sexta-feira, 3 de novembro de 2006

UFFF...!



SAUDADE (como não sei pôr música... fica a imagem da Cesária Verde -resta-vos trautear, por mim)

do olimpo veio a inspiração, se não veio, foi da casmurrice.

já podem fazer fila pr'a prantar o que vos aprouver.

Saudosos beijos e abraços.

ooo---ooo

AlôuIn = Travessura? Virose?

Tou que não posso. Depois de querer filtrar o acesso deixei de poder comentar.
Agora é o Lorpa que não me deixa sequer postar.
É aproveitar para se despedirem porque me parece que vou desaparecer, tecnicamente, no éter; espero que não.

Bjs e abraços à blogosfera

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Rapidinhas e das boas!

Sim senhor, é com'eu gosto.
só prós dez melhores amigos

Malditas Genis...


a todas as GENIS portuguesas que o NÃO amoral quer agrilhoar a consciência
De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato
E também vai amiúde
Co'os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geleia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo - Mudei de ideia
- Quando vi nesta cidade
- Tanto horror e iniquidade
- Resolvi tudo explodir
- Mas posso evitar o drama
- Se aquela formosa dama
- Esta noite me servir
Essa dama era Geni
Mas não pode ser Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
Mas de fato, logo ela

Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro
Acontece que a donzela
- e isso era segredo dela
Também tinha seus caprichos
E a deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão
Vai com ele, vai Geni
Vai com ele, vai Geni
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni

Foram tantos os pedidos
Tão sinceros, tão sentidos
Que ela dominou seu asco
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco
Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir
Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

Sócrates:








ESTOU FARTINHO DE VER A MINHA INTELIGENCIA INSULTADA

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

HELLOween

- Doçura ou travessura?
- Acho-a uma doçura mas... Travessura, sem dúvida
in ADN

O estado e a sociedade produtora não são detentoras da actividade reprodutora



Tarsila do Amaral: "Os Operários" (1933) e "A Negra"(1923)
Sim, sim, sim à liberdade de escolha, Sim à livre decisão consciente.
Se o estado, a sociedade, garantissem às mães a possibilidade de suprir as carências e necessidades que elas pensam não poder assegurar, posso afirmar que a IVG, aborto, cairia para índices irrelevantes.
Julgar quem se nega a procriar crianças desvalidas, é de um cinismo atroz.

Carne pra canhão e mão d’obra barata, NÃO, NÃO, NÃO.

No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
- Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece

Raia-lhe a farda o sangue
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos

Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe».

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve
Dera-lhe a mão. Está inteira
É boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
(Malhas que o Império tece")
Jaz morto, e apodrece,
O menino de sua mãe.
Fernando Pessoa
SOU PAI, SOU MÃE, SOU TUDO

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Fiz a volta ao arquivo e apurei:

1º Não estou a falar completamente sozinho; recebi muito pelo pouco que dei, obrigado a todos.
Especialmente a tarantela que me elegeu como inimigo de estimação - só agora dei por ela; cumpri o dever de lhe responder, força tarantela, não te inibas ou coíbas.
No bipolar direi que estou na alta

2º Bué de pontapé na gramática, especialmente nas respostas aos comentários, a celeridade não é boa companheira.
Mais vale uma bem dada que muitas rapidinhas.

3ºEnriqueci-me o que também não é admiração, dado o teso que sou.
É só ganhos

VOLTO PARA NÃO FALAR SOZINHO E PORQUE
DE OUTRA MANEIRA NÃO "PHALO"!

uniformemente acelerado


segunda-feira, 30 de outubro de 2006


em transe

O Tomás não larga o télélé, como se não bastasse acrescentou-me à sua lista de contactos e inunda-me o mail com mensagens do tipo: cuidado não abra, apoio para uma velhinha que perdeu a dentadura, encontro dos antigos… vocês estão a ver.
Mas, não é por isso, é somente porque propôs partilhar o MEU blog – que até não tava mauzito etc. mas a dois etc… Admirado perguntei como é que sabia do "com menta" – já adevinhava – foi o João – tinha que dar com os beiços no trombone, aquele sacana! Sei que não é por mal, pelo contrário, mas a culpa é só minha que não lhe devia ter dito nada, mas afinal os segredos são para ser ditos aos dez melhores amigos, né?

Atormenta-me o entusiasmo dele. Faço assim, faço assado, tu… - gaita!!! até já tem planos pra mim.
Tou pr’aqui: como descalço a bota, deixo ou não deixo?

Pura verdade: isto não é pulicidade (paga)

Pensava não alinhar nessa do maior de portugal, mas hoje alinho, amanhã se verá.
Quebrado pela emoção da escrita e da imagem proponho:

e não estou a brincar.
pelo que pude apurar, nasceu em outubro de 2006
sobre ele sei:
"um tipo banal. mais um, trabalhador por necessidade porque se eu pudesse, pegava na bagagem e vivia de país em país."
visitem:
Ah: não façam como eu, comecem pelo fim, é sempre a "mulherar", valeu?
PS - Cheira-me a que o bicho me vai ficar cá com uma raiva..., pela pinta dele.

So long VARATOJO

Aos 80 anos fechou o livro, assinou muitos e bons.

Mais um página ficará eternamente aberta, assim espero.

