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quinta-feira, 2 de novembro de 2006
Malditas Genis...
a todas as GENIS portuguesas que o NÃO amoral quer agrilhoar a consciência

Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato
E também vai amiúde
Co'os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geleia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo - Mudei de ideia
- Quando vi nesta cidade
- Tanto horror e iniquidade
- Resolvi tudo explodir
- Mas posso evitar o drama
- Se aquela formosa dama
- Esta noite me servir
Essa dama era Geni
Mas não pode ser Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
Mas de fato, logo ela
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro
Acontece que a donzela
- e isso era segredo dela
Também tinha seus caprichos
E a deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão
Vai com ele, vai Geni
Vai com ele, vai Geni
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni
Foram tantos os pedidos
Tão sinceros, tão sentidos
Que ela dominou seu asco
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco
Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir
Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
quarta-feira, 1 de novembro de 2006
O estado e a sociedade produtora não são detentoras da actividade reprodutora
Se o estado, a sociedade, garantissem às mães a possibilidade de suprir as carências e necessidades que elas pensam não poder assegurar, posso afirmar que a IVG, aborto, cairia para índices irrelevantes.
Julgar quem se nega a procriar crianças desvalidas, é de um cinismo atroz.
Carne pra canhão e mão d’obra barata, NÃO, NÃO, NÃO.
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
- Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece
Raia-lhe a farda o sangue
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos
Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe».
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve
Dera-lhe a mão. Está inteira
É boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
(Malhas que o Império tece")
Jaz morto, e apodrece,
O menino de sua mãe.
Fernando Pessoa
terça-feira, 31 de outubro de 2006
Fiz a volta ao arquivo e apurei:
No bipolar direi que estou na alta
2º Bué de pontapé na gramática, especialmente nas respostas aos comentários, a celeridade não é boa companheira.
Mais vale uma bem dada que muitas rapidinhas.
3ºEnriqueci-me o que também não é admiração, dado o teso que sou.
VOLTO PARA NÃO FALAR SOZINHO E PORQUE
DE OUTRA MANEIRA NÃO "PHALO"!
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
em transe
Mas, não é por isso, é somente porque propôs partilhar o MEU blog – que até não tava mauzito etc. mas a dois etc… Admirado perguntei como é que sabia do "com menta" – já adevinhava – foi o João – tinha que dar com os beiços no trombone, aquele sacana! Sei que não é por mal, pelo contrário, mas a culpa é só minha que não lhe devia ter dito nada, mas afinal os segredos são para ser ditos aos dez melhores amigos, né?
Atormenta-me o entusiasmo dele. Faço assim, faço assado, tu… - gaita!!! até já tem planos pra mim.
Tou pr’aqui: como descalço a bota, deixo ou não deixo?
Pura verdade: isto não é pulicidade (paga)
Quebrado pela emoção da escrita e da imagem proponho:
So long VARATOJO
Aos 80 anos fechou o livro, assinou muitos e bons.Mais um página ficará eternamente aberta, assim espero.
domingo, 29 de outubro de 2006
FATIA
O calor ainda não aperta, as botas estão molhados pelo cacimbo depositado no capim e arbustos; rastos nada, um ou outro deixado pela caça, trilhos muito menos. Calma perfeita, aves cantam á nossa frente, o que contribui para tranquilizar. Analisado o vento, capitão a barlavento, puxo de um anti -regulamentar “Hermínios” – estes poucos me cravam -, à falta de outra coisa sempre distrai.
Sigo embalado pelo passo da Fatia, égua "isabel" vaidosa de sua pelagem rosada, crinas e cabos branco-loiros, temperamental como tudo; Cambumba apelidou-a de FATIA DE MERDA. Ninguém lhe tinha mais amor do que ele! Passava-lhe o escovilhão ao correr e a contra pelo, pelo dorso, ancas e espáduas, chegado à barriga lá fugia ela incomodada pelas cócegas; tratando-se de lhe examinar os cascos, punha-se a pau, não fosse pregar-lhe outra dentada.
Absorto nestes pensamentos lá íamos com duas horas de marcha e o capitão sem mandar fazer alto, cu a doer e o calor a aparecer.
De súbito: gritaria, troar de cascos, diálogo de rajadas: cavas com falsetes, falsetes com cavas.
Estava um dia tão lindo! Bonito, lá temos merda outra vez.
pequeno CONTRIBUTO
O TOMATES

