha como a duas mãos firmava o báculo para desferir impiedosas esquerdas cruzadas, convertendo os infiéis sarracenos em…Um solavanco devolveu-me ao mundo de boca aberta, não, escancarada.
De novo despertei, dirigi-lhe o olhar…

segunda-feira, 14 de maio de 2007
Chorem com
as "Madeleines", independentemente das idades
*Dua Khalil Aswad tinha 17 anos.
*"... de uma minoria religiosa do Curdistão iraquiano, foi apedrejada até à morte depois de se ter apaixonado por um jovem sunita. O apedrejamento foi em Abril, mas ganhou relevância internacional porque os carrascos gravaram o crime ."
in sic online
O que lá vai lá vai...
Quem não cabulou uma frequência, um trabalho? Quem não foi elogiado pelos seus pares pelo desenrascanso? O episódio está encerrado, já ninguém desfaz o que está feito.
Pessoalmente considero que foi um feito académico invejável, digno mesmo de quem só poderia ir muito longe.
Longe até demais
nota: só tenho pena que tivesem encerrado, ou tentem encerrar, a "Independente Vniveritas" pois tenho uns parentes que se aprestavam a adquirir uma qualificação jeitosinha; àfinal deve haver o direito de igualdade de oportunidades, né?