(...)"A voz do "leão", do economista (licenciou-se com 25 anos), do advogado (acabou o curso aos 50), do pós-graduado em Medicina Legal, do amante da criminologia, do escritor, do locutor, calou-se no último sábado de Outubro aos 80 anos. Mas para sempre ficou um legado de 34 livros sobre criminologia, mais de mil crónicas, vários programas de rádio e de televisão, que o catapultaram para a fama, e a memória de um homem que deixou uma marca no mundo da técnica e da literatura policial. E na sociedade portuguesa."(...)

domingo, 29 de outubro de 2006

FATIA

na senda dos temas politica e socialmente menos correctos:
Matas de Angola, Bié, Progredíamos há pouco menos de uma hora, do cimo do cavalo – a ficção dá pra tudo! Se eles têm e nós não temos… arranjamos os nossos “cóbois” - a sensação de segurança não era por aí alem, mas antes assim que à pata. Mantínhamos o contacto visual, e pelo flanco sempre era melhor; podia abrir ou fechar consoante a mata fosse mais ou menos densa.

O calor ainda não aperta, as botas estão molhados pelo cacimbo depositado no capim e arbustos; rastos nada, um ou outro deixado pela caça, trilhos muito menos. Calma perfeita, aves cantam á nossa frente, o que contribui para tranquilizar. Analisado o vento, capitão a barlavento, puxo de um anti -regulamentar “Hermínios” – estes poucos me cravam -, à falta de outra coisa sempre distrai.

Sigo embalado pelo passo da Fatia, égua "isabel" vaidosa de sua pelagem rosada, crinas e cabos branco-loiros, temperamental como tudo; Cambumba apelidou-a de FATIA DE MERDA. Ninguém lhe tinha mais amor do que ele! Passava-lhe o escovilhão ao correr e a contra pelo, pelo dorso, ancas e espáduas, chegado à barriga lá fugia ela incomodada pelas cócegas; tratando-se de lhe examinar os cascos, punha-se a pau, não fosse pregar-lhe outra dentada.
Absorto nestes pensamentos lá íamos com duas horas de marcha e o capitão sem mandar fazer alto, cu a doer e o calor a aparecer.

De súbito: gritaria, troar de cascos, diálogo de rajadas: cavas com falsetes, falsetes com cavas.

Estava um dia tão lindo! Bonito, lá temos merda outra vez.

pequeno CONTRIBUTO

O puto, bico-de-pés, cara colada ao gradeamento via o Francisco afastar-se de mão dada à senhora que lhe carregava o saco. Entraram para o carro, ela ao volante ele atrás e arrancaram. Antes de chegarem à curva, o Quico, de joelhos no banco espreitando pelo vidro acenou. A cara do puto explodiu num sorriso de língua de fora e os olhos a incendiaram-se; depois o carro fez a curva e desapareceu. O puto deixou ficar-se por uns momentos, por fim afastou-se pontapeando distraidamente o que calhava, dirigiu-se a um grupo de meninos de bibe igual ao seu que ajoelhados no chão brincavam de cabeças encostadas.
na altura agachado - sob a metralha da emoção - não fui capaz de arrancar, fiquei-me nas covas

O TOMATES

continuação de "Há quanto tempo"
Matos, por aqui!?
- Já não te lembras de mim! Qual mamatos nem meio matos pá, porra, chamo-me Tomás, homem, sempre me trocaste o nome! tás na mesma Erecteu humm, um pouco mais gordito e careca. (?) -estocada por lhe ter trocado o nome, de certeza.
Passado o primeiro momento da surpresa, e com esta agradável recepção, percebi, no que tinha caído.
Lá foram esclarecendo que se conheciam praticamente desde que o Mat…, o Tomás se mudara para perto dos Andrades: conhecimentos de cão, como eu chamo.
Nos passeios dos respectivos bichos, João e Tomás foram-se encontrando; seguiram-se umas bicas, conversas de ocasião sobre isto ou aquilo até, muito rapidamente, chegarem à conclusão que me tinham como amigo comum.

O Tomás! Chamávamos-lhe o “tomates”. Até de verão as bochechas vermelhas espreitavam por trás dos óculos. Como se não bastasse chegado á escola já a meio do 1º período, teve que se sujeitar às provações de um corpo estranho a penetrar em grupo do tipo fazer caixinha e a vida negra a quem podia. Á primeira piada retorquia com o gesto de mãos apertando a fruta, OS TOMATES. Por via disso e das bochechas TOMATES ficou.

Era um meio chato, porreirão, ligeiramente gago quando se enervava, com uma necessidade enorme de agradar, e sempre a levar para trás!
Ouvia uma anedota, ria alarvemente e depois sarnava o juízo à malta toda:
- já conhecem esta?- pela quincagésima vez – a malta: NÃAAO, conta; e começava – ummaaa vez uma gagaja com um ggganda par de mamas… e lá havia um sacana que metia a primeira, acelerava a fundo e desbobinava o fim da anedota. Deixava-o de sorriso à banda, eh eh!; outras vezes deixávamo-lo embalar e, a um piscar d’olho ou meneio de cabeça, à uma, abalávamos lá vindo ele atrás de nós a tentar concluir; chegávamos a dispersar, cada um para seu lado para não lhe dar hipótese. Ficava apardalado!
Dizer-vos que a malta gostava dele pode parecer vos estranho, mas que gostava mesmo, gostava. Uma ou outra vez, raramente, sentia aquelas brincadeiras excessivas e sob risco (muito, muito bem avaliado) lá tentava minorar o impacto do gozo de que era alvo. Mas enfim… tempos que já lá vão.