- Já não te lembras de mim! Qual mamatos nem meio matos pá, porra, chamo-me Tomás, homem, sempre me trocaste o nome! tás na mesma Erecteu humm, um pouco mais gordito e careca. (?) -estocada por lhe ter trocado o nome, de certeza.
Lá foram esclarecendo que se conheciam praticamente desde que o Mat…, o Tomás se mudara para perto dos Andrades: conhecimentos de cão, como eu chamo.
O Tomás! Chamávamos-lhe o “tomates”. Até de verão as bochechas vermelhas espreitavam por trás dos óculos. Como se não bastasse chegado á escola já a meio do 1º período, teve que se sujeitar às provações de um corpo estranho a penetrar em grupo do tipo fazer caixinha e a vida negra a quem podia. Á primeira piada retorquia com o gesto de mãos apertando a fruta, OS TOMATES. Por via disso e das bochechas TOMATES ficou.
Era um meio chato, porreirão, ligeiramente gago quando se enervava, com uma necessidade enorme de agradar, e sempre a levar para trás!
Dizer-vos que a malta gostava dele pode parecer vos estranho, mas que gostava mesmo, gostava. Uma ou outra vez, raramente, sentia aquelas brincadeiras excessivas e sob risco (muito, muito bem avaliado) lá tentava minorar o impacto do gozo de que era alvo. Mas enfim… tempos que já lá vão.
sábado, 28 de outubro de 2006
Há quanto tempo
De casa deles seguimos pá janta e a surpresa era o local: A FLORESTA DE ALGÉS! Cem quilómetros para tal, mas estava bem.
Voltava à "Tasquinha", casa que nos deliciou com pratadas a 4$90, fruta bebida e café incluídos, no tempo em que a malta "da"INEF se distribuía, dependendo da altura do mês, pelas casas de pasto e cervejarias da zona.
Tudo mudado: balcão da direita p’a esquerda, mais espaço sacado não sei d'onde. De novo, também: as mesas corridas, toalhas e televisão. De antigo, aquela sonoridade.
Não fora o amor que eles me têm e o pouco que consigo retribuir-lhes e diria, merda pá surpresa. Veio o panito e a chouriça, o vinho verde-branco à pressão e comecei a dar por bem empregue a ideia.
Quando dei por isso, com tanto lugar vago, planta-se ali um tipo, ali mesmo ao lado: olhar insistente, sorriso irónico, orelha à boleia da nossa conversa. Restou colocar-me a três quartos para ver se... nem sei bem o quê.
Encomendadas as costeletas e a corvina, a conversa não ganhava jeito com aquele emplastro ali colado! nem os meus comentários e trejeitos implícitos a resvalarem p'o explicito safavam a situação, nem os meus amigos se mostravam incomodados. Parecia que só eu sentia a cueca entalada no rabo!
Dei comigo a pensar: o tipo é bicha; depois refreei-me considerando que podia ter tido um qualquer curto-circuito par'os lados do lóbulo frontal.
Quando o gajo acintosamente chega a cadeira para cima da minha amiga... foi demais! Virei-me directamente para ele que, agora, escancarava um inapropriado, alarve e desafiador sorriso. Abri-lhe os olhos e quando... porra; era o Matos!
Há quanto tempo não via este gajo?!!
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Gato por lebre
Referido que o dever cívico obriga a agir para além de denunciar:
"O IPQ é responsável pelo cumprimento de legislação que regula a aplicação no mercado de pesos e medidas, de modo a garantir medições fiáveis para protecção do consumidor, saúde pública, ambiente e segurança, e credibilizar os agentes económicos quando fazem transacções comerciais baseadas em medições." http://www.ipq.pt/custompage.aspx?modid=556
quinta-feira, 26 de outubro de 2006
Marias, vejam lá...
Diefe, ab, eu confesso.
ERECTEU (ERICTÓNIO) 
Um dos primeiros reis míticos de Atenas, muitas vezes confundido com o seu avô Erictónio. --> ATENAS (FUNDAÇÃO DE).
Quando o deus Hefesto* vê Atena*, que veio à sua oficina de ferreiro para lhe encomendar armas, não consegue reprimir o seu violento desejo e precipita-se sobre ela: o seu esperma espalha-se pela perna da casta deusa que recusa qualquer união; perturbada, limpa-se com um pano e deita-o ao chão. Da terra assim fecundada nasce um estranho descendente, Erictónio, cuja aparência (meio homem, meio serpente) e cujo nome ("nascido do solo") manifestam as suas origens ctónicas*. Sem o conhecimento dos deuses, Atena fecha-o num cesto que confia às três filhas de Cécrope, mas a sua curiosidade leva-as a abrir este objecto precioso. Tomadas de pânico quando vêem a criança monstruosa, lançam-se do alto dos rochedos da Acrópole. Criado por Atena no recinto sagrado do seu templo, Erictónio recebe o poder de Cécrope, e o seu filho Pandíon suceder-lhe-á no trono de Atenas.
Depois, à medida que se define a tradição mítica e literária, Erecteu distingue-se do seu antepassado para entrar na cronologia dos primeiros reis de Atenas na época clássica. Filho de Pandíon, sucede-lhe após a sua morte, enquanto o seu irmão, Butes recebeu as funções sacerdotais da cidade. Erecteu é também irmão de Filomela* e de Procne, que serão transformados em aves. Durante o seu reinado, rebenta uma guerra entre Atenas e Elêusis, que, entre os seus aliados, conta com o rei da Trácia, Eumolpo, filho do deus Posídon*. Erecteu consulta o oráculo de Delfos sobre o combate: é-lhe dito que deverá sacrificar uma das suas filhas para obter a vitória. Todas as filhas do rei teriam, então, dado a sua vida para salvar a pátria. Graças a este sacrifício, os Atenienses levaram a melhor, mas Erecteu, que matou Eumolpo no decurso da batalha, é fulminado por Zeus*, a pedido de Posídon, furioso pela morte do seu filho.
- Icon. Muitas pinturas de vasos representam episódios da vida de Erecteu. Existem ainda duas cabeças provenientes do Pártenon (séc. V a.c.), uma em Atenas e outra no Vaticano.










E NEM PIU!