Bem, findo o jantar, lá fomos até Linda-a-Velha. Enquanto esperava que eles fossem buscar os cães pra voltinha da noite, fui pedindo uma italiana alta e forte, - piada gasta mas que desgasta os empregados, eheh. Chegou o João, mais a sua maria, mais o Fredy; pouco depois chega o Tomás com um cruzado de rafeiro com rafeira. Simpático perguntei - como se chama o canito?
ERECTEU, respondeu-m'o cabrãozão.

sábado, 28 de outubro de 2006

Há quanto tempo

A Isabel e o João desafiaram-me para jantar. Perante alguma hesitação, demoveram-me com o esfarrapado: há uma surpresa.

De casa deles seguimos pá janta e a surpresa era o local: A FLORESTA DE ALGÉS! Cem quilómetros para tal, mas estava bem.
Voltava à "Tasquinha", casa que nos deliciou com pratadas a 4$90, fruta bebida e café incluídos, no tempo em que a malta "da"INEF se distribuía, dependendo da altura do mês, pelas casas de pasto e cervejarias da zona.

Tudo mudado: balcão da direita p’a esquerda, mais espaço sacado não sei d'onde. De novo, também: as mesas corridas, toalhas e televisão. De antigo, aquela sonoridade.
Não fora o amor que eles me têm e o pouco que consigo retribuir-lhes e diria, merda pá surpresa. Veio o panito e a chouriça, o vinho verde-branco à pressão e comecei a dar por bem empregue a ideia.

Quando dei por isso, com tanto lugar vago, planta-se ali um tipo, ali mesmo ao lado: olhar insistente, sorriso irónico, orelha à boleia da nossa conversa. Restou colocar-me a três quartos para ver se... nem sei bem o quê.

Encomendadas as costeletas e a corvina, a conversa não ganhava jeito com aquele emplastro ali colado! nem os meus comentários e trejeitos implícitos a resvalarem p'o explicito safavam a situação, nem os meus amigos se mostravam incomodados. Parecia que só eu sentia a cueca entalada no rabo!
Dei comigo a pensar: o tipo é bicha; depois refreei-me considerando que podia ter tido um qualquer curto-circuito par'os lados do lóbulo frontal.
Quando o gajo acintosamente chega a cadeira para cima da minha amiga... foi demais! Virei-me directamente para ele que, agora, escancarava um inapropriado, alarve e desafiador sorriso. Abri-lhe os olhos e quando... porra; era o Matos!
Há quanto tempo não via este gajo?!!

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Piratas

ainda bem que não fui.


com amigos assim também não se vai longe!

Gato por lebre

A propósito de um posto de abastecimento que fornece combustível a preços baixos mas... os litros fornecidos dão para menos Kms. (em azul e verde)

Referido que o dever cívico obriga a agir para além de denunciar:

"O IPQ é responsável pelo cumprimento de legislação que regula a aplicação no mercado de pesos e medidas, de modo a garantir medições fiáveis para protecção do consumidor, saúde pública, ambiente e segurança, e credibilizar os agentes económicos quando fazem transacções comerciais baseadas em medições." http://www.ipq.pt/custompage.aspx?modid=556
A DECO é um meio para se agir, mas desses... adiante falarei.

AGARRA-T´HOMEM

é sexta-feira
E NEM PIU!

Vota num homem que PRESTE

JOÃO

DAS ARÁBIAS !

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Marias, vejam lá...

Diefe, ab, eu confesso.

ERECTEU (ERICTÓNIO)
Um dos primeiros reis míticos de Atenas, muitas vezes confundido com o seu avô Erictónio. --> ATENAS (FUNDAÇÃO DE).
Quando o deus Hefesto* vê Atena*, que veio à sua oficina de ferreiro para lhe encomendar armas, não consegue reprimir o seu violento desejo e precipita-se sobre ela: o seu esperma espalha-se pela perna da casta deusa que recusa qualquer união; perturbada, limpa-se com um pano e deita-o ao chão. Da terra assim fecundada nasce um estranho descendente, Erictónio, cuja aparência (meio homem, meio serpente) e cujo nome ("nascido do solo") manifestam as suas origens ctónicas*. Sem o conhecimento dos deuses, Atena fecha-o num cesto que confia às três filhas de Cécrope, mas a sua curiosidade leva-as a abrir este objecto precioso. Tomadas de pânico quando vêem a criança monstruosa, lançam-se do alto dos rochedos da Acrópole. Criado por Atena no recinto sagrado do seu templo, Erictónio recebe o poder de Cécrope, e o seu filho Pandíon suceder-lhe-á no trono de Atenas.
Depois, à medida que se define a tradição mítica e literária, Erecteu distingue-se do seu antepassado para entrar na cronologia dos primeiros reis de Atenas na época clássica. Filho de Pandíon, sucede-lhe após a sua morte, enquanto o seu irmão, Butes recebeu as funções sacerdotais da cidade. Erecteu é também irmão de Filomela* e de Procne, que serão transformados em aves. Durante o seu reinado, rebenta uma guerra entre Atenas e Elêusis, que, entre os seus aliados, conta com o rei da Trácia, Eumolpo, filho do deus Posídon*. Erecteu consulta o oráculo de Delfos sobre o combate: é-lhe dito que deverá sacrificar uma das suas filhas para obter a vitória. Todas as filhas do rei teriam, então, dado a sua vida para salvar a pátria. Graças a este sacrifício, os Atenienses levaram a melhor, mas Erecteu, que matou Eumolpo no decurso da batalha, é fulminado por Zeus*, a pedido de Posídon, furioso pela morte do seu filho.

  • Icon. Muitas pinturas de vasos representam episódios da vida de Erecteu. Existem ainda duas cabeças provenientes do Pártenon (séc. V a.c.), uma em Atenas e outra no Vaticano.

CORRUPÇÃO

À corrupção da:
língua –rititi- (banal);
consciência – IVG- (intolerável);
intelectual –MST- (tolerada)


podemos juntar este raminho fresco, colhido hoje mesmo no DN

http://dn.sapo.pt/2006/10/26/editorial/ficcoes.html

(...) Uma das ficções criadas com a votação do Conselho Superior do Ministério Público, que chumbou o nome de Mário Gomes Dias para vice-procurador, é a de que os nove votos contra seriam, no essencial, a expressão corporativa da reacção dos magistrados do Ministério Público (MP) presentes neste órgão. Alinhados com o respectivo sindicato, sacaram do voto e dispararam contra o alvo intermédio, para atingirem o próprio procurador-geral.(...)


http://dn.sapo.pt/2006/10/26/nacional/megainvestigacao_a_negocios_autarqui.html
(...) antigos dirigentes da empresa Resin, no âmbito do processo de Fátima Felgueiras, que denunciaram simulação de contratos, viagens pagas a autarcas e apoios financeiros nas campanhas eleitorais. Em Viseu, as suspeitas foram arquivadas (ver texto em baixo). (...)


http://dn.sapo.pt/2006/10/26/editorial/ficcoes.html

(...) Hoje, Alexandre Magalhães vai ao Tribunal Comercial de Gaia com a SAD para uma conciliação que antevê difícil, mas simples. "Interpus uma acção, o ano passado, por causa da gratificação aos quatro administradores [Pinto da Costa, Reinaldo Teles, Fernando Gomes e Adelino Caldeira]. Pelo que entendo, e pelo que defendem os juristas que consultei, é ilegal. (...)


http://dn.sapo.pt/2006/10/26/cidades/nao_por_a_camara_santarem_praca_publ.html

(...) As contas estão como há um ano?
Não. Embora ainda estejamos a receber facturas de despesa ilegal, de 2002, porque não há registos na câmara, não ficámos parados. Fizemos acordos com fornecedores sem dizer nada a ninguém e, se resolver o último, não preciso da antecipação de rendas e não vou colocar Santarém na praça para ser tiro ao alvo.(...)
Sinto-me up-date, corto e colo, e ...
vou dormir para o melhor lado.
3 em 1 né cara?

A 300

Hip, hip Hurrah.

A partir deste marco contabilístico, deixarei, de celebrar.
Sem modéstia auto-felicito-me pelo facto de ter contribuído com aproximadamente 278 contagens referentes às vezes que vim ver se as minhas marias e maneis cá tinham vindo passar-me a mão pelo ego.
Estou satisfeitíssimo pelos resultados obtidos, tão satisfeito que, não querendo deixar de agradecer, passo a considerar os números vindouros um acontecimento banal.

Três olhares e um sorriso

in ADN
Segundo os peritos, a possibilidade de nascimento de gémeos de raças diferentes é de um para um milhão .

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

(ex)citação

a mestria da narrativa de garfiar induziu este comentário.
não me atrevi a publica-lo no seu espaço,
voltei a sair e aqui o depus com muita hesitação
vão lá ver e perceberão

Um gajo de pulso, depara com aquela fatiota, gravata de napa, cabelo old style Ph7, ou talvez bilcrime, zás dá-nos um flash; óspois, a voz a sair daquela boca implantada naquele rosto, zás flash de novo, na cara chapada: "subi a vida a pulso", ZÁS, estava a pedi-las... IMPULSOS!
Como eu percebo!
Graças aos deuses, sou ateu e não tenho nenhum a tomar conta de mim.

Às minhas marias, à diefe

fiz a sacanagem (corrigi as infordeformações) de:


e se elas permitirem, à barriga de um arquitecto.
Estava a ir tão bem, quando...


(...)
Fizeram amor à luz das três chamas e das brasas da lareira, que pareciam tingir de vermelho o ar do quarto.
- Sabes há quanto tempo vivemos nesta situação? - perguntou Teresa.
- Perfeitamente: há vinte e seis anos, ainda que não tenha sido sempre a mesma.
- Li que alguns poetas falam cada vez mais do amor como algo eterno, um sentimento tal, que nem sequer a velhice pode destruir. Não nos estará a acontecer isso?
- Parece-me que não ouviram os poemas que se escutam por Leão e pela Galiza. Alguns são atribuídos ao próprio rei Afonso e neles o amor eterno não fica lá muito bem visto. Ouve este; recitou-mo este Verão o mestre da ferraria de Leão e dizem que o seu autor é o rei Afonso. Escreveu-o ao saber do êxito amoroso de um clérigo que tinha muitas amantes e que fornicava com a que a cada momento lhe apetecia. Utilizava uma táctica muito engenhosa para isso: dizia à mulher da qual se pretendia aproveitar que apresentava sintomas de estar endemoninhada e que a única maneira de tirar o espírito do Maligno de dentro dela era fornicar até estar redimida.
- O que na verdade essas mulheres queriam era que o cura as cobrisse.
- Assim é. Certamente tinham a doença de São Marcial.
- O que é isso? - perguntou Teresa.
- Também lhe chamam furor uterino, ou fogo do cono; diga-mos que há mulheres que não podem estar um único momento sem alguém com quem gozem. Mas houve o poema:



Juan Rodríguez perguntou a Balteira
quais eram as suas medidas, para colher madeira,
e ela disse: Para o fazer bem, deves colher
o tamanho certo.
Assim e não menor, de nenhuma maneira.
E disse: Esta é a boa maneira
e, além disso, não só a dei a vós,
e dado que sem compasso a hei-de meter,
tão longa deve toda ser
que possa entrar entre as pernas
da escada.
A Maior Mufíiz deu outra semelhante
a ela veio colhê-la com gosto
e Maria Arias precisamente o mesmo
e Alvela, a que esteve em Portugal:
alas colheram-na na montanha.
E disse: Esta é a medida de Espanha,
não a da Lombardia nem da Alemanha,
que seja tão grossa não é mau
pois delgada não vai bem para a racha.
E disto eu sei mais que Abondaña.

- Tens a certeza que D. Afonso escreveu isso? - perguntou Teresa.
- Ninguém duvida. A arte de trovar é considerada por mui­tos como a mais perfeita de quantas artes o homem inventou. Trovar é próprio de homens cultos, e sua majestade é culto. Escuta este outro poema, ainda é mais directo:

Fui pôr a mão no outro dia
no cono de uma soldadeira,
e disse-me: «Tira daí, desavergonhado,
que agora não é o momento
que me fodam, pois é o tempo
que prenderam Nosso Senhor na paixão:
sai de mim, pecador,
porque não mereci muito mal».

- Não imagino um rei recitando semelhantes versos na Corte. - Pois escuta este outro; o seu autor não é D. Afonso, mas um poeta galego seu amigo, chamado Afonso Eanes do Coton. Quando mo recitaram, garantiram-me que D. Afonso se ria à gargalhada ao ouvi-lo.

Marinha, o teu folgar
Tenho eu por desacertado,
e ando maravilhado
de te não ver rebentar;
pois tapo com esta minha boca,
a tua boca, Marinha;
e com este nariz meu,
tapo eu, Marinha, o teu;
com as mãos te tapo as orelhas,
os olhos e as sobmncelhas,
tapo-te ao primeiro sono;
com a minha piça o teu cono;
e como o não faz nenhum,
com os colhôes te tapo o cu.
E não rebentas, Marinha?

- Não parece um amor demasiado eterno, mas sim carnal, só carnal - comentou Teresa.
- Nem todo o amor é assim, ainda que às vezes se manifeste desta maneira.
(...)
Algo me diz que deveria pôr este livro de lado, mas ele está quase acabado...
e com esta lá me vou
reunião de grupo vou ter
bem, bem lixado eu tou
se lesto não comparecer

A duzentos cheguei!

Será que me estatelarei?

O "Anac" não se fica nas covas

manda a administração passear.O sacaninha tem 50% das cotas da sociedade e não me reconhece voto de qualidade.
Salva-me que ele às boas vai lá.

Una niña

acude a las oraciones de Eid al-Fitr, que marcan el final del Ramadán, en Teherán (Irán).
que o Senhor te poupe au véu...

se for esse o teu desejo

The Antennae Galaxies in Collision

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Ética

que palavra tão estranha.

Servirá para alguma coisa?
até serviria à poesia, Não dava jeito pa rima?

estética
anoréctica
patética
sintética
esquelética...

e eu sei lá para que mais ainda servirá; para a prosa poética?

Todo o dia andei nela enrolado, griteia-a, ou só a pensei?

Ética palavra tão de algodão doce, tão fofa que em lado nenhum faz eco!

Discutir o direito à vida

Comentário de mfba em "Blogue do Não" in http://aartedafuga.blogspot.com/

(...)Se o "não " é porque houve concepção e os direitos do feto, vamos discutir o direito que têm os estados em mandar para a guerra, seja ela qual fôr, esse mesmo feto, para morrer na maior parte dos casos.(...)

Não pretendo suscitar a discussão do IVG, penso sinceramente ser uma questão de consciência, da mulher em primeiro lugar, sem descurar o direito do parceiro se pronunciar.

A reflexão de mfba é no mínimo curiosa, face a mentalidades e instituições "moralistas"

Noblesse oblige,

parafraseando uma ave rara lusitana, de tiques amaneirados.

É óbvio que vocês não poderiam ser lusofolia.blogspot.com, não há dois endereços iguais!
Inventar, inventar... as coisas só se inventam uma vez! Nas outras vezes descobre-se que o que pensávamos ter inventado, afinal já o foi.

Não vos acuso de má fé. Questiono a atitude frontalmente.

Perguntem directamente a opinião a Toix, assim assina o bloger de Lusofolia. Eu não sei qual é a sua opinião. Verificarão que pus um post elogiando a postura elegante de ele não comentar o vosso anúncio de existência.
Ao perguntarem, formalmente, ficaremos todos esclarecidos.

É só uma opinião.

L. M. Pinto, Apex,


Lusofolia é um companheiro de caminhada muito longa.

Calculo que seja um abalo forte para quem criou um conceito de definição de espaço intelectual vê-lo devassado por uma iniciativa alheia.

Eu sei o que faria:
1º Criava, de imediato, um novo blog com nome autónomo e passava para ele o conteúdo desse.
2º Por um período razoável, o da existência do vosso blog, deixava um linK para o novo Blog criado.
3º Findo esseperíodo apagava o blog.

Poderá ser uma forma de ética, ultrapassada e perene, que não seja acolhida, até, por muitos, poderei ser o único a assim pensar, o que não acontece certamente, mas é a minha noção de ética e de HONRA.

Independentemente do que possam ou não fazer no sentido de libertar o nome LUSOFOLIA, Erecteu deseja-vos as melhores felicidades para o vosso projecto.

Mãe,

atingi os cem!
- Vê lá se t'estampas

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

O âmago



Vocês sabem onde fica o âmago?

É porque nunca vos doeu.

Não vão ver, ouviram?

Hoje, também, andei por aí a kuskar. Valeu a pena. De blog em comentário fui saltando para outros blogs, sem critério, guiado pelo nomes mais ou menos apelativos. Tomei consciência que as postas femininas tinham a primazia. Questão de educação presumo eu: ladies first. Nesta deambulação pelas marias da esfera, fui-me familiarizando ora com uns, ora com outros que fui visitando e muito apraz ter aqui aferroado em "a cheirar". Ou por oculto ciúme, já desvendado, ou por preconceito associado a imagens que não me serão muito atraentes fui saltando, ora aquele ora este:Mas... compelido (pelo ciúme ou pela rejeição ao icone) lá fui eu, Erecteu. E mais uma vez... por onde é que tenho andado eu ? Acicatou-se-me cá 0 ciúme, de uma maneira...
Digo-vos: Não vão ver, é um conselho.
Abssinto, não provem tá?
Ab - (do lat. de) ; Sinto (do vb sentir, - 1ª ps sing p.i. )
Absíntio- (s. m. do lat. absinthiu . do gr. apsinthion) Planta aromática...; Licor preparado desta planta
Absinto- (s. m. m q) Absíntio

domingo, 22 de outubro de 2006

Obrigado HC

Perante um plasma um estranho fenómeno “anti-alzeimer” fez-me recuar a um longínquo tempo, a um quarto na penumbra.

Numa cama de grades, castanha - que meu pai fizera - cumpria a sesta diária. Dormir nada! Rebolava pernas ao alto batendo-as numa e noutra grade. Tagarelava cantando; minha mãe “modista” que trabalhava em casa, por vezes assomava e docemente:
- shiiiu J. dorme, anda lá, dorme só um bocadinho.
Hoje, à dança das pernas e ao tagarelar juntou-se uma nova brincadeira: dedos na boca explorando-a, o vómito surgiu golfado. Minha Mãe acorreu tomou-me nos braços balançando-me concluiu que estava com febre, coitadinho.
Sentia-me tão bem! Sabia a causa e compreendi o efeito; comprometido não fui capaz de a tranquilizar.

Eu conto.

Convidei, Mr (Mystery) escolheu. Resultado?
Almodovar = a si próprio, Muito Bom. - Mr também

Mexam-me esses cus e vão ver. Os que já viram também.

De volta a casa, uma hora com Class FM 106.2

Tou de papo cheio

sábado, 21 de outubro de 2006

Quem parte e reparte...

(...)"Ir além disso [actualização de 1,5%] seria pôr em causa a possibilidade de atingirmos o objectivo orçamental do próximo ano" disse o secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo(...)

É necessário equilibrar o orçamento familiar pois o défice é enorme.
Receita:
hum… deixa cá ver, aumento 1,5%

Despesas:
Aumento de 6% de electricidade;
Inflação 2,1 % ;
Transportes acima da inflação;
Saúde mais taxas;
Mais contribuição para a ADSE...

Isto não ta nada bom. Vou tomar medidas:

  • O Anacleto ( puto 14 anos) passa a comer menos;
  • O Anacleto passa a cortar a relva dos vizinhos revertendo a receita pra casa;
  • Corte na semanada do Anacleto;
  • Desliga-se a televisão do Anacleto;
  • Adia-se a ida ao dentista do Anacleto para o próximo ano económico;

    Bom vamos ver se isto dá, caso contrário… orçamento rectificativo.

***
Anacleto: Porra pai cortas-me tudo e pões-me a bulir mais?
Cala-te, sou administrador e não negoceio sobre pressão

O prazer na carne

Obtive a bonita quantia de 990 €. in azul-e-verde

Presumo que não fumes. Parabéns.
Na verdade dá para isso e para muito mais, em alternativa claro, eu que o diga que estive quase 20 anos sem fumar!
Acontece porem que desde a opção A à E já vi muitos fumadores fruírem pelo que dará para as duas coisas.

Agora imagina um tipo com duas Digital Kodak Z650, ao ombro:
Duas Câmaras, pergunto-lhe eu.
Responde-me ele: é, deixei de fumar há um ano.

Sem dúvida que perdem o que perdem e...

eu vou fumar uma cigarrilha, faz pior, é mais caro mas sabe bem.

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Gindungo & Chocolate

E SE EU GOSTO DE MISTURAS...! in ADN

Vamo-nos a ela, funiculi-la funicula-la.

mas ca ganda ego minha senhora!
Ou é como eu quero ou não há negociações
por mim já estava esclarecido, obrigado
mas isto não fica asim: Incha, ai inxa(-) la(-emos)

Cum caneco

blog que mui (ade)miro

Personagens:

(Conhecem-se de vista, cumprimentam-se ocasionalmente no café da zona onde trabalham)

  • Advogada, trinta e cinco anos, bem compostita.

  • Profissional desta vida, 40 anos vividos, bem composta

Cenário:

Escritório da advogada, lá para os lados do elevador de Sta. Justa.

II acto, cena 2 ( preliminar da consulta)
Dra. - Como tem passado, hum... a minha amiga?
Prof. - Bem, quer dizer, sabe como é a crise...
Dra. - Pois é toca-nos a todas.
Prof. - Sim é verdade, mas não me queixo.
Sabe doutora, não há homens impotentes, há é mulheres incompetentes.
(...) Strictly joking

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Postas e mais postas

Anda tudo a postar.
Num frenesim vamos de blog em blog, sem parar.

A informação é tanta que não há curiosidade que lhe chegue.
Na verdade, a surpresa e o insólito estão mesmo ali, ao virar do próximo Blog.

Uns duram anos, outros nem tanto, contudo o índice de natalidade é maior que a mortalidade, seja a causa natural ou por suicídio, como garfiando.

Onde andariam estes postadores se não fosse esta modernêra.
Já tavam todos fumando com certeza

2º Porra. Mas por onde é que tenho eu andado?

Postal caetaneado à bruta

As lições

Acordei e quer na RTP1 quer na TVI já era notícia - O RIVOLI FOI EVACUADO.

Meia em meia hora reportagens em directo contam-vos os pormenores.

Está reposta a legalidade. Rio entregará a gestão do único espaço municipal à gestão privada;

Senhoras e senhores, meninas e meninos"the show must go on" pois cumpriu-se o exercício do poder democrático.


E agora confortado pergunto-me: para alem do Sporting e até do Barça o que se terá ontem passado? Penso, penso e nada.



Ah! a greve dos professores, coisa de somenos importância. Alguém ouviu falar?

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

diefe

Bateram no meu blog, fui ver.
Não era chuva, era gente!

Hum... nhamm, nham.
Gelado... e de chocolate, feito com dois dias de antecedência, cum catano!!!
Ai, aiiii, aiiiii! Double mousse de mascarpone au citron et Cointreaun, não tem vergonha? Isso faz-se!?

Sou mui kuska e fui ver. Livros e cinema batem certo, música gosto mas não pratico, suponho que os interesses, aqueles, incomensuráveis também encaixam - bem, adiante.

Obrigado - espero que não estivesse a ser irónica.
Compete-me repetir a gentileza mas na verdade ando pelos gelados e pelos semi-frios; bolos, bolos... ah! tenho um de que gosto - Bolo de Bacalhau.

Post scriptum, um abraço ao MICH, e um chocho (repenicado) deste seu Erecteu.

Malhas que o império tece

(...)
Informações recolhidas pelo PÚBLICO referem que Pinto Monteiro estará na disposição de insistir no nome de Gomes Dias, com quem trabalhou, lado a lado, no tribunal da Boa-Hora, o que poderá gerar novo braço-de-ferro."(...)
Isto promete!
Estamos cá para ver

A ESPERANÇA DE VIDA

(…)
não é tolerável que todos os professores possam atingir o topo da carreira. E usou mais uma vez a metáfora castrense: "Nem todos os militares podem chegar a generais." (…)


Quando se discute o estatuto de uma carreira pretende-se, de acordo com a sua especificidade, definir a actividade e o seu exercício.

Não é viável, de uma assentada, definir todas as actividades. Isto é tão evidente que me interrogo sobre a seriedade da argumentação do Sr. Primeiro-ministro e da Sra. Ministra da Educação.

A instituição militar assenta numa estrutura de tal forma hierarquizada que para alem dos postos de comando se aplica o conceito “a antiguidade é um posto”

A actividade docente está alicerçada em princípios de autonomia e de reconhecimento de competências pedagógicas. A sua actividade organiza-se a partir de decisões colectivas de grupo e de escola estando permanentemente a ser avaliada em conselhos.
Ao professor cabe, em primeiro lugar, despistar dificuldades ou insuficiências dos discentes e por fim avaliar, disponibilizando os seus elementos de avaliação, a aquisição de conhecimentos, segundo critérios que lhe são previamente fornecidos. O sucesso escolar dos discentes não é determinado pelo professor mas sim por um conselho de turma, havendo sempre recurso da decisão.

Não adianta explicar que se perde tempo em comparar a esperança de vida de um nabo e a de um Primeiro-ministro.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

A dúvida

Está chegado o primeiro dia da anunciada greve de professores.

Uma coisa está garantida: os que aderirem contribuirão para o enriquecimento do estado com dois dias do seu vencimento ou salário.

Há quem os veja:

  • como uns malandros que pouco trabalham e muito ganham;
  • como uns pedantes empertigados.

Outros vêem nos como :

  • elementos importantes do tecido social;
  • uns desgraçados que não têm onde cair.

A grande maioria é servidora do estado com obrigação de prestar um serviço público com a devida honradez.
Um professor com 20 (vinte anos) de carreira que ganhe 1500 € líquidos e sem a perspectiva de progredir como se sentirá motivado?

Se esse professor estiver:
deslocado, afastado da família, sujeito a viver em quartos devassados pelos proprietários, sujeito a desconsiderações e agressões, olhado pela administração como um pária;
tem as condições para desempenhar o papel que se lhe pede?


O défice estrutural desta ditosa pátria pode ser que seja proporcional à sua generosidade e exigência.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

UMA AVENTURA

dE cAQUI & bINÓCULOS, MAisNELAS & joão




bom espectáculo em boa companhia

... e foi assim o fim de semana! Não tenham inveja.

MIStERY

? ?

sábado, 14 de outubro de 2006

Isto é que é uma porra, estarei com Alzeimer?

O destacado a negrito é meu... as palavras são do cromo(*) de óculos, sim esse à frente do emplastro.

"O Governo tem que estar atento aos sinais da opinião pública, a publicada e a que se manifesta na rua. Mas o fundamental é que o Governo se mantenha firme e determinado na execução do seu programa. Temos a obrigação de não trair a confiança que os portugueses nos deram com uma maioria absoluta. "
Para a próxima vou estar atento ao que prometem!
Não me lembro nada das promessas que estão a cumprir, tão zelosamente.
.
* cromo, para não lhe chamar outra coisa como cromão ou ainda pior.

Nem oito nem oitenta, foram 80.000


quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Passado um ano, aqui pelo litoral alentejano, em Alcácer, vive-se uma alternância de poder.

Este primeiro ano foi agitado.O novo executivo entrou disposto a marcar posição.
Fez de rompante todo o género de alterações: Movimentação de pessoal e alteração de procedimentos, o que não surpreende.
Assiste-se a um debate anónimo, caracterizado pela emotividade, em - http://osobservadores.blogspot.com/ - , onde a propósito de qualquer "post" os mesmos de sempre se envolvem em caricatas discussões, recheadas de insultos, sem respeitar o tema.A situação tem tanto de insólito que merece ser estudada.

Ressalta da acção desta equipa uma inexperiência executiva que é prejudicada pelo perfil do presidente e do seu vice.
Os protestos e acusações abundam:
  • Funcionários que se sentem marginalizados, ofendidos e objecto de atitudes persecutórias;
  • Falta de discernimento com ordens e contra ordens, ou medidas e contra medidas;
  • Aquisições supérfluas para membros do executivo;
  • Estrangulamento financeiro de instituições e colectividades;
  • Censura prévia das peças do "Teatro do Rio" acusado de excessiva intelectualidade;
  • Desmantelamento de equipamentos recém acabados pelo executivo cessante;
  • Falta de respeito pelos direitos de autor em intervenções de conservação;
  • Retirada de livros da biblioteca que haviam sido apoiados por fundos municipais;
  • Intenção de demolir o "pavilhão da feira" para implementar um projecto de requalificação...

Enfim, as acusações e defesa por parte de críticos e apoiantes é feita de tal forma que Alcácer parece a “ALDEIA DOS IRREDUTIVEIS” e os compadres parecem os “VALENTIX” parentes que não perdem uma boa briga entre eles.


A vitória PS foi por muitos atribuída ao demérito da candidatura da CDU que apresentava um cabeça de lista pouco consensual e que tinha, enquanto vice-presidente, afrontado, e entrado em ruptura com o anterior presidente, Rogério de Brito, personalidade forte, politicamente hábil, congregador de apoios muito diversificados.

A surpresa da vitória residiu na substituição de uma maioria absoluta por outra mas de sinal diferente, de tal forma que há quem advogue que a lista que se apresentou a sufrágio não acreditava poder constituir-se em alternativa.
De facto, as fragilidades e dificuldades, deste executivo municipal. reveladas ao longo deste ano são significativas.


Vá-se lá agora saber quem ganhou ou quem perdeu!

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Conhecem-no?

Não o viram já, lá para os lados d0 Parque Mayer?
Eu ajudo: com um presidente de Câmara.


"El arquitecto estadounidense Frank Gehry delante del hotel Marqués de Riscal en la localidad riojanoalavesa de Elciego. "

Não comento; fico atento...

A Alta Autoridade contra a Corrupção, foi presidida por Costa Brás entre 1983 e 1993.
(...) perante a ineficácia do órgão e as lacunas do Código Penal, o militar de Abril pediu à Assembleia que escolhesse entre o reforço de competências ou a extinção da Alta Autoridade. Como escreveu António José Teixeira no sábado, "PSD e PS nem pestanejaram. Extinguiu-se." Só faltou acrescentar que o líder do PSD era chefe de um Governo maioritário e se chamava Cavaco Silva.(...)

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

GUERRA DAS ESTRELAS"


(...)
"Bento XVI, em 1984 - na altura Joseph Ratzinger, enquanto presidente da Congregação para a Doutrina da Fé -, tinha dito que o Limbo era apenas uma hipótese teológica. "(...)
"PENSO EU DE QUE"
  • Inferno será hipótese demonológica
  • Céu será hipótese angiológica.
Bora lá mudar

Arriba

(...)los "castellers" son una tradición fuertemente arraigada en la sociedad catalana.

Eles teimam em subir, em libertarem-se da terra que os prende.

Quanto aos irredutíveis Lusitanos, 30% deles...

O método socrático tinha como característica levar cada indivíduo a reflectir ...

Estamos descansados?

in DN Segunda, 9 de Outubro de 2006
Os juízes vão deixar de poder aplicar a prisão preventiva a suspeitos de crimes de colarinho branco, como tráfico de influências ou corrupção activa, caso os princípios gerais previstos no Pacto de Justiça assinado entre o PSD e o Governo passem à prática. (...)
Parece que não vai ser exactamente assim. Vamos ver.

domingo, 8 de outubro de 2006

Velha questão

Falar bom português
Quando alguém recebe a extrema unção diz-se que foi:
  • a) extrema untado
  • b) extrema ungido

Óbvio que é ungido! UNGIDO E MAL PAGO